fabricio herenio duraes

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Uma Revoada Sob Milhares De Estrelas.












Era mais uma outra noite maravilhosa com milhares de estrelas e a querida Lua.
Com milhares de estrelas ao seu lado.
Milhares de estrelas em anos-luz de distância que aos olhos da Lua pareciam mais perto.
Milagres brilhantes atravessando o tempo de cada estrela e vindo até mais uma noite.
Em uma fase bonita da Lua.
Milhares de estrelas brilhavam.
Na escuridão profunda e majestosa do céu.
Milhares de brilhos eram a noite.
Com tantas estrelas nessa maravilhosa escuridão.
Não tão distante como as milhares de estrelas uma revoada branca vinha de um certa direção.
Uma revoada branca e leve.
De um instante e na cor branca vinham iluminadas por estrelas que estavam atrás dessa revoada.
Na maravilhosa noite de Lua essa revoada branca e silenciosa seguia as estrelas que estavam nos seus olhos.
Uma revoada sob um anoitecer.
Uma revoada graciosa e branca de uma direção que já tinha constelações.
Dos muitos anos-luz de distância até os olhos daquela revoada.
Cada coração via estrelas,enquanto seguia voando para um outro lugar na mesma fase da Lua.
Em uma noite maravilhosa e com as estrelas de um luar.
Milhares de brilhos na imensidão.
Cada estrela no céu indicava um caminho,uma esperança.
Aos corações daquela revoada branca e aos olhos da Lua.
Antes dessa noite se reencontrar com uma outra manhã essa revoada já estará distante.
Ainda seguindo outras estrelas que estarão diante dos seus movimentos à milhares de anos-luz de distância.
Ainda nessa mesma noite antes de repousarem como revoada as milhares de estrelas e a Lua estarão nos seus sonhos.
Brilhantes e também seguindo sinais naturais que ficam sobre cada noite.
Como mais um milagre que refaz cada fase,os milhares de brilhos.
E uma revoada de um instante até um outro anoitecer.

Marabá: Como Uma Semente,Até As Folhas Da Castanheira De Sua Alma.












