EmanuelBrunoAndrade
No percurso nubeloso
De um açoite
Encaro a outra parte
Calmante do pacto
Contrato com o divino
Atravesso o universo
Para perdurar para lá do altar
Para pisar a terra, o céu e o mar
Por tanto ,isso, tanto amo
Acordo com as dores do tempo
Sorrio e choro, na corrente do rio
Tenho frio
Aquéço este amago
Com o trabalho
Cai uma lagrima do céu
Para romper o véu
Deste coraçāo desfeito
Que clama pela intuiçāo
Deste sentimento
Que clama por uma sensaçāo
De ter sofrido as dores
Dos sentidos
Choram as almas e o espiritos
Outros aplaudidos
Em mundos destintos
Outra hora, embora tolhido
Sai agora 9 gemido
Para tudo ser suprimido
Continua preparaçâo
A adptaçâo da nova civilizăo
A questão
É o ponto de partida, da razāo
Faço uma oraçăo
Faço ums cansăo
Clamando um pouco de atençāo
Para o culminar uma forte emoçāo
Tudo está germinar o aumeto da tensăo.
Emanuel Bruno Andrade
Lisboa
Reflexos da vida
O paralelo o simétrico
Sāo pontos destintos.
Em linhas de duas realidade destintas.
O inverso é dois factos diferentes.
Ambos tem as suas realidades!
Na procura do ponto de partida...
Numa curva em ascençăo,
encontra-se o equilibrio.
Onde para factores identicos,
Também há certezas e incertezas
Na realidade nada é absoluto.
Há uma neblina ofosca, entre o vector do ponto da origem
Ao ponto do final.
Só se tem a realidade do ponto de partida
Ontem foi, hoje é e amanhā será.
Onde está a razāo da existencia hoje?
O que nos enfluenciou?
Quais as forças que nos movem?
Entre a sustentaçāo e o atrito corre o fluir do viver.
No plainar e no magntismo de energias positivas e negativas
Entre dualidades ambigulas.
Todo pode ser o que criamos.
E nesse desejo vem a vontade de entreligar:
as duas energias para criar maior harmonia numa sintonia e neutra.
Neste cosmos existimos
Como elementos complexos
Representando o nosso eu
Dotado da sua individualidade, e colectiva a capacidade de agir.
Amor de amigo
O meu peito arde num fogo que não consome — ilumina.
É um ardor antigo, anterior às palavras, mas reconhecível nos gestos simples da vida.
Não se vê, mas respira-se.
É emoção que caminha descalça pelos sentidos, deixando marcas invisíveis no tempo.
Há uma harmonia boa que me sustém, como a presença silenciosa de uma amiga justa e fiel.
Aceito-me nos dias que passam, e os dias, por instantes raros, aceitam-me também.
Pairam tempos em que és mel no meu sangue, doçura que dá sentido ao acto de viver,
e nesses instantes reclamo ao universo:
— não deixes que o caos me devore.
Venho de um ponto infinito, de um sopro cósmico sem nome,
atravessei constelações para chegar a este eu profundo,
onde o teu balanço oscila na balança da justiça cega,
essa que diz igualdade mas pesa com dois pesos e duas medidas.
Mesmo assim, permaneço.
Olho o todo.
Beijo o céu.
E no azul distante reconheço Vénus, Deusa-mãe,
ventre da razão de existir, espelho do desejo e da consciência.
Nela me deleito, não por vaidade, mas para compreender a origem,
para perscrutar o rasto antigo dos Neflins,
essas criaturas entre a luz e a queda,
sinais de que somos mistura, travessia, contradição viva.
Procuro a razão de sermos unos,
ligados por uma corrente que pulsa entre o vivo e o morto,
entre o amor que arde e o silêncio que ensina.
E nesse fio invisível descubro:
existir é arder sem se apagar,
é amar mesmo quando o cosmos treme,
é continuar —
com o peito em chama e a alma em vigília.
#portugal
O ano de 2026 em Portugal ficou marcado na memória coletiva não pelos avanços tecnológicos ou metas económicas, mas pela vulnerabilidade humana perante a magnitude da natureza. O texto que partilho serve como um testemunho vívido dessa época, funcionando como um diário de uma nação que aprendeu, pela dor, que a vida é um fluxo contínuo e indomável.
