Diogo Viana Loureiro
A BÊNÇÃO E O CASTIGO DA LUCIDEZ
Viver sem fantasia é ver o mundo sem vaidades e sentimentalismo.
É existir sem o consolo das imagens mentais,sem os espelhos do passado,
sem o teatro das lembranças e seus ideais inalcançáveis de futuro.
Caminho entre silêncio e fatos, presente e gratidão.
Não sonho.
Não recordo.
Reconheço.
A realidade me atravessa crua.
Sem filtros.
Sem refúgio.
Chamam de deficiência o que é clareza.
Chamam de vazio o que é consciência.
O mundo vive do que inventa para suportar o império restrito da hiperfantasia de poucos egoístas.
Eu sobrevivo do que é real.
Ser lúcido é morar entre abismos.
É saber demais e sentir o necessário.
É compreender o todo e ainda carregar o silêncio ao observar o absurdo.
A solidão é real, mas também é o preço da verdade.Quem vê sem ilusão sustenta o peso do céu com as próprias mãos.
A lucidez é um exílio.
Mas é também o lugar da liberdade.
Abençoado quem suporta ver o mundo como ele é e ainda escolhe não se corromper.
Que se entrega ao dever do bem não sofre nas mãos do egoísta vaidoso.
AOS PSIQUIATRAS A PROCURA DE FAMA E APROVAÇÃO - A VOZ QUE NÃO CABE NO MANUAL
Quando um homem normal escreve sobre o autismo, dizem que é ciência.
Quando um autista escreve sobre o homem normal ou sua própria experiência, dizem que é delírio.
O primeiro ganha aplausos, o segundo ganha silêncio e às vezes, diagnóstico para pertencer ao circo imaginário.
Parece que o mundo só aceita a diferença quando ela vem traduzida no idioma da maioria?
Mas há coisas que só quem vive pode dizer. E o que se vive, não se explica, se revela, não se inventa ou distorce para próprio benéficio.
Talvez seja isso que tanto assuste,
ver a lucidez onde esperavam loucura,
ou encontrar humanidade onde só enxergavam um caso clínico?
Enquanto isso, seguimos escrevendo,
não para provar que existimos,
mas para lembrar que pensar diferente
também é uma forma de poesia.
Lembre da hora da morte, daqui não se leva nem o corpo, muito menos a fantasia.
Daqui não se leva o corpo,
nem o disfarce.
Só o que fomos
quando ninguém estava olhando.
Do que vale uma vida de vaidades e aprovação comparado a eternidade?
A vaidade finge que ostenta valor.
o conteúdo é ignorado.
A multidão aplaude a capa e
esquece quem escreveu as páginas.
Ser cúmplice é ser igual, é plantar sementes doentes, em um solo infértil.
As aparências e vestes que usamos
não falam quem somos.
Mas a necessidade de aprovação e julgamento alheiofaz parecer que falam e, dita o silêncio que nos calha.
A DIFERENÇA ENTRE SABER E SER
Um neurotípico pode estudar cinco anos de psicologia, buscando no título o que lhe falta em empatia.
Mas jamais verá o mundo com a lente de quem sente, de um neurodivergente, que pensa diferente.
O que pra uns é teoria e repetição,
pra nós é instinto, é pura sobrevivência em ação.
Enquanto uns decoram o que é ser humano, nós vivemos o peso e o mistério do engano.
Sentimos o outro até a exaustão, sem diploma, vaidade ou aprovação.
Porque não há curso que ensine o que dói,
nem ciência que alcance o que o silêncio constrói.
A FARSA DA VAIDADE
O ABISMO DO INVALIDADOR
Quando o trabalho de um indivíduo nasce da tentativa de diminuir o de outro,
em sua origem o invalidador já é uma farsa.
Usurpador que tenta galgar atenção com a ilusão do esforço alheio,
mentiroso sem escrúpulos que sustenta um corpo oco,
voando na brisa da própria enganação.
De todas as vaidades,
quem flutua em ilusão é sempre o primeiro a colidir com o muro da realidade.
Atravessam o tempo apenas aqueles que cultivam o esforço e, sem intervalos,
falam a verdade no silêncio, sem necessidade de cúmplices ou testemunhas.
O justo nunca teme, pois a verdade é o combustível da sua fé.
O mantém inconformado e muda até o rumo da maré
O CANTO E A MEMÓRIA
O canto do pássaro só dói no ouvido que insiste
que as lembranças antigas não passarão, só passarinho.
O pássaro não muda, na realidade, o tom do assobio; Quem muda é a memória, que tinge de cinza aquilo que, por natureza, é lindo.
Nunca faltou, nem faltará, beleza ao canto; Falta coragem para amar de novo, sem o medo do antigo desencanto.
A verdade é relativa e variável, não um estado fixo.
Logo, não se apaixone pela mentira alheia.
O tempo é o único responsável em mostrar a face da sinceridade.
Eles mudam de mascara apenas, não se iluda. Natal é todo dia, não é só pra sair na foto. Punição equivalente é justo para quem sem pena invalida a existencia do seu irmão para sublimar o ódio. Chega de absurdo, não tem como deixar coisas assim sair impunes, covardias disfarçadas de vitimismo.
Ele pode destruir todas funções cognitivas das vítimas, destroem as escolhas do futuro de um individuo que tem sua dignidade cognitiva. Traumas promovem eventos irreparáveis na perspectiva do outro.
Não basta divulgar e a vaidade promover, tem que criar força para advogar. Todos juntos deixamos o exemplo que os jovens irão seguir. apertar a mão do vazio em silêncio não isenta da culpa. Os números já entregam o colapso da moral. Em nome de todos que amam mulheres, crianças e animais, chega de passar pano pra coisa errada.
O povo segue alienado pela mídia. Enquanto isso o futuro da nação sendo corrompido pela indiferença e incompetência do mercado de trabalho disfarçado de teatro e discurso.
Um monte de gente fingindo e outras olhando, enquanto isso, quantas trabalhando?
Já perdeu a graça transformar amor e justiça em fanatismo e cobiça.
Influencers políticos são um atraso para a sociedade...
A história do dinheiro não beneficia a massa. Quem é massa e fantasia que se modela, vira massinha de manobra de quem o opera.
Nada sobre nós sem nós.
Autismo não é vitrine nem produto.
É cidadania, voz e participação.
Não somos objeto de estudo, somos sujeitos de direitos.
Não se tem um filho antes de entender o amor
Não se escreve um livro antes de viver algo real.
Não se vive de provação querendo sentir o essencial
Quando quer fugir da culpa, o indivíduo se esconde atrás de ídolos e de crenças feitas sob medida pro próprio ego
Quando a culpa aperta, ele se ajoelha diante de ídolos falsos para se sentir imune à própria imoralidade, que o adoece