Em uma grande região em que a cor verde prevalece,uma semente espera entre os dias do tempo o seu florescer.
Em um lugar repleto de outras árvores e vidas uma outra espécie bonita está.
Antes de uma outra semente florescer,outras árvores dessa mesma espécie já haviam florescido nesse chão.
No ser do tempo,várias espécies dessa árvore já tinham flores e frutos.
Os seus respectivos galhos e raízes.
De tamanhos diferentes nesse jeito do tempo cada árvore dessa espécie tem sobre as suas vidas,o céu.
Com raízes firmes no chão úmido e generoso.
Uma espécie de árvore que cresce semelhante à outras.
Em uma região onde a luz do Sol brilha forte guardando com carinho essa natureza.
Entre cada folha de árvore.
Em cada pedaço desse chão a luz do Sol se espalha.
Como o céu azul que sobre cada árvore deixa os seus sentimentos.
Como a luz do Sol já fazia dentro de um tempo.
Muitas árvores em uma grande região e com outras vidas.
Em uma região onde a luz do Sol se estende por uma longa natureza.
Em um lugar dentro dessa grande região esverdeada e iluminada,uma semente espera o seu florescimento.
Enquanto muitos animais ao seu lado já haviam nascido.
Ao jeito do tempo alguns ainda filhotes,outros adultos e queridos.
Outros com poucas penas,mas que iriam cantar muitas canções dos seus respectivos corações quando as manhãs e tardes pedissem.
Ou que seriam supreendidos com cantos inesperados vindos do céu.
Cada animal com os mesmos olhos brilhantes.
Nas gotas dos seus rios,muitos já nadavam.
Enquanto outros ainda eram vistos por esses rios envoltos em pequenas e aconchegantes preciosidades,antes de seguirem percusos de suas vidas.
Nas espécies de árvores,certos animais estavam mais perto dos seus galhos do que do chão úmido.
Indo por cada árvore.
Sendo filhotes ou adultos.
Em cada olhar brilhante,penas,pelos,
escamas a luz do Sol vive.
Como o céu e a sua vida azul retocando a cor verde desse lugar.
Cada bonito animal vivendo entre cada árvore em um chão úmido e sensível.
Ou no percurso de dois rios que o Sol já seguia os seus movimentos.
Como uma semente de árvore que ainda floresceria e cresceria tendo folhas que nenhuma outra teria.
Mas tendo a mesma natureza sendo cuidada e protegida pela mesma bondade existente ali.
Em um lugar dentro de uma região iluminada pelo Sol as chuvas também estavam.
Chuvas que vinham com gotas que o tempo sabia.
No seu jeito de contar poderiam ser mais fortes ou mais fracas vindas do céu azul.
Um lugar,os seus dois rios e os seus animais eram tocados por uma beleza transparente.
Na luz esperançosa e amarelada cada gota era atravessada.
Nas árvores a esperança percorria e permanecia.
Nas gotas da chuva a continuidade estava.
Nesse lugar o Sol brilhava mais forte em determinados momentos do tempo.
Em muitos dias de sua contagem o tempo via o Sol mais brilhante.
Em uma grande região e um outro lugar dentro dela.
Em um chão em que árvores estavam enraizadas com os seus frutos e folhas.
Muitas árvores em um lugar que uma semente de uma outra espécie de árvore esperava no tempo a sua vez de florescer.
Por uma bondade natural mais animais nasciam antes sobre esse chão úmido ou em dois rios.
Esperando para correr,voar,nadar.
Caminhar,deitar,acordar.
Vivendo por cada árvore e as suas raízes.
Nesse lugar o Sol,o céu azul,o tempo e as chuvas estavam em cada vida.
Nas árvores com as suas folhas e as suas cores.
Tons de verde,amarelo,rosa.
Os seus frutos e flores.
Frutos roxos,marrons,
avermelhados.
Flores brancas,azuis,vermelhas.
Iluminados pelo Sol.
Desde antes nesse mesmo tempo.
Que viu em nascentes distantes dali,as primeiras gotas de dois rios.
Que vinham descendo com as suas águas em contentamento.
Trazidas por um tempo que o Sol já iluminava.
Águas que nasceram longe de um lugar e que desceram até lá por algo natural e sentido.
Se transformando em dois rios que seguem sob um mesmo céu suspirando um chão úmido que lhe pertencem.
Águas que vão até outros dias,para outras naturezas.
Com a luz do Sol e a sua esperança radiante.
Por esses dois rios,as suas árvores e os seus animais.
E até ao tempo.
Nas muitas espécies de árvores dessa grande região e nesse lugar uma árvore desperta um fascínio.
Uma árvore alta com um fruto marrom claro e as suas folhas verdes mais escuras.
Muitas árvores assim já haviam florescido e crescido nesse lugar.
Deixando nas chuvas,em dois rios e nos dias ensolarados mais sementes de suas vidas.
Uma espécie de árvore que crescerá e viverá como as outras de sua mesma natureza característica.
Mais perto dos seus animais e as suas flores.
Sob esse mesmo céu azul,com dois rios e o brilho de uma estrela amiga,uma semente ainda espera para se tornar a árvore mais encantadora desse lugar.
Desde a semente que ainda é até os frutos inconfundíveis que terá conforme o tempo passar sobre ela.
Deixando-a para ser a inesquecível alma e as folhas de um lugar tão seu.

Um Mar Que Vive.














