Marco Antonio Ianoni
"Uns se prendem pelo dinheiro, outros pelo amor. A prisão é a mesma, os efeitos não. Encontrou a chave da sua?"
"Dizem que o escorpião se faz de morto e só morre no próprio veneno. Certas pragas se autodestroem. Nem perca o seu tempo com elas."
"Quem recebeu os aplausos, muitas vezes, era o mais triste no palco — e nem assim a multidão notou a sua dor. Afinal, ninguém paga pela tristeza dos outros!"
"Não brinque de cabo de guerra com idiotas; o tempo perdido não vale a sua energia. Após caírem no fundo do poço, jogue a corda."
Existem, fundamentalmente, dois tipos de cães: os maltratados e os bem-tratados. Os bem-tratados vão ao veterinário, banho e tosa, se alimentam bem e têm vacinas em dia. Já os maltratados pulam a cerca, não vão ao médico e, por viverem na rua, comem até pererecas do brejo. Esses cães libertinos exigem que as patroas coloquem limites para proteção própria quando voltam para casa, obrigando-os a dormir no quintal. O mesmo vale para as cadelas que fogem de casa. Com qual cão ou cadela prefere dormir é sua opção!
Pensamento: O Avesso da Presença"
Não devemos canalizar nossa vida apenas para quem nos procura. O verdadeiro afeto não deve ser contabilizado pelo tempo que alguém permanece conosco. Há quem esteja ao nosso lado, porém vai estar sempre distante. Muitas vezes, quem silencia também ama; quem se afasta também cuida, mas à sua própria maneira, lutando contra os seus próprios fantasmas.
Ninguém merece ser tratado como 'resto do tacho'. Quando reduzimos alguém ao esquecimento e à ausência, deixamos de ver que as pessoas são feitas de complexidades, de traumas e de tempos diferentes dos nossos. Valorizar o esforço alheio é também acolher o mistério dos que não conseguem ficar. A maturidade da alma não está em selecionar quem nos serve, mas em compreender que cada um entrega apenas o que transborda em si. Respeitar as diferenças é compreender o que é o verdadeiro amor."
"Quem usou a família e a Pátria no discurso ajudou a colher o que plantou. O Agro precisava sentir no bolso."
"A negligência dos adultos ao vício rouba a infância dos filhos. Expor uma criança em um ambiente de bebida dentro e fora de casa não é lazer nem passeio; é ensinar a ela, desde cedo, que o caminho da própria ruína é algo normal."
"Enquanto lutamos para vestir a infância com as sapatilhas do balé e as chuteiras do futebol, a negligência insiste em empurrá-la para o balcão do vício. Salvar o futuro de duas crianças tem sido uma batalha diária contra o ambiente que as destrói."
