GuilhermeCTeixeira
Cada um de nós...
Ao romper do cordão umbilical, na aurora, sentimos pela primeira vez o sopro da vida.
Nós, olhos marejados entre abertos e quantas reflexões metafóricas aquele momento representa para nós, para a nossa vida, para nosso cerne, para nós como indivíduos. O romper com um vínculo onde estávamos nutridos, acolhidos, debruçados em um ambiente de paz, onde cada dia, mês, nos preparava para enfrentar tudo aqui fora.
E o dom da vida, sermos escolhidos por tamanha dádiva em partilhar deste plano. Onde se perde esse sentido? Onde falha nossa natureza genuína? Em que momento nos desviamos do caminho? E quando foi que nos perdemos de nós mesmos? Onde está cada um de nós? No nosso íntimo, estamos apenas vivendo ou sobrevivendo? Nutrindo dores ou amores?
Seres tomados pelo ego, pela empáfia, esquecendo a empatia e o acolhimento.
Do milagre da vida partimos para uma selva, para uma batalha por sobrevivência. Para tentarmos obter êxito em questões que muitas vezes, não há ganhador, para ferirmos a pele, para machucar a alma. Alimentados por uma batalha interna invisível, visceral.
Sem florear a existência apenas com promessas de momentos vindouros. Mas, em situações o caos instaurado a essência humana vai minando, drenando o pouco de humanidade que ainda nos resta.
Cabe e vale o entendimento do que somos, para que viemos e onde estamos. Nosso propósito é iluminar vidas, cada uma de forma única. Com a maturidade, e em um estado de espírito lógico, afugentando-se do que não agrega. Mesmo bombardeados de informações contrárias na atualidade.
Mesmo em meio ao ruído do mundo, ainda existe aquela essência que nos nutria no cordão umbilical: viver, sentir, amar, cuidar.
Bem-vindo à vida.
Por: Guilherme Teixeira
