Gustavo Victor Oliveira Moreira
O peso da paixão
Deleito-me nas memórias de um tempo,
Tal conjuntura em que me abordaste,
Nu de feições, ao relento,
Um clima de chuva sem contraste.
Percebo a tolice em minh’alma:
Amar-te-ei todos os dias, sem cessar.
Tirarei toda a minha calma,
Afagando-me em memórias, a perdoar.
Assim que me esqueceres,
Farei orações aos céus pelo nosso amor,
Da lembrança do beijo restará apenas dor.
Até o dia em que fores e saíres do jardim,
Da forma mais abstrata da emoção,
Ainda serás minha eterna paixão.
O fardo da separação
Amei, amo e seria todo seu sempre que quisesse. Mesmo que você fosse o céu e eu o mar, e nos distanciássemos no apogeu da separação divina, ainda lutaria para te abraçar mais uma única vez e ficaria eternamente grato por poder te olhar todas as noites. Meu fardo unicamente se baseia em esperar o momento do reencontro, uma vã esperança de um retorno que há de chegar, segundo meus pensamentos mais inconsequentes e iludidos, se não ilusão, o que há de ser o amor terreno? Amei como nenhuma outra sequer receberia de carinho, não por falta de amor, mas por você ser a primeira com quem orei e chorei aos céus pela sua vinda. Assim seja feito a vontade do grande Criador, que a fez para ser feliz, só não comigo.