Entre mais de um grão de areia um mar tem a sua vida.
Com águas um pouco mais silenciosas que outros mares.
Nas profundezas de sua vida entre cada grão de areia que vive ao seu redor esse mar tem sobre o seu silêncio nas águas,a cor azul do céu.
Na sua vida em águas montanhas de areias estão ao seu redor.
Com uma cor que o céu também conhece e admira esse mar vai e vem de um jeito calmo.
Sobre a sua vida como o céu já fazia.
Indo no percurso da sua vida,um rio o reencontra mais de uma vez.
Levando para o seu silêncio gotas de uma outra vida que o céu também já havia percebido.
Sobre esse rio que vem distante a sua cor azul o ilumina até esse mar silencioso.
Rio que nasce entre um monte e perto de árvores que assim como esse rio sentem os ventos vindos de um azul celeste.
Rio nascido com águas que brilham sob o mesmo céu.
E que chegam até um mar que nas ondas do céu se parece.
Um mar com águas com gotas de um verde escuro quando estão mais perto dos grãos de areias e das montanhas.
A sua vida silenciosa e profunda tem a cor azul do céu.
Em azul e um verde escuro o seu silêncio em águas é agraciado.
Com tantos grãos de areia e montanhas a sua vida tem duas cores profundas.
Nas águas que são a sua luz,na sua superfície brilhante.
Em silêncio as suas águas levitam entre um azul celeste e um verde escuro.
Até o céu do alto da sua existência levita sobre essas águas.
E as suas centenas de nuvens.
Com as maravilhas que elas podem fazer em cada parte sua.
A vida desse mar está nessas nuvens assim como o percurso de um rio e o seu monte.
Em cada reencontro das suas águas.
Águas de uma nascente que despertam de uma forma mais tocante.
Para reencontrarem um silêncio profundo de um mar.
Que vai e vem mais calmamente que outros mares.
Uma vida que se fez assim.
Desde outras gotas de sua vida que já vinham em silêncio.
Até do céu e com a mesma plenitude.
Das suas águas calmas e que levitam,a cor branca também vive.
Trazida das profundezas do seu silêncio até as margens das montanhas e de outros grãos de areia.
Em cada gota da sua vida grãos brancos e com um aroma que chega até o céu,um azul e um verde se transformam.
Nesse mar silencioso,tocado pelo ir e vir do céu.
Nas nuvens que descem até essas águas profundas com três cores claras.
Centenas de nuvens percorrem sobre uma vida silenciosa e calma.
Como antes o céu já conseguia.
E ainda vive assim.
Sem se esquecer de um rio que nasce distante em um monte coberto por árvores e mais vidas.
O seu percurso até esse mar em um azul mais acima é refletido.
E ainda desaguando nas profundezas silenciosas de um mar.
Entrelaçados com a cor azul do céu e nas montanhas na sua superfície cristalina.
Um mar tem no silêncio das suas águas gotas de reencontros.
Das montanhas ao seu redor consegue escutar os ventos em cada grão de areia.
Sendo delicados ou ainda mais fortes.
Na sua vida um azul continua indo e vindo.
Permanecendo nessas águas em um silêncio profundo e que pode ser sentido onde quer que o céu esteja.

Ecoando Até As Estrelas.












