Eraldo Costa
Quero te tocar, te sentir, te ter em meus braços,
Quero ouvir tua voz, sentir teu cheiro, sentir teu amor.
Mas a distância me impede, me tortura, me mata.
E em meio a essa dor, a essa angústia, a essa solidão,
Só me resta a esperança, um fio tênue, que me mantém vivo.
A esperança de um dia te encontrar, de te ter em meus braços,
De sentir teu amor, de sentir que valeu a pena sofrer.
A noite chega, e com ela, a lembrança do teu rosto,
Do teu sorriso, do teu olhar, do teu amor.
E as lágrimas rolam, como um rio que não encontra o mar,
Um rio de saudade, de dor, de amor, de um amor à distância.
Ela, um anjo de luz, em braços alheios,
Um amor prometido, em juramentos antigos.
Eu, um pecador apaixonado, a ela me entrego.
A tua beleza, um jardim florido,
Que eu contemplo
de longe, com saudade.
A tua voz, melodia
que me acalma.
Dividir-te com outro, um tormento sem fim,
Um nó na garganta que me impede de respirar.
A cada sorriso que ele te dirige,
Uma punhalada em meu peito, que me faz sangrar.
A saudade teima em me assombrar,
E a noite se torna um palco de angústia.
Em meus sonhos, te encontro, livre e radiante,
Mas ao despertar, a dor me invade, sem piedade.
A vida me apresenta um dilema cruel,
Amar-te em segredo, ou renunciar ao meu amor.
O coração me implora, para que eu te abrace,
Mas a razão me adverte, sobre o preço a pagar.
A dor do amor proibido, um fardo que carrego,
Mas que me faz sentir vivo, em meio à angústia.
O teu amor, um bálsamo para minha alma,
Que me sustenta, em meio a esta tempestade.
A cada instante,
uma batalha,
uma luta interior,
Entre o desejo de tê-la
só para mim, e a
realidade que
nos separa.
No jardim da minha alma,
Uma flor desabrochou,
Com a beleza de teu olhar,
E a fragrância de teu amor.
Em cada gota de orvalho,
Vejo teu rosto, tão distante,
E em cada brisa que me toca,
Sinto teu cheiro, tão ausente.
Meu amor por você, um barco à deriva, sem rumo, sem porto, em um mar de melancolia, onde a esperança se afogou e morreu.
Eternamente grato por te ter,
Minha linda mulher, meu amor, meu querer.
Em cada batida do meu coração,
A certeza de que a sorte me deu a mão.
As noites se transformam em um mar de lágrimas,
Cada estrela que brilha no céu me lembra da tua ausência.
Meus sonhos se confundem com a realidade,
Te encontro em cada canto, em cada sussurro do vento.
Mas o despertar cruel me joga de volta à solidão,
E a dor da saudade me dilacera o coração.
Meu amor por ti, um oceano sem margens,
Profundo e infinito, mas inacessível, como um céu estrelado.
Quero te sentir, te tocar, te ter em meus braços,
Mas a distância, um muro impenetrável, me separa de ti.
Oh, meu amor, meu sonho inatingível,
Meu coração te ama, te deseja, te clama,
Mas a distância nos separa, e a saudade me consome,
Em um labirinto de melancolia, sem saída, sem alívio.
