LASANA LUKATA
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Perfume Estragado
Primavera rareia minha vida tão feia,
mas vem o vento esperneia
o perfume estragado,
como um Judas traindo
na hora da ceia.
Escrevo
Para me comunicar com as almas,
porque me chamo poema,
par não ser devorado pela omissão.
Garça branca, noite escura,
mas noturna a solidão,
tudo foi literatura.
Insípida Clara
Uns gostam da clara.
Para outros, a gema.
A clara, sem gosto;
a gema se espalha
e nasce o poema.
De tanto usar o mar...
Na parede chapisco
Na areia rabisco
Na água arrisco
absurdamente insisto
usucapir o mar
Serei poeta
nem que seja por usucapião
