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jeremias cardoso

101 - 111 do total de 111 pensamentos de jeremias cardoso

Aflições não se constroem — brotam.
Não pedem cálculo, apenas silêncio para se alojar.
Mas quando ignoradas, tornam-se tempestades
que arrastam pontes, horizontes
e as delicadas escadas da própria elevação.

Por entre sombras, vagueiam mentes insanas e profanas. Recusar-se a misturar-se a essa massa podre é, por si só, um ato de resistência. O raciocínio, ainda que solitário, permanece firme, desafiando o caos que insiste em consumir tudo ao redor.

Quando a inspiração chega,
vem de sobriedade e ignorância,
um turbilhão na cabeça,
dedos que obedecem sem perguntar.

Escrevo o que só quem viu entende,
fragmentos de Guarulhos
cravados na memória,
pensamentos vivos, permanentes,
como ruas que nunca se apagam.

A vida passa, a mente pira,
mas a escrita fica —
eco de tempos que só eu carrego.

Eu tô completamente atravessado, tipo se meu corpo tivesse decidido virar pretzel dimensional! Minha cabeça tá tão zuada que parece que foi atropelada por um carregamento de planetas rolando ladeira abaixo, e meu pescoço resolveu fazer férias no lado oposto do universo.

Um pé tá plantado numa nuvem fofinha, dançando com anjos imaginários, enquanto o outro tá cravado no chão, debatendo com formigas filosóficas sobre a existência da gravidade. Minhas mãos tentam se orientar, mas parecem mapas de um tesouro que ninguém jamais encontrou.

Se eu me mover, caio numa espiral de marshmallows saltitantes; se eu falar, minhas palavras saem cantando óperas em línguas que ainda não existem. E meu corpo todo? Ah, meu corpo tá arremetido para o oposto do normal, tipo um personagem de videogame que perdeu o controle do joystick e entrou num nível secreto de caos absoluto.

Em resumo: eu não tô só confuso. Eu tô uma exposição itinerante de surrealismo ambulante, com direito a efeitos especiais de nuvens, gravidade invertida e debates filosóficos com insetos.

Inserida por jeremias_cardoso

Chego do trabalho com o dia pesado, como se cada instante tivesse deixado uma marca na minha pele. Entro no chuveiro e deixo a água deslizar, tentando lavar não só o suor, mas também as lembranças que insistem em ficar. O cansaço pesa nos ombros, escorrendo lentamente pelo ralo, levando junto a solidão silenciosa que me acompanha. Fico ali, perdido em pensamentos, sentindo a coragem renascer como um sussurro suave na pele. Pequeno, mas ainda pulsando, vivendo para buscar o amor que me mantém existindo.

Inserida por jeremias_cardoso

Desejo ardente de tocar a pele macia de uma mulher fascinante, de explorar cada curva com reverência e paixão. Anseio pelo encontro íntimo em que nossos corpos se entrelaçam em perfeita harmonia, e minha alma se perde na doçura de seus suspiros. Quero mergulhar no mistério de seu ser, provar cada segredo guardado em sua essência, até que o êxtase nos envolva numa dança silenciosa de prazer e entrega, e, enfim, repousar tranquilo, embalado pela paz do amor vivido em sua forma mais pura.

Inserida por jeremias_cardoso

A dor me arrasta para o abismo por ter perdido você para o tempo em que eu não existia, para a vida que me ignorava. Hoje, cada lembrança que carrego é uma punhalada, cada suspiro, um lamento sufocado. Aprendi tarde demais o valor do que se foi, e a consciência da perda me corrói até os ossos.

Os defeitos que um dia tolerei se foram, e com eles, a última chance de reparar o que perdi. A decisão que partiu para sempre minha esperança tornou-se uma sentença de desolação. Só me resta chorar pelo que não soube proteger, pelo amor que deixei escapar por entre meus próprios dedos.

O mundo perdeu suas cores, e o tempo se arrasta como um carrasco, lembrando-me que nada mais pode ser salvo. Cada lembrança revive a ferida, cada silêncio ecoa minha impotência. Estou só com o arrependimento, a dor e o vazio que gritam dentro de mim, esperando que o ciclo da vida se encerre, e que, finalmente, o suspiro final traga algum alívio para este tormento infinito.

