Selecção semanal
5 achados que vão mudar sua rotina Descobrir

Emylyaf

Encontrados 3 pensamentos de Emylyaf

Não desista!!! Persista!!!As dores,físicas, mentais, emocionais, podem ser como tempestades que cegam os olhos e pesam nos ombros, mas nenhuma chuva é eterna. Pessoas ruins, situações ruins, falhas e tropeços não são muralhas, e elas não te definem, não te definem, NÃO TE DEFINEM! são apenas pedras no caminho. E cada pedra, por mais áspera, guarda em si a possibilidade de se tornar degrau. A vida não é um ciclo que aprisiona, não é roda que te obriga a voltar ao mesmo ponto. Ela é linha reta, contínua, aberta. Você não está preso ao ontem, e não precisa estar, você caminha. Cada passo, mesmo pequeno, é escolha. E a ESCOLHA de CONTINUAR é sempre uma vitória. Caminhe. Continue. Não desista. Porque o caminho não termina enquanto você não decide parar. E enquanto houver respiração, há direção.

𝑯𝒂𝒓𝒎𝒐𝒏𝒊𝒂 𝒆𝒎 𝑺𝒊𝒍𝒆𝒏𝒄𝒊𝒐

Soube apreciar o enverdecer da floresta, sua calmaria em constante mudez, os galhos alvoroçados que, por nada mal, emitiam som algum.

Ao meu eu lírico deixo o que mais emite sentido, o sol da meia-noite que nunca há de se pôr. Para mim, ele vale mais que qualquer melodia.

Minha alma sintoniza com o mar e o céu, que juntos pintam a mais clara harmonia, ressonando em meus ouvidos um sabor doce e quase eterno de um instante que não se desfaz.

Emilia Ferreira

Há em mim um corpo que soa como uma casa alugada, as paredes sussurram em tons frios, o chão tem gosto de despedida, e cada passo ecoa como se eu nunca tivesse chegado, prisioneira de uma liberdade que só existe do lado de fora da minha própria pele, ou de dentro ? e, ainda assim, insisto em florescer no escuro, mesmo quando o mundo não me oferece nem a luz mínima para provar que existir não deveria doer tanto.
Então sigo… como quem tateia o invisível com mãos cansadas, tentando decifrar se sou eu que não caibo no mundo ou se é o mundo que me veste como um erro de medida, porque há dias em que respirar tem textura de ferrugem e o tempo escorre lento, espesso, quase audível, como se cada segundo me arranhasse por dentro. E nesse exílio, onde até o silêncio pesa, descubro que o abandono mais cruel não é o do outro, mas o meu mesmo, quando me acostumo a não pertencer, quando a minha própria alma aprende a falar baixo para não incomodar. Mas há também uma espécie de teimosia em mim, não como esperança clara, mas como uma lembrança tátil de que, talvez, existir não seja encontrar um lugar pronto… e sim suportar, com coragem, o desconforto de ainda estar se tornando.