Julia
O castelo de cobre
O masjesto castelo de cobre
Agora está oxidado
O seu laranja brilhante
Passou a ser um verde opaco
Uma rainha antes vivia lá
Mas por ela ele foi abandonado
Aquela mulher orgulhosa
Não iria ficar em um lugar já passado
Por causa de suas paredes fortes
O por ter o teto ainda intacto
Aquele castelo foi intitulado
O lar dos desabrigados
Use a sua espada, que já tomou tantas vidas, pra proteger ao invés de machucar, pois o seu passado não define o que você pode fazer no futuro.
Nosso Jardim
Eu vim visitar o nosso jardim
Dar um oi pras nossas borboletas
Porque talvez um dia eu esqueça
Como é esse lugar
Talvez, talvez
A gente ainda venha passear
Ou será, será?
Que só eu consigo me lembrar?
Aqui já teve tantas pessoas
Tanto cuidado, tanta vida
Crianças andando de bicicleta
Casais fazendo piqueniques
Mas agora somente me resta
As memórias desse lugar
Será, será?
Que você ainda vai querer voltar?
Ou talvez, será?
Que só eu quero me lembrar?
Antes eu tinha tanta certeza
Que o que tínhamos era real
Mas é como me disseram
Tudo muda no final
As flores estão desabrochando
Mas você não vai notar
E eu continuo me importando
Mesmo sem você se importar
É que eu te amo tanto
E queria tanto te fazer voltar
Para cuidar, para ficar
No nosso jardim
Uma carta para os poetas
Nós somos os artistas das palavras, os escritores dos sentimentos. Nós escrevemos para aqueles em um mal momento, e pra aliviar os nossos próprios tormentos. Nós transformamos emoções em palavras, vivências em verso. Nós vivemos em um mundo paralelo, onde uma vida inteira cabe em uma folha de papel pautado.
