kepler78
“O mundo gira, e com ele aprendemos que nada permanece igual: hoje é dor, amanhã é lição; hoje é perda, amanhã é recomeço.”
A Política das Promessas Esquecidas
Há políticos que, em tempos de campanha, vestem a roupa da esperança e falam com a voz do povo.
Prometem escolas novas, hospitais equipados, ruas pavimentadas, empregos e dignidade.
Usam palavras bonitas, gestos ensaiados e sorrisos prontos — como se o futuro coubesse num palanque.
Mas quando o poder chega, a memória se vai.
O discurso vira silêncio, o povo volta à espera, e o plano de governo, antes cheio de metas, vira papel esquecido em gavetas de gabinete.
As promessas que um dia emocionaram se transformam em desculpas, e a vontade de mudar o mundo se perde na conveniência de manter o cargo.
O erro maior não é prometer — é enganar conscientemente quem acreditou.
É subir no palco do voto com o coração vazio e descer do poder com as mãos cheias de privilégios.
A verdadeira política nasce do respeito à palavra dada, da coerência entre o que se fala e o que se faz.
O povo não precisa de heróis de palanque, mas de servidores de verdade, capazes de entender que o mandato não é um prêmio, e sim uma missão.
Porque quem ilude o povo uma vez pode até vencer uma eleição —
mas quem o respeita, conquista algo muito maior: a história.
Adoção:
“A vida é feita de fases, e nem todas são fáceis.
Há dias em que a dor parece mais forte que o amor, e o silêncio parece maior que a esperança.
Mas é justamente nessas fases que Deus prepara reencontros — como o da adoção, que transforma solidão em família e lágrimas em novos começos.
Porque adotar é reescrever o destino com amor, mesmo depois de ter chorado o impossível.”
A Pressa Que Está Engolindo a Vida.
Os adolescentes querem ser adultos.
Os adultos querem voltar a ser jovens.
E no meio dessa confusão de desejos, a vida passa — rápida, rasa, silenciosa.
Os jovens correm para serem independentes, mas não sabem que junto com a liberdade vem a cobrança, o cansaço, a responsabilidade que pesa.
Os adultos fogem das responsabilidades fingindo juventude, tentando apagar rugas que não estão no rosto, mas na alma.
Enquanto isso, a internet dita as horas, rouba conversas, interrompe jantares, apaga olhares.
Famílias inteiras vivendo na mesma casa e em mundos diferentes.
Os filhos crescendo sem testemunhas.
Os adultos envelhecendo sem perceber.
Estamos todos acelerados, desconectados do que importa e ligados ao que não significa nada.
A verdade é simples e dura:
**ninguém está vivendo o agora.**
Mas a vida não espera.
O tempo não devolve.
A infância não repete.
A juventude não renova.
A maturidade não recomeça.
Um dia, quando a correria parar — e ela sempre para — vamos olhar para trás e perceber que aquilo que queríamos estava exatamente no momento que ignoramos.
E aí vem o golpe: **não dá para voltar.**
Por isso, antes que a vida vire lembrança, antes que as pessoas virem saudade, antes que o tempo vire arrependimento…
**desliga o mundo, olha nos olhos de quem você ama, respira o instante.**
Porque no fim, o que salva não é ter sido jovem ou ter sido adulto.
**O que salva é ter sido presente.
Uma Palavra Chamada Saudade.
Saudade é a alma lembrando
que o amor não termina na despedida.
É o espírito tocando o tempo
para dizer que nada foi em vão.
Saudade é quando o invisível se faz presença
e o coração escuta o que os olhos não veem.
É sentir alguém perto
mesmo quando o corpo já não está.
Saudade nasce do encontro das almas,
não do acaso das despedidas.
Ela é ponte entre dois mundos,
fio de luz que não se rompe.
É oração sem palavras,
é conversa em pensamento,
é abraço que acontece no silêncio
e chega como paz ou como lágrima.
Existe saudade de quem partiu
e saudade de quem ainda virá.
Saudade de outras vidas,
de laços que o tempo não explica.
Ela dói, mas consola.
Machuca, mas ensina.
Porque só sente saudade
quem ama além da matéria.
E quando a saudade aperta demais,
não é castigo — é sinal.
Sinal de que o amor foi verdadeiro,
de que a alma reconheceu outra alma.
A saudade não separa.
Ela prepara o reencontro.
Não apaga histórias,
apenas as guarda em luz.
Ela nos lembra que ninguém é perdido,
que os vínculos não morrem,
que o adeus é só uma pausa
numa conversa eterna.
Por isso, quando a saudade vier,
não a expulse.
Acolha.
Ela é o amor dizendo baixinho:
eu continuo aqui.
Entre Continentes
Meu filho mora onde meus braços não alcançam.
Um oceano inteiro mora entre o meu hoje
e o teu agora.
A casa ficou grande demais
desde que tua ausência passou a ter endereço.
O silêncio aprendeu teu nome
e o tempo, sem você,
anda mais devagar.
Sinto saudade do que não volta:
do riso solto,
do barulho da presença,
do simples fato de saber
que você estava ali.
Te amo em fuso horário,
te espero em pensamento,
te abraço em oração.
E mesmo longe,
mesmo do outro lado do mundo,
você continua sendo
a parte de mim
que nunca foi embora.
A Vida é Feita de Saudade.
A vida começa sem saber o nome das coisas,
e já ali nasce a saudade
do ventre quente que nos guardava em silêncio.
Choramos não por dor,
mas porque algo ficou para trás.
Na infância, a saudade tem cheiro de terra molhada,
joelhos ralados e mãos sujas de sonho.
Sentimos falta do dia que acaba cedo,
da tarde que nunca deveria terminar,
do colo que sempre estava ali.
Na juventude, a saudade aprende a amar.
Ela se veste de promessas, de partidas,
de pessoas que passam rápido demais.
É quando descobrimos que nem todo amor fica,
mas todo amor ensina.
Na vida adulta, a saudade pesa.
Ela mora nas escolhas não feitas,
nos caminhos que exigiram coragem,
nos abraços adiados pelo cansaço.
Aqui, aprendemos que o tempo não espera.
Quando os filhos crescem, a saudade muda de casa.
Ela passa a morar nos quartos vazios,
nos brinquedos guardados,
no silêncio depois do “boa noite”.
E entendemos que amar é também deixar ir.
Na velhice, a saudade se torna companhia.
Ela senta ao lado, sem pressa,
folheia memórias como quem reza.
Já não dói tanto — ensina.
Mostra que tudo valeu a pena.
No fim, percebemos que a saudade
não é ausência,
é prova de que vivemos.
E que cada fase da vida,
se vivida com presença,
vira eternidade dentro do coração.
