Grace Carneiro
Havia um homem que carregava sempre uma vela para iluminar o caminho das outras pessoas. Um dia, após fazer mais uma vez esse trabalho, a vela dele se apagou ao chegar no destino da outra pessoa. Diante disso, ele se viu no escuro e sem um fósforo para acender sua vela. Ele teria que ficar no escuro até que outra pessoa aparecesse para acender sua vela.
Moral da história: o homem ficou na escuridão. Às vezes, nós iluminamos e cuidamos do caminho do outro e nos esquecemos de iluminar o nosso, de ter o fósforo do cuidado no bolso. O cuidado próprio não é egoísmo. Pelo contrário, é uma necessidade. Quando as situações ocorrerem e a nossa vela se apagar, precisamos ter o fósforo no bolso, que é o nosso cuidado, para sempre acendermos nossa vela e voltar a iluminar o nosso caminho.
Havia uma ilha no meio do oceano, bela, frutífera e procurada por muitos turistas. Mas o que ninguém via era que, abaixo da superfície, fincada no fundo do mar, havia uma pedra. Não era uma pedra qualquer: era ela que sustentava toda a ilha, mantendo-a firme contra as marés e os ventos. Sem essa pedra, silenciosa e escondida, a ilha não existiria.
Com o passar do tempo, muitos turistas passaram a visitar a ilha. Vinham, exploravam, colhiam seus frutos, descansavam à sua sombra, mas nada deixavam. A ilha se doava, sem reservas, sem cuidado. Enquanto todos olhavam para sua beleza exterior, a pedra lá embaixo começava a rachar, desgastada pelas ondas e pelo abandono.
A ilha não percebia o quanto estava perdendo de si mesma. Até que, um dia, os turistas pararam de vir. E no silêncio que se seguiu, ela finalmente olhou para dentro. Lembrou-se da pedra. Voltou-se para si mesma. Começou a cuidar de seus pés de coco, de sua terra, de sua água. Protegeu sua base, reforçou sua estrutura.
Com o tempo, tornou-se inteira novamente não para ser explorada, mas para viver com plenitude. E então, à sua volta, encontrou outras ilhas que também tinham cuidado de si mesmas. Não eram mais destinos turísticos. Eram companheiras. E juntas, formaram um arquipélago um conjunto de ilhas inteiras, sustentadas por suas próprias pedras, que agora podiam se encontrar em equilíbrio.
No fim das contas, as pessoas sempre terão algo a dizer sobre você. Por isso, escolha ser você mesma.
O contato com meu eu interno desperta angústias difíceis de suportar. Por isso, busco refúgio no barulho é no ruído do mundo que tento silenciar os julgamentos que vêm de dentro, alimentados por uma autocrítica feroz que insiste em expor minhas fragilidades. Mas já não posso mais calar quem eu sou. É tempo de escutar minha própria verdade, mesmo que ela doa. O momento de me encarar, enfim, chegou.
A vida se transforma quando é tocada pelo amor.
Não só o que recebemos do outro, mas, principalmente, aquele que nasce de dentro: o amor-próprio.
Na vida existem momentos que são impagáveis e que não podemos deixar de viver, estar com quem nos faz bem é uma delas.
O mundo não está para brincadeiras, por isso o encaro com minha verdadeira essência, que incomoda justamente por ser autêntica.
Entre caminhos tortuosos e desafiadores, eu me escolhi, e posso dizer que não foi uma das decisões mais fáceis.
Enfrentar a tempestade, mesmo que nos cause feridas profundas, as vezes é o que nos permite renascer.
No céu, nesta manhã, um recado:
um arco-íris, suave e encantado.
É da chuva que nasce a dança...
e quem disse que, após a tempestade,
não há esperança?
Mensageira da espiritualidade, desabrocha em silêncio, banhada pelo sagrado que pulsa na força matriarcal da vida: A natureza.
Com o passar dos anos e me conhecendo cada a dia um pouco mais, entendi que eu não era antissocial, como alguns diziam, eu apenas necessitava está em paz e respeitar a mim mesma. Em silêncio, meu corpo e mente me protegiam de um desgaste Mental, físico e espiritual.
Respeite o outro, mas antes respeite a si mesmo.
Desconectar
Calma… tudo pede calma.
Respire.
Escute o som da água.
Sinta o calor dos raios de sol tocando sua pele.
Observe o balançar das árvores.
Apenas sinta o mundo ao seu redor:
a areia tocando os dedos
e fazendo cócegas nas rachaduras da pele.
Calma.
Pare.
Apenas respire... A VIDA.
Grace Carneiro, Praça do Derby, Recife. 18/07/2025, às 10h51.
Silêncio, presença, raízes e movimento.
Às vezes, é só sentando com a gente mesma que percebemos o quanto já florescemos mesmo nas curvas mais difíceis da vida.
Hoje, só desejo isso: viver o máximo de mim, com verdade, com inteireza, com leveza.
E da vida só quero a plenitude de saber que vivi o máximo de mim.
Assim como um rio não apressa seu curso e uma árvore não força o desabrochar, a vida também pede tempo. É no som da água que corre mansa, no vento suave e no canto paciente dos pássaros que aprendemos: tudo o que nos mantém de pé precisa ser cuidado dia após dia.