julioraizer

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Preocupados e descontraídos,
extrovertidos e retraídos.
Somos um no outro aquilo que vemos no outro sozinho.
A diferença, é que juntos, encontramos companhia para as loucuras.
Conheço seus detalhes e seu jeito,
Percebo suas notas pela melodia da sua respiração.
Você conhece meu jeito e minhas manias, meus medos e minhas virtudes.
Vibramos na sintonia plena de uma vida cheia de conexão.
Júlio Raizer

Doce selvagem,
dançamos no escuro
Entro em seu corpo
Xingamos injúrias,
Desço em seu corpo,
escrevo loucuras
Provo seu gosto,
linguagem espúria
Sem inocência,
Despida de si.. mergulha
(Júlio Raizer)

VORAZ

Você se faz deusa viva
Mais do que segredos, mistérios a revelar!
Rainha do castelo, fêmea a devorar
Façamo-nos canibais…
agora.. agora mesmo
Ainda somos tudo,
E estamos loucos para libertar
(Júlio Raizer)

Juntos numa só palavra
Numa só verdade.
Todos vamos celebrar
Olhos brilham com vontade
Choro vai embora…
Cante para festejar

Tinha um mundo mágico em sua cabeça.
Fantasiava seu cheiro,
caprichava no perfume,
que exalava sua leveza.
Não distinguia o que era lembrança
e o que era imaginação.

Sonhos, uma intensa profusão de vontades.
Isso sempre falou alto sobre ser sonhadora, alegre, contente.
Sorrir para vida.
Sorrir para viver.
Sorrir como forma de enganar os enganos do mundo.
Esconder atrás da seriedade uma mente criativa e cheia de intuição.
(Júlio Raizer)

Boca inquieta,
buscando o caminho de um beijo.
Desejo anunciado,
na etapa mais lúcida.
Segredos…
cumplicidade latente.
incêndio ardente.
Discutiria tais ilusões? Jamais!
dúvidas da pele solta.
Folhas secas..
num jardim sereno. (Júlio Raizer)

Malícia

Alma capturada,
Um sequestro salivar.
Letras quentes,
Com vontade de letrar.

Versar a fantasia, e perceber
Tão inocente rebeldia
No corpo tenro,
amanhecer

Há maldade?
A maldade?
Ah, a maldade..
uma sintonia!

Repousa num céu de vontades,
Encarna a superfície sem espaço.
Beija a boca, depois os lábios.
Aquilo que alimenta a volúpia,
Satisfaz sonhos, vida e saudade.

Versos Proibidos

Quero no sabor dos seus lábios
experimentar a sua saliva.
Quero no calor da sua boca,
derramar meus palavrões.
Quero cuspir a decência
exorcizar nossos corpos..
Despedir-me do pudor angelical.
Sentir a sua boca indecente e inclemente.
Ouvir rimas e xingamentos
Vindos da sua fala possuída pela liberdade de poder ser quem é.

Você saiu do banho.
Toalha na cabeça..
no espelho do banheiro,
o vapor criava aquele ar embaçado.

Dizer que quero apenas os segredos da sua companhia,
Indiscretos e soltos pela boca,
seria despir as minhas intenções das roupas indecentes.
Roupas que já deixamos lá.
Dizer que vejo seu corpo nu
repousando embaixo do chuveiro
seria minimizar aquilo que podemos fazer.

Não quero corpo.
Quero aquela magia fora do dorso.Quero retorcer os quadris da sua confiança.
Quero sempre ser um presente no presente,
Quero o sabor dos seus lábios,
não num beijo extravagante,
mas numa noite constante onde as palavras escorregam pelo canto de um sorriso.

Quero você sem frescura.
Numa pista de loucura.
A mulher exaltada na sua forma de corpo que não importa.
A magia guardada desvendada pela conversa em qualquer lugar.

Pra mim?
Mistérios e segredos de sua matéria perfeita.
Ao olhar suas lembranças, as costas em suas reentrâncias provocam um alienado de prazer.

Em sua carne, sem muito alarde, o entrelaçar da magia com a ousadia da gata de meiguice angorá.

Remete a uma fusão de sentidos, onde o corpo tem cor, as costas tem cheiro e som traz a nota da libido.

Querer encostar, recostar, queres costas no mar.

Nadando solta,
olhando para o infinito e dando as costas para o mundo.
Assim você plaina sobre o azul profundo, ganhando vida sem preocupação.

Suas costas estão desnudas..
fique assim, nessa mágica curva poética.
Sem mover sequer um dedo, é o seu segredo que provoca nessas linhas infinita imaginação.

O tempo vem sem movimento
Relativo em seu tormento
Um momento? Uma vida.
Transcrita de forma sucinta.
Ressuscita aquele aonde habita. Palpita.

Amanhã, será manhã, a hora perdida nos ponteiros, sempre talvez.
Dos números escavados, o risco sem medo.
Do dito avisado, o perfeito que não é feito
O delirante dizendo que o ótimo se fez.

Não imaginávamos que seria!
Assim, a resposta levada,
as palavras trocadas e a alma sendo despida aos poucos.
Afinidade percebida na etapa miúda de uma justa insensatez.
Percebia a conversa na rua?
Madrugada nua, palavras cruas.

No hospital, na tv, na sala de estar, Luar
Ouvir, falar, sorrir. Lançar
Brisar, partir, fugir. Ficar
Olhar atento, corpo calado
Como quem ouve uma sinfonia.
Um peixe pescado… nada explicado..
Vontade de ter ficado..

Com suas ondas traga os pincéis,
solte os gracejos inocentes e pinte uma casa
Pintar o mundo com contornos místicos,
Colorir a noite com pontilhados brilhantes.
A cidade está longe, mas nós estamos aqui.
O tempo pode parar, mas se parasse não seria tão bom.
Tudo fica pequeno perto do som
Das ondas desse caminhar

Não importa onde estávamos até agora,
Nossa memória trouxe até aqui.
A intuição rasgou a razão e a fez sorrir
Fez da sua premonição um recuo épico,
na entrega de um doce enlace noturno. Entregar o beijo e sair de fininho.

A porta se fecha, o abraço refresca e o beijo liberta.
No silêncio, o som da nota compôs sua melodia,
Tempestade feita com sereno da noite que fluía.
Foi-se ao céu, com suas asas.
Ela descobriu que descobria-se,
Inesperado ele surgia..
Sendo sempre eles… ficariam.

Mulher guerreira.
Seu corpo é o desenho de um templo misterioso.
Exala um aroma que mistura a sensualidade com a inocência.
Exala a mescla agridoce do desejo e da clemência.
Assim, derrama cada vontade numa trama desordeira.

Doce selvagem, dançamos no escuro
Você entre meu corpo
Descalços sobre a pintura
Ouvindo nossa tradução fluída
você disse que estava decidida
Queria ser a princesa inocente
Num corpo de mulher despida
Você está perfeita esta noite