ElisaM
...Eu gritei. O eco do meu grito foi mais forte que o sopro do lobo,
Ele, sem esforço, derrubou Minha casa de alvenaria,
Agora só há Escombros por todo lugar, Difíceis de juntar,
Assim como as folhas no chão, Depois da primavera.
É estranho sentir que você está perdendo algo que não é seu não é?
Essa sensação tomou conta de mim…
você não disse adeus mas eu li no seu olhar.
Entrelinhas Eu escondi a minha verdade.
Verdade ? Sim! Eu a escondi de você .
O que eu poderia fazer?
Como dizer o que você sente sem sentir ?
Como não sentir o que você sente ?
Estou machucando meu sorriso
Para nossa sorte ele disfarça bem.
Olhei para trás e vi ecos marcados como passos na neve seca, intocáveis como a sombra que reflete a pouca luz.
Vestígios de sangue deixaram rastros de sentimentos que mergulham nas profundezas da dor.
Mas, quando olho para frente, vejo apenas cicatrizes silenciosas que me lembram que tudo já passou.
_Elisa Morales
Levantei, como de costume.
Tudo estava no lugar.
A chuva veio antes da alba,
eu não tinha medo de me molhar.
Nem azul, nem cinzento era o sentimento.
Cada gota tinha três olhares.
A cada três olhares, estava eu.
Entre memórias, sons e cheiros, deixei o lugar.
O que há de ser de nós?
Penso eu…
O que há de ser de mim?
Segurei cada gota com a ponta dos meus dedos;
em cada uma delas havia uma lembrança.
Encontrei-me no silêncio,
sussurrando o meu próprio nome.
A chuva eram memórias,
minhas saudades eram a chuva.
Abracei-me com força,
finalmente, o choro parou.
Guardei as presas minha coleção.
Oh, minha querida!
seu nome é amor.
