JeniferJaira
Eu nunca imaginei que pudesse me apaixonar dessa maneira. O tempo passa, ano após ano, e ainda assim não consigo tirar você da minha mente. É como se fosse sempre o primeiro dia em que te conheci: meu coração dispara, sinto borboletas no estômago e minhas mãos ficam geladas. Nunca vivi nada parecido.
Foi ali que entendi o que é o amor e como ele pode ser cruel conosco. Meus pensamentos insistem em voltar para você, e isso dói profundamente. Dói saber que não posso te ter em meus braços, nem sentir teu cheiro de rosas, o gosto do teu beijo. Você me fazia feliz apenas por estar presente.
Ao seu lado, experimentei sentimentos que nunca tive por ninguém. Era intenso, quase viciante, e a sua ausência se transformou em abstinência. Preciso de você para me sentir completa, para me sentir bem.
Eu nunca imaginei que um simples “oiii” pudesse mudar tanto coisa dentro de mim. Em poucos dias, você mudou a rota dos meus pensamentos e me levou para um lugar que eu nem sabia que existia. São só sete dias de conversa, mas a sensação é de uma vida inteira se reconhecendo aos poucos.
Ainda não conheço seu cheiro, nem o gosto dos seus beijos, mas penso todos os dias em como vai ser o nosso primeiro encontro. Seu jeito, seu olhar, sua energia… tudo em você me encanta. Você apareceu leve, intensa e verdadeira, e fez com que eu acreditasse novamente na magia de uma troca recíproca.
Hoje, a mulher que mora nos meus pensamentos vive em Goiânia - e, curiosamente, nunca pareceu tão perto de Minas Gerais.
Acho que já posso escrever um livro sobre você. Um simples “oiii” mudou tudo: meus pensamentos, meus caminhos e até o jeito de sentir. Em apenas sete dias, você atravessou estados, derrubou barreiras e fez meu coração bater como se já te conhecesse há vidas. Ainda não sei seu cheiro nem o gosto dos seus beijos, mas sei que é você quem mora nos meus pensamentos. Goiânia nunca pareceu tão perto de Minas Gerais.
Entre Mensagens, Nasceu o Amor
É estranho a sensação de se apaixonar por alguém que ainda não conheci pessoalmente, mas que nasceu virtualmente. A internet cria grandes possibilidades, inclusive a de amar. Conhecer você há apenas 55 dias fez com que eu me apaixonasse, e essa paixão cresce a cada dia de conversa.
Quando converso com você, Karen, tudo fica mais leve. Foi assim que me entreguei a um amor que não é físico, mas é real, sincero e presente. Um amor que, a cada dia, me dá mais coragem para atravessar minhas fronteiras até Goiânia, que hoje se tornou a cidade da minha paixão.
Você me fez entender, mais uma vez, que o amor não escolhe pessoa nem cidade. E quando somos predestinados a encontrá-lo, ele chega com paz, leveza e calmaria, sem pressa, sem medo. Não é turbulento como a turbina de um avião, nem caótico como uma destruição.
Ele é calmo como o vento e leve como o arco-íris. Esse é o amor que eu sinto quando converso com você, Karen. Você me fez enxergar novamente a dádiva do que é amar.
Entre o medo e a intensidade: amar de novo assusta
Estou tendo crises de ansiedade por causa do amor. Não exatamente do amor em si, mas do que ele carrega: o medo de não ser recíproco, o medo de depositar tudo na pessoa errada outra vez. Já aconteceu antes. A leonina levou minhas energias como quem apaga uma luz sem aviso e deixou o coração em pedaços, tantos que reconstruí-lo pareceu um trabalho manual, lento, quase solitário. Voltar a acreditar foi um ato de coragem silenciosa.
Agora existe a dúvida. E a dúvida cansa. O que sinto é real ou apenas um eco da própria carência? Ainda mais quando a escorpiana, dona absoluta dos meus pensamentos, mora a 888 quilômetros de distância. A distância cria fantasmas, amplia sentimentos, confunde certezas. O que parece destino às vezes soa como invenção da mente. E, ainda assim, algo insiste, como se o universo tivesse empurrado os fios do acaso e colocado tudo exatamente nessa linha tênue onde tudo pode ser verdade ou não.
Há também o excesso. Deposito demais, sinto demais, calo demais. As palavras se acumulam até virarem peso, e falar parece sempre um risco. Existe o medo de não ser aceita, de parecer intensa demais, emocionada demais. Mas isso não é um desvio de caráter, é essência. Sou de Aquário, sim, mas feita de extremos. Oito ou oitenta. Ou tudo, ou nada.
