Biografia de Mario Quintana

Mario Quintana

Mario Quintana nasceu em Alegrete, no Rio Grande do Sul, no dia 30 de julho de 1906. Filho do farmacêutico Celso de Oliveira Quintana e de Virgínia de Miranda Quintana, fez seus primeiros estudos em sua cidade natal.

O poeta também inicia na infância o aprendizado da língua francesa, idioma muito usado em sua casa. Aos 13 anos vai estudar em regime de internato no Colégio Militar de Porto Alegre. Nessa época, publica seus primeiros trabalhos na revista Hyloea, da Sociedade Cívica e Literária dos Alunos do Colégio Militar. Cinco anos depois sai da escola e vai trabalhar como atendente na Livraria do Globo, onde permanece por três meses. Aos 17 anos publica um soneto em jornal de Alegrete, com o pseudônimo JB.

Em 1925 retorna a Alegrete e passa a trabalhar na farmácia de propriedade de seu pai. Em 1926 perde sua mãe, e no ano seguinte, seu pai. Nessa mesma época recebe a premiação do concurso de contos do jornal Diário de Notícias de Porto Alegre com "A Sétima Passagem" e um de seus poemas "Para" é publicado na revista carioca Para Todos. Em 1929 vai trabalhar na redação do jornal O Estado do Rio Grande onde passa a redigir uma seção chamada "O Jornal dos Jornais".

A Revista do Globo e o Correio do Povo publicam seus versos em 1930, ano em que eclode o movimento liderado por Getúlio Vargas e o jornal O Estado do Rio Grande é fechado. Quintana parte para o Rio de Janeiro e torna-se voluntário do 7.º Batalhão de Caçadores de Porto Alegre. Seis meses depois retorna à capital gaúcha e reinicia seu trabalho na redação de O Estado do Rio Grande.

Em 1934 a Editora Globo lança a primeira tradução de Mario. Trata-se de uma obra de Giovanni Papini, intitulada Palavras e Sangue. A partir daí, segue-se uma série de obras francesas traduzidas para a Editora Globo. O poeta é responsável pelas primeiras traduções no Brasil de obras de Voltaire, Virginia Woolf, Charles Morgan, Marcel Proust, entre outros.

Dois anos depois ele deixa a Editora Globo e vai para a Livraria do Globo, onde trabalha com Érico Veríssimo, que lembra de Quintana justamente pela fluência na língua francesa. É por esta época que seus textos publicados na revista Ibirapuitan chegam ao conhecimento de Monteiro Lobato, que pede ao poeta gaúcho uma nova obra. Quintana escreve, então, "Espelho Mágico", que só é publicado em 1951, com prefácio de Lobato.

Na década de 40, Quintana é alvo de elogios dos maiores intelectuais da época e recebe uma indicação para a Academia Brasileira de Letras, o que nunca se concretizou. Sobre isso ele compõe, com seu afamado bom humor, o conhecido "Poeminha do Contra".

Como colaborador permanente do Correio do Povo, Mario Quintana publica semanalmente Do Caderno H, que conforme ele mesmo, se chamava assim, porque era feito na última hora, na hora “H”. A publicação dura, com breves interrupções, até 1984. É desta época também o lançamento de "A Rua dos Cataventos", que passa a ser utilizado como livro escolar.

Em agosto de 1966 o poeta é homenageado na Academia Brasileira de Letras pelos ilustres Manuel Bandeira e Augusto Meyer. Neste mesmo ano sua obra Antologia Poética recebe o Prêmio Fernando Chinaglia de melhor livro do ano. No ano seguinte, vem o título de Cidadão Honorário de Porto Alegre. Nove anos depois, recebe a maior condecoração que o Governo do Rio Grande do Sul concede a pessoas que se destacam: a medalha "Negrinho do Pastoreio".

Mario Quintana recebeu o Prêmio Machado de Assis, da Academia Brasileira de Letras, pelo conjunto da obra. Em 1982, recebeu o título de Doutor Honoris Causa, concedido pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Em 1983, quando o Hotel Majestic, onde o poeta morou de 1968 a 1980, passa a chamar-se Casa de Cultura Mario Quintana.

Mario Quintana faleceu em Porto Alegre, Rio Grande do Sul, no dia 5 de maio de 1994.

Acervo: 526 frases e pensamentos de Mario Quintana.

Frases e Pensamentos de Mario Quintana

A amizade é um amor que nunca morre.

Mario Quintana
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Tão bom morrer de amor! E continuar vivendo...

Mario Quintana
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Há 2 espécies de chatos: os chatos propriamente ditos e os amigos, que são os nossos chatos prediletos.

Mario Quintana
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O Tempo

A vida é o dever que nós trouxemos para fazer em casa.
Quando se vê, já são seis horas!
Quando de vê, já é sexta-feira!
Quando se vê, já é natal...
Quando se vê, já terminou o ano...
Quando se vê perdemos o amor da nossa vida.
Quando se vê passaram 50 anos!
Agora é tarde demais para ser reprovado...
Se me fosse dado um dia, outra oportunidade, eu nem olhava o relógio.
Seguiria sempre em frente e iria jogando pelo caminho a casca dourada e inútil das horas...

Mario Quintana
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Bilhete

Se tu me amas, ama-me baixinho
Não o grites de cima dos telhados
Deixa em paz os passarinhos
Deixa em paz a mim!
Se me queres,
enfim,
tem de ser bem devagarinho, Amada,
que a vida é breve, e o amor mais breve ainda...

Mario Quintana
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