Eltonaron
Fúria de Viver
Não quero metades...
nem promessas frias.
Quero o fogo inteiro —
mesmo que queime.
A vida... não é ensaio.
É chama.
É dia.
É o instante que rasga —
e não se contém.
Carrego cicatrizes como medalhas,
forjadas em quedas,
moldadas em dor.
Não peço caminho fácil,
nem muralhas...
Quero o caos,
o risco,
o amor.
Sou feito de pressa e tempestade,
mas também de fé,
e vontade.
Não nasci pra assistir —
nasci pra sentir.
Pra lutar.
Pra existir.
E se o tempo me desafiar...
(se aproxima o tom, mais grave, mais forte)
Eu grito:
🔥 “Sou vida!
Sou fúria!
Sou infinito!” 🔥
“Depois que Você Partiu”
Depois que você partiu,
o silêncio falou mais alto.
No começo, doeu —
como se o tempo tivesse parado no instante da despedida.
Mas o que eu não via,
é que dentro da dor havia um caminho.
Um chamado pra crescer,
pra me encontrar nas ruínas do que fomos.
Você foi o caos… e também o início.
A ferida… e o aprendizado.
Não te vejo mais como uma âncora,
mas como a força que me ensinou a navegar.
Foi no vazio que deixaste
que descobri minha coragem,
foi na falta do teu abraço
que aprendi a me abraçar.
Hoje, quando penso em você,
não sinto perda, sinto gratidão.
Porque depois que você partiu,
minha vida não acabou —
ela começou a florescer.
E agora eu sei:
você não foi um fim,
foi o impulso que me fez entender
aonde realmente posso chegar.
“Rasgar o Passado”
Não dá mais pra esperar o tempo curar!
Já esperei demais, já calei demais.
O mundo grita, e eu quero gritar junto,
sem medo de quebrar o que ficou pra trás.
O passado? — que fique no canto.
Não me serve, não me veste, não me guia.
Cansei de reviver o mesmo pranto,
quero fogo, quero agora, quero vida!
Transformar dói — que doa, então!
Melhor a dor da mudança
que a prisão da lembrança.
Melhor o salto no abismo
que a rotina sem alma e esperança.
Eu rasgo as velhas páginas,
sem piedade, sem adeus.
O que fui não me define,
o que serei — depende só de Deus.
O novo me chama, feroz, urgente!
E eu vou, sem olhar pra trás.
Porque quem aprende a se perder de si,
é quem finalmente se encontra em paz.
Reconexão
Entre o ruído do mundo e o silêncio da alma,
volto a me ouvir.
Há tempos me perdi nas vozes de fora,
nas exigências, nas máscaras,
e esqueci o som da minha própria respiração.
Hoje, fecho os olhos —
não para fugir,
mas para encontrar.
Dentro de mim há um universo calado,
um jardim que esperava pacientemente
a coragem de florescer de novo.
Sinto o coração pulsar
como um tambor antigo,
lembrando-me de quem sou,
do que já fui,
e do que ainda posso ser.
Deixo o passado repousar,
como folhas secas que o vento leva,
e acolho o presente
com mãos firmes e abertas.
Sou o retorno e a partida,
a cicatriz e a cura,
sou luz que se refaz
toda vez que a escuridão me visita.
Hoje, reencontro meu próprio olhar
no espelho da alma.
E enfim entendo:
a paz que procurei no mundo
sempre morou em mim.
