Miriamleal
Que este poema seja um lembrete de que a pior prisão é aquela que aceitamos dentro de nós. Mas em Cristo, há liberdade plena.
Pois o véu já foi rasgado,
Não há mais separação.
Não é o sistema que salva,
Mas Cristo e Sua redenção.
Fariseus dos novos tempos,
Esquecidos do essencial:
Deus deseja corações rendidos,
Não rituais sem vida real.
Pregam um Deus de justiça,
Mas esquecem Sua compaixão.
Criam muros dentro do templo,
E chamam isso de unção.
Vestes, regras, tradições,
Mas onde está o coração?
Se Cristo veio libertar,
Por que tanta opressão?
Dizem que é sobre amor,
Mas impõem cadeias invisíveis.
Falam de graça e perdão,
Mas julgam com mãos inflexíveis.
Que possamos refletir sobre o que realmente importa: um coração sincero diante de Deus, sem pesos e sem hipocrisia. Que possamos viver a fé em liberdade e verdade!
Pois quem se acha perfeito,
De si mesmo se engana,
Mas quem reconhece sua fraqueza,
Na misericórdia de Deus se embala.
Acredita ser santo e puro,
Incapaz de tropeçar,
Mas não vê que a soberba
É o primeiro passo pra tombar.
Julga com lábios afiados,
Aponta o erro do irmão,
Mas se esquece que diante de Deus
Ninguém é sem imperfeição.
Fardo da Perfeição!
Há quem ande de cabeça erguida,
Como se nunca tivesse caído,
Olha os outros com dureza,
Mas esquece o próprio umbigo.
— todos precisamos da graça de Deus, e que a humildade nos aproxima mais d’Ele. Que possamos sempre ter um coração ensinável!
Que seja um lembrete, para você, o amor de Cristo é maior que qualquer desprezo. Que Deus fortaleça seu coração e use sua vida para espalhar luz onde houver escuridão.
Que antes de falar de Deus,
Vivamos o que Ele ensina:
A amar sem olhar a quem,
Pois só o amor nos ilumina.
Ó Igreja, desperta e vê!
O desprezo apaga a chama,
Mas onde reina o amor de Cristo,
A unidade sempre clama.
Jesus nos chamou ao amor,
Não ao orgulho e à divisão,
Mas muitos viram as costas
E desprezam seu irmão.
Chamamos-nos de irmãos,
Mas às vezes só de boca,
Pois o olhar que lança espinhos
Fere mais que a mão que toca.
Dizem que somos um só corpo,
Um só povo, uma só luz,
Mas por que entre nós há trevas,
Se seguimos a mesma cruz?
Então, estendo a mão a ti,
Pois não fui feito para odiar aqui.
Que Deus nos una, nos faça crescer,
E o desprezo nunca mais possa vencer.
Sei que o desprezo fere e mata,
Mas escolho amar, mesmo que doa a alma.
Pois Cristo nos fez um só no viver,
E o amor sempre há de vencer.
Esqueceste, irmão, do que Deus disse?
Que no amor d’Ele tudo existe?
Que maior tesouro não há na terra
Que irmãos unidos sem guerra?
Minha paz não vem do que vejo,
mas da certeza que carrego em mim.
Sou amado(a), sou forte, sou livre,
e nada muda o que Deus diz de mim.
O mundo se agita, mas meu coração não,
pois descanso em Suas promessas de amor.
Não sou o que dizem, não sou o que falhei,
sou filho(a) do Rei, sou herdeiro(a) do Senhor.
