DIOGO DIEDRICH GRELLMANN
Na Educação Física, o corpo não apenas se movimenta: ele enuncia. Cada gesto carrega uma história, uma resistência e uma narrativa que a escola precisa aprender a escutar.
Quando reduzimos a Educação Física à mera execução mecânica de movimentos, silenciamos as linguagens que emergem do corpo dos estudantes. Por isso, é pertinaz que esses discursos corporais tenham lugar e significado no universo escolar.
No universo escolar, cada gesto do estudante é uma resposta aos discursos que o cercam, de gênero, de força, de competência e de pertencimento.
A Educação Física se torna potente quando deixa de treinar corpos e passa a compreender as narrativas que eles produzem.
Quando a Educação Física acolhe os discursos corporais, ela rompe com a lógica de que só o que é verbal tem valor pedagógico.