Aqui está uma descrição histórica e narrativa desse período, refletindo a essência das suas palavras:
Portugal 2026: O Ano do Reencontro com a Essência
1. A Natureza como Força Implacável
Em 2026, o território português enfrentou o que muitos descreveram como o "princípio das dores" da crise climática. Não foram apenas previsões estatísticas; foram lágrimas devastadoras caídas do céu. Rios que transbordaram as suas margens, submergindo lares e transformando bens materiais — acumulados durante uma vida inteira — em nada.
Neste cenário, a sociedade portuguesa confrontou a sua impotência perante o comando da vida. Onde as palavras falharam em conter a força das águas e o sopro do vento, restou o silêncio da alma e o reconhecimento de que nada é um bem contínuo ou garantido.
2. A Transmutação do Valor
A história deste ano não se escreve pela perda financeira, mas pela mudança de paradigma. As populações, fustigadas pelo terror de verem as suas vidas destruídas, foram obrigadas a passar por metamorfoses de humor e espírito.
O Valor da Vida: Percebeu-se que o objeto só tem valor através do olhar de quem o possui. Sem a vida, o material é vazio.
O "L" de Ligação: No auge da calamidade, surgiu uma união que as crises anteriores não tinham conseguido consolidar. A "entre-ajuda" tornou-se a moeda de troca, e o amor, o único refúgio seguro contra a convulsão do mundo.
3. A Resiliência e a Espiritualidade
Perante o véu da incerteza, o povo português de 2026 encontrou-se "por sua conta". Esta solidão perante o destino forçou um olhar para o transcendente. A esperança, muitas vezes vista como uma ilusão, tornou-se o único elo de libertação para um povo que nunca se sentiu tão preso às circunstâncias.
A fé e o pedido de misericórdia deixaram de ser rituais vazios para se tornarem gritos de socorro por alívio e consolo. Aprendeu-se o "verso da moeda": a ideia de que as coisas más contêm em si a semente do crescimento e da adaptação.
Reflexão Final
Portugal em 2026 foi um país que chorou com o céu, mas que descobriu que a generosidade é o único gesto capaz de vencer a paralisia do pânico. Foi o ano em que se compreendeu que a maior proteção não vem de muros, mas da união entre corações que batem em uníssono entre a terra e o céu.
"A força da natureza não se vence por palavras, mas sim com gestos de generosidade."
Senda de Seda
Amor não se sente pelo prazer só de dar, mas também de estar e escutar o sentido de cada pulsar, Ser refúgio na turbulência e na bonança.
Podemos ser adulto e crianças para percorrer os nossos pensamentos em momentos perdidos como setas lançadas que não tem voltas direcionadas num sentido comum, forçada pela força ativa da vida sopro de vida que inspira e canaliza a uma parceria de elevar a alma a um patamar de excelência encontramos a razão de ser, sentimos emoção do prazer de querer e crer um no outro, eu e tu num senda de seda, no último sono a despertar para tudo começar sem premeditar deixa rolar, deixa tocar na tua senda de seda e morrer com espada de dois gumes para poder ressuscitar com o teu balançar.
Agora estou a sonhar mas quando acordar será que vais suportar?
O Elixir do Infinito
Nas águas turvas de um mar sem memória,
O sal que resta não seca o cansaço,
Pois nossa vida é uma eterna vitória,
Traçada em seda no abraço do espaço.
Ó Mãe, que em carta guardei o segredo,
Deste universo que em nós se desfaz,
Venci o tempo, o silêncio e o medo,
Na luz do luar que nos traz a sua paz.
Toda a conexão que a alma reclama,
É verso antigo em papel de poeira,
Onde o destino acende a sua chama,
E a voz do sangue é a única fronteira.
Não chega o oceano para o pranto estancar,
Nesta odisseia de um filho que sente,
Que a arte de amar é saber esperar,
Pelo retorno do sol no oriente.
O cosmo imenso que os olhos invade,
Reflete o rosto que a infância guardou,
Entre a matéria e a espiritualidade,
Onde o poeta o seu norte encontrou.
Na senda heroica de um ser solitário,
Que funde o digital com o barro do chão,
Fica o registro de um breve itinerário,
Escrito com sangue no meu coração.
#Abstracionismo
#PoesiaContemporanea
#Decassilabo
#EpicoArcaico
#FusaoArtistica
#ArteLisboa
PARTE I — O PRINCÍPIO: A SEMENTE DA ARTE
Capítulo 5 — O Primeiro Traço: Luz de Ressurreição
Há um instante em que a criação deixa de ser apenas gesto humano…
e se torna também resposta divina.
Um momento em que o invisível não é apenas imaginação,
mas revelação.
