matheushruiz
Diz pra mim que é de verdade,
que o que eu sinto não é só meu.
Jura que também te queimou por dentro,
quando nossos olhos se encontraram.
Eu prometo te dar o melhor de mim,
se me disser que também perdeu o ar.
Cada segundo ao teu lado é tão pouco,
pra esse amor que não sabe esperar.
É tão claro, tão gritante,
a sorte apontou pra você…
e você, distraído, nem vê.
Por ser exato, o amor transborda.
Por ser encantado, ele se entrega.
E por ser amor, ele invade e fica —
até o último suspiro.
Então me diz…
onde você está agora,
além de dentro de mim?
Quando eu vejo aquele sorriso,
Distante, num retrato,
Meu coração aperta,
Calado.
Eu começo a chorar,
Molhando o meu sorriso,
E num suspiro,
Eu me perco no que é amar.
Por ser perfeito, quando eu penso nele, eu sinto amor que não cabe em mim.
Uma tribulação ao desconhecido.
Foi à primeira vista, confesso,
meu coração tropeçou no destino,
e chorou em silêncio,
diante dos bloqueios que me ergueu.
Conheci um jovem,
com a sabedoria dos livros
e a leveza de quem carrega
um verão no sorriso.
Estudos dançam na sua voz,
como três rios que buscam o mar,
e eu, perdido, encontrei
no eclipse dos seus olhos
um sol inteiro a me guiar.
Ele planeja a vida com precisão,
como um motorista atento à estrada,
e eu, apenas passageiro do instante,
me deixei levar pelo encanto
de sua atenção delicada.
Entre tantos caminhos,
um olhar me fez perder o rumo.
Floresceu sem pedir,
como verão em meio ao inverno.
No eclipse dos teus olhos,
vi nascer um sol eterno.
E mesmo distante,
o brilho ficou em mim,
Sumiu da minha vida,
como quem fecha portas sem dizer adeus.
Ainda assim, no silêncio,
ficou em mim a lembrança —
do brilho inteligente que me encantou
e do amor inevitável
que floresceu em segredo.
Um sorriso eterno,
um encanto raro,
um amor que floresceu sem pedir licença,
e que é infinito —
enquanto dure.
Sinfonia do amor desmedido de verão
Ó paixão, incêndio vasto, desatino!
Tremor da alma, furor do coração,
Ibaiti celeste, azul divino,
polo do mundo, trono da emoção.
Em ti, luz nua, pura, incorpórea,
traço do eterno, mão do arquiteto,
ó sol radioso, lira ilusória,
inebriando o meu ser inquieto.
Este amor — desmedido, infinito,
ergue-se além do tempo e da razão;
ao vento entrega-se, feito mito,
transforma rascunho em oração.
Cada verso meu, destino selado,
procura-te, sombra em claridade;
em tua ausência, o peito dilacerado,
em tua presença, nasce eternidade.
Folia que invade, poesia que inflama,
saudade que é bênção, dor que consola;
melhor que a solidão fria, sem chama,
é ser refém da estrela que me acolha.
Tu, sorriso que carrega o verão,
quente alvorada de melodia;
teu rosto é flor, perfume, oração,
na natureza, és pura harmonia.
Eis que pergunto: existe o amor?
Ou é quimera, sopro, relâmpago vão?
Mas no teu lume, ó doce esplendor,
reconheci da vida a perfeição.
Porém, faltou-nos coragem sincera:
eu temi o abismo, tu o mundo;
justiça não houve, só a espera
deste silêncio profundo, profundo.
Poema do encantamento
Essa paixão sem tamanho
é só o coração que inventa.
Ele é meu azul guardado,
minha esquina de silêncio e de canto.
O sol me atravessa,
me deixa leve, meio tonto.
Esse amor que não cabe no peito
não tem regra, nem medida.
O vento traz canções que escrevi
num rascunho qualquer de madrugada.
Cada verso procura por ele,
cada verso é endereço sem mapa.
A poesia fez festa em mim,
me deixou mais vivo que antes.
Até a saudade ficou bonita,
melhor que a solidão dos bancos da praça.
Teu sorriso carrega o verão,
teu abraço é sol de janeiro.
És flor, és perfume, és destino:
na beleza que é amor, respiro.
Quero a vida sempre assim:
com ele perto,
até a última chama da vela.
Eu, que descri de tudo,
descobri em seus olhos
a tal felicidade.
Mas o medo cortou o caminho:
faltou coragem em mim,
faltou coragem em ti.
E o amor ficou escondido do mundo.
Não foi justo.
Se o amor não existisse, o silêncio bastaria.
Se o amor não fosse real, nenhuma palavra faria sentido.
O sol nasce ao leste, como sempre,
e a bússola cumpre seu papel sem enigma.
Mas há algo além das leis do mundo,
um sinal simples e ao mesmo tempo infinito:
o amor —
que não se explica, não se mede,
apenas se reconhece.
E nele, em meio às certezas da vida,
existe sempre uma exceção.
O amor não é lido nos mapas, nem visto nas estrelas. Ele é o enigma que só o coração decifra. Há sinais que não precisam ser decifrados. O amor não segue bússola, nem nasce no leste, não precisa de lógica quântica. Não escreveria sobre o amor se ele não existisse — e ele existe, porque ele é a prova. Entre todas as certezas do mundo, só o amor ousa ser mistério, quiçá ele seja o mistério escondido em si.
Nunca cantaria sobre o amor, se ele não fosse real.
Nunca escreveria sobre o amor, se ele não pulsasse em mim.
