EvertonArieiro
E são dias essas horas
De espera para depois
E o antes é agora
E a trilha de nós dois.
A música que ecoa
Em um rádio bem antigo
A menina não magoa
Porque ela está comigo
O meu eu que sabe pouco
Mas entende o coração
O poeta não é louco
E não se perde na ilusão
A ilusão é a mentira
A que diz e gaba o eu
A ilusão é a própria ira
A que sente que perdeu
A poeta é o que sente
A paixão que vem no ar
O poeta que não mente
Ele vive a amar
O menosprezo a si mesmo é o pior dos tratamentos que alguém usa; geralmente o faz pensando em agradar a todos, e pelo medo de dizer “Não”
A felicidade é solitária.
Já a ruína é sempre esperada, e ainda muito bem vinda.
Por ela se espera na janela alheia, em amizade com desafetos, buscando versos para uma poesia banal.
O “Não” é um advérbio necessário;
Ele faz desafetos, mas liberta pessoas;
Ele magoa àqueles que ali estão apenas pelo “Sim”.