Inserida por jeremias_cardoso

Amor é uma palavra desconexa e sem função
hoje, só me resta o vazio e a certeza que sempre tive de que o amor é o sentimento abstrato que fere a alma e sangra o peito facada a facada quando retorna ao seu estado invisível.
O eco das promessas que murcham na boca de quem diz:
" eu te amo" é veneno disfarçado no amor, imperceptível.
O amor é uma farsa disfarçada de bondade, mas repleta de maldade.
O amor é uma abstração que corrói a alma ingênua e belisária que
acredita e se entrega ao que não tem existência concreta
sentimento inverso que converte "amago" em "amargo" –
na desmoralização gradual, em um gelo que incendeia por dentro.
Esse maldito sentimento não existe, mas é devastador.
e na sua partida desfaz-se como teia de aranha ao vento.
E a quem acredita em algo imaginário e vago
Resta a navalha da dor, o desespero que rói os ossos,
O abismo que engole cada palavra doce em nome do amor
que julgo ser a ferida que sangra abstração.
É a armadilha e o voto que se desfaz sem, existir
Não acredito porque nada sobra quando o desejo evapora
O inexistente amor é o que mais dilacera coração
transformando sonhos bonitos em desilusão

Peço-te que tenhas fé e ore para que nosso caminho, cheio de obstáculos e pessoas mas, seja desobstruído, permitindo que nossa viagem seja bela, breve e possibilite a resolução de problemas que parecem inescapáveis. Contudo, com a fé e a esperança que habita em nós, oremos sem cessar, suplicando por bênçãos, sabedoria e discernimento para que todas as decisões tomadas por nós sejam as mais acertadas possíveis. Que Deus seja o poder para erradicar qualquer atmosfera negativa que esteja presente entre nós, com esperança e muita confiança. Desligo-me para me ajoelhar e orar, mesmo que o dia tenha sido tenso, triste e angustiante. Agradeço por mais um dia em que lutei com forças que já não possuo mais. Não venci a batalha, mas na fé, tenho certeza de que o que estiver reservado para a minha vida será cumprido. Espero que o seu descanso seja maravilhoso e que, se sonhar, que seja repleto de alegria. Que o \Pai celestial tire toda a tristeza que existe em nós para que possamos ser felizes e seguindo sempre a força suprema que é nosso guia

Entreguei-me ao Oleiro Celeste,
para que Suas mãos de vento e fogo
remodelassem a argila inquieta do meu destino.
Hoje, tempestades de pó ergueram muralhas no deserto,
cegando o sol que deveria guiar-me.
A dor foi um rio subterrâneo,
cavando cavernas no meu peito:
suas águas frias levaram sementes de desprezo,
e nas margens, apenas silêncios retorcidos brotaram.
Mas agora compreendo:
o que partiu era areia movediça,
e meus planos, castelos que o mar devora ao alvorecer.
Um novo amor virá como estação —
não tempestade, mas chuva que acorda a terra adormecida.
Ele será a ponte de raízes entre meu canto e o jardim divino,
o mapa das estrelas que Deus traçou
antes mesmo do primeiro sopro da criação.

O AMOR QUE SE DESFAZ

Amor é desconexo e abstrato.

Hoje, só me resta o vazio
e a velha certeza:
esse sentimento invisível
fere a alma
e sangra o peito,
facada a facada,
quando retorna ao nada.
Ecoam promessas murchas

na boca de quem diz “eu te amo”:
veneno suave, imperceptível.
O amor é farsa disfarçada de bondade,
cheia de uma maldade silenciosa
que corrói a alma ingênua
de quem acredita no impossível.
É o inverso do afeto,

o golpe que transforma âmago em amargo,
o gelo que incendeia por dentro
na desmoralização lenta do sentir.
Esse maldito não existe —
mas devasta.
E quando parte,

desfaz-se ao vento
como teia frágil de ilusão.
A quem acredita no vago,

resta a navalha da dor,
o desespero que rói os ossos,
o abismo que engole cada palavra doce
em nome de um amor-ferida,
que sangra abstração.
É armadilha cruel,

voto que se desfaz sem nascer.
Não acredito no amor —
pois nada sobra
quando o desejo evapora
e revela a realidade nua.
O inexistente amor,

complexo e rasgante,
é o que mais dilacera a alma,
transformando sonhos em desilusão.
É mentira que se sustenta entre nós

até que morram a lealdade e a confiança.
Primeiro sentido,
depois abstrato,
depois veneno.