Em um simpático deserto na América do Sul em um dia bonito do ano de 1998 um impressionante telescópio havia sido deixado.
Nesse deserto que se estende pelo continente sul-americano esse telescópio deixado ao carinho desse lugar,em algum momento poderia alcançar as estrelas.
Nos grãos de areias desse deserto com as suas dunas,os seus pássaros e outros traços do seu passado.
Dentro do que esse telescópio revelaria e podendo ver mais do que as estrelas nesse deserto quente. Sob a luz do Sol ele ainda esperaria mais uma noite.
Com os ventos noturnos que retornariam com a Lua esse deserto adormeceria.
Enquanto nesses mesmos ventos esse telescópio veria as estrelas no céu.
As que já estavam lá e as que ainda nasceriam.
As estrelas de uma galáxia com um nome leitoso atravessando o céu noturno,a Lua e um deserto.
Nesse deserto as noites seguiam até um outro dia.
Até que no ano de 1999 esse telescópio olharia pela primeira vez o céu noturno com gotas de orvalho no seu espelho.
Um grande espelho que nas noites estreladas teria também grãos de areias aos ventos nos seus espelhos.
Brilhante na luz da Lua,estaria sendo guiado até por ela.
Em um deserto harmonioso à sua presença e que escutaria sobre as estrelas que ele ainda não poderia ver.
Nesse mesmo ano mais três telescópios foram deixados pertos do primeiro.
Cada um com três grandes espelhos e não tão separados desse deserto.
Com o luz do orvalho em cada um e nos seus movimentos lentos e precisos.
Em cada noite enluarada e com mais uma estrela.
Quatros telescópios que olhariam para diferentes estrelas.
Ou como se estivessem o mesmo espelho repleto de orvalho,olhariam apenas para uma estrela dentre aquelas milhares.
Que brilharia mais forte nos seus quatro espelhos finos e sensíveis.
Deixados sobre a vida de um deserto que os acolhe enquanto os observa sob aquelas estrelas que os fazem lembrar dos seus grãos de areia.
Na sua vida com outros milhares de pontos luminosos e aquecidos por uma estrela mais ao nascer do seu horizonte.
No nascer de cada dia um pouco antes desses quatro telescópios,esse deserto já tinha no Sol o seu maior brilho.
E seguindo outros grãos mais ventos aquecidos contornavam a sua vida.
Como outras asas,o tempo e até raízes.
Até que em um belo dia do ano de 1998 um telescópio foi trazido para os caminhos secos e adoráveis da sua vida.
Tão naturais e meigos.
Entre dias e noites que se transformavam com o tempo mais três telescópios foram trazidos.
Quatro telescópios com uma cor prateada que ao Sol queriam chegar.
Em um deserto à uma distância da luz de mais uma manhã.
Nas manhãs os seus quatro espelhos ficavam retraídos.
Esperando a noite retornar.
Ainda na luz bondosa do Sol sobre esse simpático deserto esses quatro telescópios também adormeciam.
Nos ventos e no tempo que esse deserto entendia para cada telescópio foi concedido um nome.
O primeiro telescópio foi chamado de "Antu" que significa "Sol".
O segundo telescópio teve o nome de "Kueyen" que significa "Lua.
Ao terceiro telescópio foi dado o nome de "Melipal" que significa "Cruzeiro do Sul".
O quatro telescópio foi chamado de "Yepun", que significa "Vênus ".
Aos quatro telescópios e aos seus nomes simbólicos e
verdadeiros tantas coisas do universo poderiam ser traduzidas.
Enquanto os quatro telescópios e os seus bons nomes olhavam as estrelas o tempo passava.
Até que entre o ano de 2004 e 2007 nesse deserto entre as manhãs que nasciam e as noites que já esperavam,mais quatro telescópios foram deixados aos seus grãos aquecidos por uma mesma estrela.
Quatro telescópios com a mesma cor branca que resplandecia sobre a sua vida desértica e maravilhosa.
Pois quando os outros quatros telescópios maiores estivessem procurando algo no céu sem ser uma querida estrela,os outros quatros telescópios esbranquiçados poderiam também ver as milhares de estrelas,uma galáxia leitosa e as fases da Lua e até planetas.
De um mesmo lugar os oito telescópios e os seus oito espelhos com orvalhos poderiam ver ainda além.
Em algum ponto no céu noturno procurando mais um brilho,uma nova indicação.
Nos oito espelhos uma galáxia atravessava deixando nos seus movimentos em passado,presente e futuro os rastros das suas estrelas.
Na sensibilidade de cada espelho o universo profundo estava.
Daquele deserto até as distâncias que o tempo consegue contar,mostrando para cada espelho o significado daquela profundeza escura e eterna.
As milhares de estrelas ao longe e as suas constelações com as suas cores e tamanhos.
Mais perto da Lua,Sol e de um deserto o tempo estava.
Contando cada órbita,uma outra fase,mais um grão.
Como nos oito espelhos daqueles telescópios destinados à viverem em um deserto.
Com uma aceitação de cada um até que mais noites se transformem sobre aqueles grãos.
Ainda nas manhãs o Sol refletirá sobre os oito espelhos cheios de orvalhos e sobre um deserto caridoso entre o seu nascer e até a próxima noite serena e perfeita.