Emmanuel Almeida

Encontrados 19 pensamentos de Emmanuel Almeida

Ser

Acredito eu
Difícil não é ser um rio, uma lagoa,
Difícil é ser sereia
Guardar tanto silêncio
Tantos segredos
E ser um mínimo dos desejos
De tantos e há todas as horas

Emmanuel Almeida
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Versos para ela

São dias em beira de porto
Em rua de porto
Entre caixotes caixas carrinhos e homens que trabalham
Saem no piscar do sol e voltam ao se esconder em tom dourado
Lá no outro lado
Pássaros voam em redemoinhos de saudade
O mergulhão acabou de visitar a ultima mexida do rio vista das pedras...
E tudo isso atinge o olhar de quem sente e sabe dessas noites
Onde o tilintar de copos e beijos ecoam pelas paredes dos casarões
Enfeitam desejos
E faz tudo se acomodar dentro do peito
Igual a uma caixa de música
Faz tudo lembrar

Emmanuel Almeida

Emmanuel Almeida
Inserida por EmmanuelSAlmeida

Do que fazer agora

Cercam-me as águas
O que for de ouro
O que for de prata
Das pedras arredondadas
Das nuvens
As camadas
E sobem em gotas
E descem as enxurradas
De peito aberto
Malogro a madrugada
Insistindo em ficar
Em douro olhar
Em prata tornear-se
Como as pedras...
E deixa estar
Há areia e céu nesse deserto
Solidão ficar
Essa angústia em não mais esperar
E se deixar levar
E me deixar levar
E levar-me
Até
Quando
Surge um sorriso
Em mim um espanto
Esse reverso de instante
De ser ouro e prata num teu instante
E levar-me-ei
E soltar-me-ei
De ti plantações de rosas
De perfumes e prosas
Ah, quantas são as palavras
Que foram ditas
E não foram exatas
E descem em cascatas
Morros águas quentes e geladas
Cachoeiras mal formadas
Em noites de luas, enluaradas
Em tarde de sol, de ouro ou de prata
Nesse encanto de ser pedra preciosa
Brilhante ou opaca
E veste-se de segredos
E despe-se de desejos
Nesse enredo que são os dias
Nossos dias
E nada valeria se não fosse esse reflexo
Esse sentimento que faz arremeter
E não mais pular
Somos asas de pombos
A nos encabularmos por esses sustos e desencontros
Assustados
Nada emancipados pela emoção
E nos vestimos
Vespertinos
Para podermos anoitecer
Nessa nossa interminável estação
De trilhos e dormentes
De pedras mudas e sem sentimentos
De ouro puro e de prata escura
E vem em enxurradas
Todas nossas respostas
Sem questões

Emmanuel Almeida

Emmanuel Almeida
Inserida por EmmanuelSAlmeida

Do que possa ser

Quanto enigmático é o teu olhar
Me atravessa como flecha
Sem tempo para esquivar-me ou recuar
E vem em forma de labirinto
Fico perdido sem ter como escolher
Ir ou ficar
E isso mexe comigo, fico tonteado
Abrasado
E na verdade não é do meu desejo me defender
Entrego-te tudo que há em mim
Não usarei escudo
Permitirei ser-te algo maior que um simples prazer
Muito mais que um belo amanhecer
Mais que um olhar

Emmanuel Almeida

Emmanuel Almeida
Inserida por EmmanuelSAlmeida

Perfumes e toques

E na suavidade da pétala
Na intensidade do espinho
Vivo assim o meu ninho
A mesma mão que acaricia
É a mesma que com o espinho se machuca
Mesmo que o toque seja tanto quanto suave como
na pétala
á uma ansiedade que empurra, faz machucar
sinto muito por ser assim
essas flores, esse jardim
que tão flores me corroem pelo perfume que inebria
me deixa fora de mim
tenhamos então o corpo são
mente sana
discernir o que nos é rosa o que nos é jasmim
Assim


Emmanuel Almeida

Emmanuel Almeida
Inserida por EmmanuelSAlmeida

Cheiro de papel

E da espera a realização
E é tanto do teu cheiro
Tanto do teu perfume
No meio das palavras, entre os textos
Entre as folhas de papel
Carregadas as palavras saíram de ti perfumadas
Enclausuradas obtiveram a liberdade
Expressaram-se com a alegria da entrega e da recepção
Um lindo voo de balão
Um olhar de vulcão incendiou
Permitiu aflorar a emoção...
De um céu ao outro...


