Madureira- Koliengue Tchica Kulembe
Partiu o rei
Partiu o rei
Partiu, o magestoso
O rei Pelé
Com sorriso no rosto
Habilidades no pé
Ganhava os corações até dos preconceituosos
Sabemos ó rei que cada minuto transportado pelo tempo
Era para si uma compensação
Pois tentaste muitas vezes nos fintar desse desfecho
Mas sabem as lágrimas que nenhuma jinga desequilibra o destino
O que será do reino do futebol sem ti, ó rei?
O que faremos nós, os apreciadores dos seus encantos?
A dor da tua partida é pior que um pênalti no último segundo do jogo
É um gol de seu próprio zagueiro
É uma lesão no auge
Gostaria de ser o guarda redes da eternidade
Assim teria deixado a baliza da sua existência invicta.
A #partida do rei #Pelé
Por mais bela que seja a flor, perderá o encanto diante de um homem cego;
Por mais grandiosa que tenha sido a batalha, perderá o valor se não houver ninguém vivo para o glorificar.
“Lágrimas Pretas”
Lágrimas pretas caem dos teus olhos,
ensopadas de desilusão.
Mesmo trajado como um janota,
ainda te lançam ao leque dos bandalhos.
Agora notas?
Para eles, és abominação.
Dizem que só mereces choro,
porque não tens a cor do ouro.
Deita, então, essas lágrimas pretas —
prémio cruel da tua “favelação”.
Chamam-te mocinho de tretas,
como se fosses feito de ilusão.
Nem Cristo Pérez te ampara,
segundo a sentença que lavraram;
arquitetaram tua conspurcação
numa cerimónia sem salvação.
Prepararam tua acrimónia
como quem sela uma condenação,
achando que assim obscureciam
o brilho vivo da tua aura.
Mas para mim, está bacana:
não precisas de campana
para provar aos tolos
que não és bagana.
Teu valor não tem cotação.
Não depende de aprovação.
Quem chora preto, às vezes,
lava o mundo da sua própria escuridão.
@poesia #Lágrimaspretas
@*Menos te querer*
Podias ser, o fruto mais doce do meu pomar
Ostentando eu, o manjar da ilusão
Soltando risadas nutridas de paixão
Sem se importar...
Aonde orbita minha razão
Tolos, são meus desejos
Umbigo d 'minha perdição
Deixam escorrer paixão,
até em gracejos
Orquestrando assim, minha destruição
Mocinha, não é que, eu não queira...
Esbaganhar sua edeia,
Nectarizar minha boca; enquanto sua saboreia…
Ou chupar-te como se fosses o fruto duma ameixeira
Só não posso ter essa idéia!
Tenta, dizia ela sem dizer
Estava escrito no seu olhar, pude ler!
Quando se aproxima, muda completamente o clima
Um olhar, basta, para me perder
Eleva os meus desejos, toda, inconsequente
Rumo a perdição eu caminho
E encontra -me a razão, próximo d'seu beicinho
Respondo então somente...
Posso tudo, menos te querer!
