Hamilton Rodrigues
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O bem jogado ao vento, vira flores, florescem jardins.
Não importa quem plantou a árvore, importa a quem a deixou bonita.
O tempo sempre mostra o coração que temos; ele é o grande espelho da vida.
Bobo, ela querendo flores, e você aí, rasgando os versos, enchendo a cara.
Que tuas flores floresçam o mundo, e tuas poesias criem asas.
Moreninha, deixa eu ser seu beija-flor. Moreninha, onde entrego aquela flor?
Tomara que o amor encontre a gente.
O sabiá sumiu de lá, o beija-flor, não sei cadê, será que a árvore onde eu brincava, o beija-flor, deixou morrer.
Prefiro viver a dor de uma solidão, do que viver sob a rejeição de um abraço.
Ninguém esconde um choro que já virou tempestade, um temporal.
Se o coração em que tentei entrar não se abriu, Adeus.
Não sei quanto tempo dói uma desilusão, acho que deve durar uma eternidade.
Se água secou, e o vento cessou, guardem as flores.
Deixe ir o que o vento teimosamente quer levar.
Não tente ser a todo tempo a flor, seja um pouco saudade.
O amor é como um reloginho no pulso da gente; ficamos contando as horas de se ganhar um beijo.
O tempo é quem nos toma tudo, um perverso.
Sucesso é você abraçar um amigo, mesmo na derrota.
O amor é como um pinguinho de chuva, a gente ama se molhar.
A solidão é como uma rua escura, ninguém te vê, ninguém te abraça.
Calma, o amor odeia um coração barulhento, apressado.
O amor é como um jardim que cuidamos, sejam pacientes.
Quer alguém que te ajude a espalhar as flores, traga ao menos uma borboleta.
Ninguém constrói um castelo sozinho, ajude ao menos a juntar as pedras.
Feliz o poeta, que nos seus braços, pousam as borboletas.