Miqueias Klippel
Insistimos no que não vale a pena até nos ferirmos por sentimentos e ilusões que criamos. A vida, porém, sempre acerta as contas: geralmente com algo que dói, mas que também abre os olhos.
Uma das maiores sabedorias da vida é aprender a esquecer quem saiu dela por causa de problemas, e parar de deixar que pessoas ruins do passado influenciem nosso presente.
Por vezes, a tristeza possui o poder de nos tornar conscientes daquilo que não veríamos de outra forma.
A vida ensina a todos. A diferença está em quem presta atenção. Quem não aprende é condenado a repetir as mesmas consequências.
A fé em Jesus é o único remédio que nunca falha, para os problemas deste mundo e os que o mundo causa em nós. Nenhum sofrimento é grande demais para a esperança que Seu nome carrega.
Cuidado com o Jesus que você monta na sua mente. Ele é gentil, não te cobra, não te condena. Mas o Jesus verdadeiro, o da Bíblia, disse:
"Negue-se a si mesmo, tome sua cruz e siga-me." (Marcos 8:34).
Não é sobre ser quem você quer ser. É sobre ser quem Ele diz. A verdade dói, mas liberta.
Prefira o silêncio à fala excessiva. Uma vez lançadas, as palavras não voltam e tornam-se correntes.
Hoje, é preciso muita coragem para preservar as coisas boas que nossos antepassados construíram e muita estupidez para destruir esse legado. Infelizmente, a estupidez vence pela quantidade de adeptos.
O coração é um jardim sagrado, dele brota toda a vida. Guarda bem o teu solo, escolhe a semente e rega com oração — pois tudo o que floresce por dentro, um dia se revela por fora.
Viver o Ministério cristão exige uma compreensão dolorosa e sagrada: o óleo que Deus usa para curar e restaurar costuma ser extraído das feridas mais profundas de quem serve. Oferecer ao próximo exatamente aquilo que mais custou a nós é, muitas vezes, a essência do chamado.
É sempre surpreendente como tantos cristãos reformados calvinistas vivem encastelados em sua própria bolha, convictos de que são os únicos guardiões da verdade e árbitros da teologia. Capazes de rejeitar até o que é genuinamente bom, simplesmente por não ter nascido em sua panelinha. Isso tem nome: hipocrisia.
Sinto que sou o eco de um mundo que se foi antes que eu pudesse despedir. Caminho no agora como sombra deslocada — não fantasma, pois ainda sinto; não exilado, pois nunca tive de onde partir. Apenas um peregrino que chegou, devagar e com clareza dolorosa, no século errado.
Não eleve políticos à categoria de ídolos. Eles são falíveis e contradizem valores morais constantemente. Erraram no passado e ainda vão errar. Não merecem sua devoção.
Enquanto alguns precisam aprender a ficar sozinhos, outros precisam aprender a estar rodeados. O desafio é peculiar para quem sempre achou natural o silêncio da própria companhia.
