Biografia de Menotti del Picchia

Menotti del Picchia

Menotti Del Picchia nasceu em São Paulo, no dia 20 de março de 1892. Filho de imigrantes italianos com cinco anos de idade mudou-se com a família para a cidade de Itapira. Estudou em Campinas, em São Paulo, em Pouso Alegre e em Minas Gerais. De volta a São Paulo Estudou Direito na Faculdade do Largo de São Francisco.

Em 1913 publicou seu primeiro livro “Poemas do Vício e da Virtude”. Em 2014 voltou para Itapira, onde trabalhou como advogado e dirigiu os jornais, Diário de Itapira e O Grito! Em 1917 publicou o poema comovido, “Juca Mulato”, que foi reproduzido em diversos jornais e levou o autor ao reconhecimento nacional.

Menotti foi um dos colaboradores mais importantes da Semana de Arte Moderna de 22. O autor abriu a segunda noite com uma conferência em que negava a filiação do grupo modernista com o Futurismo do poeta italiano Fillippo Marinetti. Defendia a integração da poesia com os tempos modernos, a liberdade de criação e a formação de uma arte genuinamente brasileira.

Em 1924, junto com outros escritores, criou o “Movimento Verde e Amarelo”. Em 1933 assumiu a direção do Diário da Noite. Em 1943 foi nomeado para a Academia Brasileira de Letras. Menotti foi deputado estadual em duas legislaturas e federal em três legislaturas, ambos pelo estado de São Paulo.

Menotti Del Picchia escreveu poesias e romances, entre eles, “A Angustia de D. João” (1922), “Salomé” (episódio bíblico transposto para São Paulo) (1930), “O Amor de Dulcinéia” (1931), “Dente de Ouro” (sobre o banditismo nacional) (1946) e “A Filha do Inca, Kalum” (ficção científica) (1946). Faleceu em São Paulo, no dia 23 de agosto de 1988.

Acervo: 20 frases e pensamentos de Menotti del Picchia.

Frases e Pensamentos de Menotti del Picchia

"Sofre, Juca Mulato, é tua sina, sofre…
Fechar ao mal de amor nossa alma adormecida
é dormir sem sonhar, é viver sem ter vida…
Ter, a um sonho de amor, o coração sujeito
é o mesmo que cravar uma faca no peito.
Esta vida é um punhal com dois gumes fatais:
não amar é sofrer; amar é sofrer mais"!

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As Máscaras

O teu beijo é tão doce, Arlequim...
O teu sonho é tão manso, Pierrô...

Pudesse eu repartir-me
encontrar minha calma
dando a Arlequim meu corpo...
e a Pierrô, minha alma!

Quando tenho Arlequim,
quero Pierrô tristonho,
pois um dá-me prazer,
o outro dá-me o sonho!

Nessa duplicidade o amor todo se encerra:
Um me fala do céu...outro fala da terra!

Eu amo, porque amar é variar
e , em verdade, toda razão do amor
está na variedade...

Penso que morreria o desejo da gente
se Arlequim e Pierrô fossem um ser somente.

Porque a história do amor
só pode se escrever assim:
Um sonho de Pierrô
E um beijo de Arlequim!

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Esta vida é um punhal de dois gumes fatais: não amar é sofrer; amar é sofrer mais.

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O Corinthians é um fenômeno sociológico a ser estudado em profundidade.

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O coração da gente é como uma casa que não pode ficar vazia.

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