Lucas
Um mundo carnívoro pela carne do desejo, onde vegetarianos pelos verdadeiros sentimentos, não conseguem um beijo.
[...] O proletariado aquém
de um progresso justo,
injustamente diz amém
ao senhorio que nega custo,
a qualquer desdém se mantém [...]
E assim como a palavra possessiva toma posse dos S's da vida; Somos possessivos por quem realmente nos ama, a FAMA.
[...] O lado par inexistente da vida.
Sou eu sozinho... Acompanhado,
que seja de um amigo e uma amiga, se Deus ainda não desistiu...
Junte-se a nós e viva a vida, se for esperto não venha.
Fique pelo paraíso onde termina a sórdida jornada por terras secas [...]
[...] Detenho-me aos buracos negros de dor
que consomem e destroem a toda paixão.
Fazendo-me fiel ao meu amor, a quem jaz a salvação [...]
[...] Vivemos a espera de uma revolução
que caminha a passos largos para o retrocesso:
Avante o libertino progresso sobre a mente fértil [...]
[...] A gota sáfica observante d'alma
translucida vem dos olhos o véu de sal,
que goteja e arde no coração [...]
[...] E pergunto-me se a vida ainda existe...
E vocês ainda esperam o fim do mundo chegar;
Eis que vai a notícia: Ele já chegou e se acomodou a muito tempo [...]
[...] Pesado sol em minhas costas
quente bate forte o caminho
palavras aventam de vento frio
alusiva solidão eloquente ilusão [...]
[...] Com o mar sonhava...
Em meus olhos estavam
a água; Água de sal
salgado mal, vazio horizontal [...]
[...] Pura ilusão; Acorda, olhemos para frente,
algo caído dormindo ao relento sente frio morre gente [...]
[...] Esquecemos o valor que um dia já se fez forte e combatente lutou bravamente e perdeu seu espaço o coração ornado por correntes grita se debate e morre lentamente [...]
[...] Se não dizer que sou feito de amor e movido pelos sonhos; Direi o que todos já sabem? Ossos, carne, desejos e maldades [...]
[...] Se não for do amor que parece ser tão igual,
o que eu poderia dizer? Dizer sobre o amor que hoje é inexistente? [...]
[...] Meu drama, único e amado drama.
Tornando poético o patético pequeno mundo dos sonhos meus [...]
[...] Essa fria sensação de incapacidade que abate o meu ser, o deixa inconsciente e cético a todos os amores [...]
Certa vez aprendi uma canção.
Que dilacerou em emoções e
salgou em águas o meu coração
Certa vez aprendi uma canção,
no teatro da vida, da perdição...
Que desabrochava flores do chão.
[...] Mas procurai já, a ausência da dor à felicidade,
pois tudo é melhor quando habitamos a verdade.
E o meu amor que se esvai, já se foi partido em viagem;
Beijou o novo, libertou-se da dor e sentiu saudade