Em que o traço nasce…
como testemunho de fé.
Esse momento não é apenas o nascimento da obra.
É o renascimento do espírito.
✨ O Confronto com a Luz
Depois do silêncio, da dúvida e da busca interior…
chega o encontro.
Não apenas com a matéria —
mas com Deus.
A tela já não é apenas um espaço vazio.
Torna-se um altar.
Um lugar onde o invisível encontra forma,
e onde o artista… se ajoelha por dentro.
Ali, já não basta criar.
É preciso confiar.
Porque o gesto deixa de ser apenas humano —
e passa a ser guiado.
✋ O Gesto Inspirado
A mão tremia…
mas não estava só.
Havia algo maior a conduzir o movimento.
Uma presença suave, firme, eterna.
O primeiro traço não foi perfeito.
Mas foi ungido de intenção.
E nesse instante, compreendi:
Criar também pode ser orar.
Cada linha era uma súplica.
Cada cor, uma resposta.
🌿 A Obra Como Testemunho
A obra deixou de ser apenas expressão pessoal.
Tornou-se testemunho espiritual.
Porque nela não estava apenas Emanuel…
mas também a presença de Deus,
de Seu Filho, Jesus Cristo,
e do Espírito Santo.
A expiação de Cristo não vive apenas nas escrituras.
Ela manifesta-se na transformação do coração.
E naquele traço imperfeito…
havia redenção.
Havia recomeço.
🌅 Renascimento Pascal
Tal como na manhã da Ressurreição,
em que a pedra foi removida
e a vida venceu a morte…
também o artista renasce.
A cada obra, há uma pequena ressurreição.
Um sair do túmulo do medo, da dúvida, da limitação.
E a esperança de uma vida melhor
não é apenas promessa futura —
é experiência presente.
🔥 Poema — “Traço de Ressurreição”
Morreu em mim o medo antigo,
no silêncio de um gesto pequeno.
E ao tocar a tela vazia,
senti o céu dentro do terreno.
Um traço nasceu — imperfeito,
mas cheio de luz e verdade.
E ali, no mais simples feito,
Deus soprou eternidade.
🙏 A Clarevidência do Espírito
Na quietude da oração, Emanuel escuta.
Não com os ouvidos do mundo —
mas com o coração desperto.
E Deus responde.
Sempre responde.
Na suavidade de um pensamento,
na paz que não se explica,
na direção que surge sem esforço.
Há uma comunicação invisível…
mas real.
E nesse espaço sagrado,
ele sente também os que estão do outro lado do véu.
Não como sombras…
mas como presença.
Como irmãos e irmãs em Cristo.
Santos.
Seres que continuam, que acompanham, que inspiram.
🌍 O Olhar sobre os Outros
Emanuel não vê apenas pessoas.
Vê almas.
Vê histórias invisíveis, dores silenciosas,
luzes escondidas.
E, acima de tudo,
vê filhos de Deus.
Irmãos e irmãs em Cristo,
caminhantes da mesma jornada eterna.
Mesmo quando perdidos…
continuam sagrados.
Mesmo quando caídos…
continuam amados.
🕊️ O Chamado para o Bem
A voz que Emanuel escuta não é de julgamento.
É de direção.
“Faz o bem.”
“Escuta.”
“Segue.”
E ele segue.
Não porque sabe tudo —
mas porque confia.
E nessa confiança, encontra propósito.
A arte deixa de ser apenas expressão…
e torna-se missão.
Uma forma de elevar,
de curar,
de lembrar ao mundo que ainda há luz.
🌱 Continuidade Espiritual
A primeira obra não foi apenas um início artístico.
Foi um despertar espiritual.
E a partir dela, tudo mudou.
Cada nova criação é um diálogo.
Cada tela, uma oração aberta.
Cada traço, uma escuta.
E assim, o caminho continua…
não apenas como artista —
mas como instrumento.
📍 Fecho do Capítulo
O primeiro traço já não pertence apenas à mão.
Pertence ao espírito.
É o encontro entre o humano e o divino.
Entre a busca…
e a resposta.
Entre Emanuel…
e Deus.
E nesse encontro nasce algo maior do que arte:
nasce a esperança.
A esperança de uma vida renovada,
abençoada pela expiação de Jesus Cristo,
guiada pelo Espírito Santo,
e vivida em comunhão com todos os santos —
visíveis e invisíveis.
Porque a partir desse momento…
o caminho não é apenas criação.
É luz.