O sol nasce sempre no leste,
a bússola não guarda segredos,
apenas um sinal simples a decifrar.
E, ainda assim, no meio de todas as certezas,
ele é a única exceção.
Me perco toda vez que te vejo,
como o rio que esquece o caminho do mar.
Sem você, não há verso nem desejo,
a canção não aprende a rimar.
Teus olhos — castanhos, calmos, inteiros —
guardam o outono em pleno verão.
Neles, o tempo adormece primeiro,
e o amor desperta em contramão.
Você é o sopro que o tempo espera,
a brisa que volta só pra tocar.
Inspira meus sonhos, tempera a quimera,
ensina a saudade a dançar.
Há um azul escondido no brilho moreno,
um silêncio que sabe cantar.
Mergulho nele, pequeno e pleno,
só pra esquecer de voltar.
E se amar for mesmo um risco incerto,
que o vento leve o que for razão.
Prefiro seguir de peito aberto,
com você no centro da canção.
Se o mundo apagar a retina,
ficarei nos teus olhos — castanha e sina.
Moooooooo,
Me perco toda vez que te vejo,
como o rio que esquece o caminho do mar.
Sem você, não há verso nem desejo,
a canção não aprende a rimar.
Você é o sopro que o tempo espera,
a brisa que volta só pra tocar.
Inspira meus sonhos, tempera a quimera,
ensina a saudade a dançar.
Há um azul em teus olhos, tão sereno,
que o céu se curva pra te imitar.
Mergulho nele, pequeno e pleno,
só pra esquecer de voltar.
E se amar for mesmo um risco incerto,
que o vento leve o que for razão.
Prefiro seguir de peito aberto,
com você no centro da canção.
Eu posso te amar,
mas quem me assegura
que esse amor encontraria em ti
um lugar para repousar?
Se o teu coração não quiser abrigo,
que destino teria o meu?
Eu posso te oferecer minhas marés,
minhas mariposas de ternura,
meus silêncios cheios de cuidado.
Mas o que me garante
que tu não deixarás tudo escapar
pelas frestas da tua distância?
Há amores que nascem pássaros
e outros que vivem como sombra.
O meu — este que te busca —
é feito de voo e entrega,
mas precisa de mãos abertas
para não se perder no ar.
Se não fores tu,
se teu peito não desejar,
que eu não me transforme em vento triste
rondando a tua porta.
Que eu aprenda a voltar para mim,
mesmo querendo tanto ficar.
Eu amei te ver
Não escondo o quanto gosto de você
Seu sorriso de alma gêmea criou raiz
Você é algo
Que há muito tempo eu não via
Igual o caiz para um barco
O amor se faz, te levando além
Quando eu mergulhei fundo nesse olhar
Fui dono do mar azul, de todo azul do mar
Na advocacia, cada recurso é mais do que uma peça técnica; é a voz da coragem e da dedicação, capazes de desafiar os limites do impossível e provar que a justiça é alcançada por aqueles que não desistem.
A escuridão às vezes parece abrigo para olhos cansados,
mas nem todo conforto é morada.
Há quem se acostume com o frio por medo do calor.
Você me diz que é um desafio se relacionar
com quem gosta de você.
E eu entendo…
porque quando alguém nos oferece luz,
ela revela partes que a sombra escondia.
Você diz que eu carrego amor, poesia, beleza, compaixão.
Talvez eu carregue mesmo.
Mas carrego também dúvidas, medos,
essas perguntas que deixei no ar:
seríamos faísca e palha?
ou a brisa do inverno protegendo uma vela acesa na janela?
Você evita —
não por falta de sentir,
mas talvez por medo de merecer.
E ainda assim,
você diz que não sente os intervalos entre nossas conversas.
Como se não houvesse ausência.
Como se, de algum modo, permanecêssemos.
Talvez porque quando duas almas se reconhecem,
o tempo não separa — apenas respira.
E no fim, há uma verdade simples e imensa:
ser feliz é uma escolha diária.
Não é impulso. Não é acaso.
É decisão.
Encontrar um motivo para continuar vivo é um ato íntimo e corajoso.
E esse motivo não importa qual seja —
se ele faz seu coração insistir, já é suficiente.
Mas, se você quer ter esse motivo,
se quer que ele permaneça e floresça,
você só precisa lutar por ele.
Porque aquilo que toca a raiz do ser,
aquele lugar onde nascem os sentimentos
e o coração revela por quem realmente pulsa,
não pede fuga —
pede coragem.
Queria tocar suas mãos, ver seu sorriso me deixar tonto, receber aquele abraço apertado e respirar o perfume que me inebria como lembrança viva.
Eu dei motivos para você se afastar.
Talvez eu não tenha sabido cuidar do que era raro.
Viajei tanto pelo mundo, mas nunca viajei até o seu coração, e você sempre foi meu porto seguro.
O único lugar onde eu poderia ter ficado.
Mesmo que esse sentimento tenha ficado reprimido, guardado na parte escura do peito, quero que você saiba: um dia eu te amei.
Te amei com a pureza de uma criança ganhando chocolate, com o deslumbramento de quem toca o impossível.
E se um dia você ler o que eu escrevo,
quero que sinta: eu transmito meu amor nas linhas e em cada verso traduzo as fibras mais profundas do meu sentimento.
Nas minhas canções simples,
nas minhas poesias imperfeitas,
há pedaços vivos do que senti por você.
Porque quando penso em você, eu sinto que o amor ainda me toca, silencioso, inteiro e verdadeiro.
E é bonito saber que alguém que me conhece de verdade existe.