Emmanuel Almeida

Emmanuel Almeida
Inserida por EmmanuelSAlmeida

beija-me muito

E quando vens,
vens em turbilhões,
em trovões,
fingindo que tudo é normal,
até a anormalidade de eu te ser total.
Interessante...
sou um rio
às vezes cheio
às vezes vazio
num leito carente ou repleto
no cio
Intenso, às vezes descrente, um ente da mente
E mesmo assim quando vens,
me sinto só,
sozinho,
nesse caminho molhado,
de ficar seco
nesse ninho

Emmanuel Almeida
Inserida por EmmanuelSAlmeida

é assim!

... e vens em ondas

ondas morenas

daquelas que fazem espuma

beijam atrevidas e mansas a areia

num anúncio de ser sereia

não que sejas ou que não sejas

não a quero Capitu

quero-a com a certeza da rebentação

que faz de mim um homem teu

e bom


Emmanuel Almeida

Emmanuel Almeida
Inserida por EmmanuelSAlmeida

Na minha solidão

Estais repleta
Como lago transbordante
Rio caudaloso
Céu de brilhantes

Emmanuel Almeida

Emmanuel Almeida
Inserida por EmmanuelSAlmeida

Depois dizem que o mundo mudou,
nada mudou, depois do massacre o mundo parou.


Emmanuel Almeida

Emmanuel Almeida
Inserida por EmmanuelSAlmeida

Um dia somos caça noutro somos vida, Caçador?


Emmanuel Almeida

Emmanuel Almeida
Inserida por EmmanuelSAlmeida

Acho que devemos sair da normalidade para pulsar a criatividade.


Emmanuel Almeida

Emmanuel Almeida
Inserida por EmmanuelSAlmeida

Conservar a história, isso também é defender a vida.


Emmanuel Almeida.

Emmanuel Almeida
Inserida por EmmanuelSAlmeida

Da sua beleza e suavidade

Que se invada o quintal
O fundo do quintal
Tão solene como sol
Tão suave como a brisa tocando a relva
Tão silenciosa como a neblina...
Rodeie os canteiros
Caminhe entre as flores do jardim
Toque as pétalas da margarida
E sinta a suavidade da rosa
Seja você mais importante e atenciosa
Mais carinhosa e absoluta
Mulher

Emmanuel Almeida

Emmanuel Almeida
Inserida por EmmanuelSAlmeida

No labirinto

E que se faça tão profunda a realidade
Que ela se espalhe pelo mundo
Ser fumaça e perfume
Ser olhar e betume
Tudo é real mesmo o tempo e a história
O homem não é uma estória
É real
E formoso
Delicado
Participativo...
Espalha-se então a verdade sobre todo o mundo
O mugir do boi, o miado do gato o canto do galo
E que se valoriza a palavra como realidade
Do homem
Pois que: a estória é a criação da realidade inteligente
Que faz da gente
Um observador
E sonhador

Emmanuel Almeida

Emmanuel Almeida
Inserida por EmmanuelSAlmeida

E falar de amor

Doa-me a tua surpresa,
aquela dantes mesmo de um Poema,
antes de algum ponto e fonema.
Aquela surpresa de amar-te e ser amado sem nenhuma dureza.
Apenas o amor como desejo equilíbrio e proeza.
Saudade da madrugada,
das tuas mãos dizendo palavras,
das tuas pernas cruzadas esperando o corpo dormir com o meu,
numa bela e tua enseada.

Emmanuel Almeida

Emmanuel Almeida
Inserida por EmmanuelSAlmeida

Transcender


Borrar a boca
Em lábios carmesins
Batom
Um dedo em riste
Dizendo sim
Outro dedo em leque
Dizendo não...
Apertar-te e sentir-te assim
Seios em riste
Cintura mole
Requebrando
Abanando calor
Esfregando delicioso olor
Assim

Emmanuel Almeida

Emmanuel Almeida
Inserida por EmmanuelSAlmeida

Seus


Nem todos os versos foram seus
São seus
Serão seus
Nem todos os versos foram você
Estão em você
Estarão em você
Note que as palavras nem todas são minhas
Advêm de mim
Descem com a força da alma, sim
Mas entre laços e nós
O mais fácil é o que se desfaz sem dor
Desapertar sem ardor
Juntando dor com frescor
Estes são os versos seus
Aqueles que nem reconheceu


Emmanuel Almeida

Emmanuel Almeida
Inserida por EmmanuelSAlmeida

Perfil

Nos teus traços orientais
Um pouco de rebeldia
Um pouco de mansidão
Às vezes um olhar de intuição...
Pássaro quieto nas mãos

Emmanuel Almeida

Emmanuel Almeida
Inserida por EmmanuelSAlmeida