Fábio Kubiaki
Vale;
Vasto, nem neblinas são visíveis
O temor percorre nas sombras divisíveis
Cercando o vale, montanhas que amaldiçoam o homem
Mas rapaz ainda, com deveres além de sua compreensão
Perdido, apenas seguindo o caminho de sua alazã
Lembra do momento que tudo iniciou?
Eu já não
Memórias são seletivas se ainda as controlamos
Olhos da perdição que com esmero se desvaem
Desmaio pelo mal que eu faço, e que nunca me satisfaz
Seria um momento calmo
Pombas brancas voando para além
Um jardim para um inicio
Ou um começo para o fim.
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Data: 10/02/26
SONHAR;
Sonhos são possíveis após um desastre
Quando conhecemos nós mesmos
Mesmo por nome
Aceitamos quem somos
Acreditando numa benção
Se bênçãos forem, além, do mero conforto selecionado
Quais os papeis de sonhos?
Selecionamos, cortamos, afogamos
Para nunca mais sonhar
Jardim... Que se molda sozinho
Belos pelos seus sonhos únicos
Gotas em seu calor
Não apagam a chama, e a nutre
Vivendo uma esperança que já se esvai
Acreditamos em tudo hoje
E milagres não mais
Sob os olhos de um ser maior
eles, nós, ou vós
questionam se somos mesmos iguais
quando viemos do mesmo jardim.
Perguntam se tem algo de errado comigo
Se ao menos soubessem o que eu encontrei
Um nome tão bonito vai me fazer cair de novo
Você acreditou que nada de ruim iria acontecer
Desculpe por mentir mais uma vez
a culpa dessa vez é minha
Mas os outros não sabem o que eu sei
