ElenirCruz
Descuidei do meu eu e a consequência veio sem dó,
Sou aquela que não está só,
mas se sente só.
Elenir Cruz
Já abracei o mundo, sonhei a fundo
Fui sem medo, joguei em segredo
Brinquei de viver, querendo e sem querer
Tive oportunidades perdidas
Vivi com pessoas chatas e outras queridas
Segue o jogo, segue a vida.
Elenir Cruz
Existe um lugar
Que quero te levar
Lá será você e eu
Na troca de ollhar,
Vou te falar
De todo sentimento meu...
Nos dias ensolarados, sinto saudades da chuva
Em dias chuvosos, sinto saudades do sol
Brigo com a previsão do tempo para esquecer,
Que saudades de verdade, eu sinto mesmo é de você.
É engraçado que a palavra "engraçado" deveria representar o alegre e a alegria:
É muito usada em tom de discórdia e ironia.
Reclamou, chorou, gritou: Quanta ingratidão! Até alguém te estender a mão e o guiar para o caminho do sucesso.
Agora, protagonista, poderia ser o que estende a mão...
Na vitória, seleciona memórias.
É mais fácil ser o ingrato da história.
A chave gira e rompe
o silêncio do seu bilhete.
Ruído que engana:
não é quem chega,
é a partida que ecoa.
Deixou a chave sobre a mesa
e o silêncio sobre a cama.
No bilhete, apenas um adeus
escrito com a pressa
de quem já não tinha
mais nada a dizer.
Mulher
Ela carrega tempestades no olhar e calmaria no sorriso.
É feita de aço revestido por pétalas, dobrando-se ao vento sem quebrar.
Suas cicatrizes são mapas de guerras vencidas em silêncio.
Mãe
Ela é pão na mesa e o teto no temporal. Há quem chame de cansaço, ela chama de entrega.
Sua armadura é feita de preces e paciência.
Mãe: é um exército de um só coração.
Amo seu jeito de não ser do meu jeito.
É no contraste do seu riso com meu silêncio
que a gente se encontra e se refaz.
Quer o brilho do sol, mas se recusa a ser luz. Triste destino o de quem espera colheita farta em terra que nunca se deu ao trabalho de plantar.
Quer banquete de quem sempre recebeu migalhas? A conta não fecha. O afeto é uma via de mão dupla, não um pedágio onde você só recolhe o que os outros pagam.
Especialista em cobrar o que não sabe dar e em esperar presentes de mãos que ela mesma fez questão de deixar vazias. O vitimismo é um palco pequeno demais para tanto ego.
