Mairton Damasceno
Quando a dor mais profunda tenta lançar-me às profundezas do inferno, você se torna meu sol em meio à escuridão chamada convivência humana.
Como eu gostaria de tocar Marte, beijar suas luas com o olhar e escutar os segredos que o cosmos sussurra ao infinito. Mas o que me resta agora? Apenas o espaço negro, vasto e silencioso, onde minha alma flutua entre lembranças e estrelas.
As lágrimas de um coração vazio são como gotas no deserto, pequenas demais para saciar a sede da alma.
Não ter te encontrado foi o maior dos desencontros. Nunca senti o teu cheiro, nunca provei o teu beijo, nunca toquei a tua presença. Ainda assim, sinto tua falta. Como explicar esse vazio deixado por alguém que nunca esteve aqui? Talvez seja o mais belo e cruel dos paradoxos.
