Da

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As chaves que abrem as portas
para o entendimento e para as descobertas
são silenciosas, porém poderosas:
leitura e estudo.
Com elas, o mundo se revela,
os véus caem,
as dúvidas ganham forma
e a mente se expande,
como uma janela que se abre
para horizontes antes invisíveis...

As chaves que abrem as portas
do entendimento e das descobertas
não brilham, ardem!
São ferros em brasa
chamados leitura e estudo.
Elas queimam ignorâncias antigas,
abrem fendas no peito,
rasgam certezas que apodreceram,
e exigem coragem
para atravessar o umbral
onde só entra quem aceita sangrar
um pouco de si
para cicatrizar na luz...
✍©️@MiriamDaCosta

A atual Câmara dos Deputados
projeta e aprova somente as PLs:

1° Projeto Lacraia
2° Projeto Lixo.
✍©️@MiriamDaCosta

Tentei cuidar do meu jardim💚
mas esse mormaço insuportável
me fez desistir 🥵🥵🥵


Quero o Outono de volta!


Decisamente,
sou um ser outunal...
sou feita de versos e poemas outonais...


da praia de Itaipu deserta e silenciosa,
das paisagens verdejantes, frescas e plácidas,
e, as vezes...
da névoa sobre a exuberante Serra da Tiririca
que inspira e revela a minha caneta primaveril ...
✍©️@MiriamDaCosta

2026 será um Ano de
Ogum 🗡🛡⚔ e Iansã 🌬 ⚡⛈
EITA LASQUEIRA, SÔ!!!
SE PREPAREM!!!


Ogum abre caminhos,
com lâmina afiada,
verdade nua,
ação sem hesitação.


Iansã varre o que apodrece,
com ventos fortes,
tempestade justa,
derruba o que se sustenta na mentira.


Não será ano de covardias,
nem de máscaras confortáveis.
Será tempo de movimento,
ruptura...
coragem em estado bruto.


Quem caminha na retidão, avança.
Quem vive de engodo, cai.
✍©️@MiriamDaCosta


* Um ano de Ogum e Iansã (como o previsto para 2026) é um período de ação intensa, coragem e grandes transformações, com Ogum abrindo caminhos, cortando demandas e impulsionando a luta por objetivos, e Iansã trazendo mudanças rápidas, renovação e ventos de renovação, varrendo o que não serve mais, exigindo decisões fortes e agilidade para avançar, sendo um ano para agir com ética e não ficar parado para colher frutos. *

A crise climática não existe.


A crise é humana
com sua ganância míope,
sua ignorância ruidosa
e sua estupidez organizada.


O clima apenas reage
com atividades perplexas,
com mudanças radicais,
com a fúria de quem foi violentado
e já não pede licença.


Tempestades não são castigo.
Secas não são acaso.
Enchentes não são surpresa.


São respostas!


A Terra não está em colapso,
ela está se defendendo.


Quem colapsa é o humano
que confunde progresso
com devastação e lucro imediato
com eternidade.


O clima não erra,
ele devolve
na mesma medida.


Chegará o dia em que aqueles
que depredam a Natureza ...
por Ela serão depredados.
✍©️@MiriamDaCosta

As duas metades da maçã
e o deserto á sua volta...
🍎 🍏
Nem sempre é o que parece...


Desconfie do que parece feito perfeitamente
para completar a sua metade...


Mas, não desdenhe o detalhe imperfeito existente!


A perfeição existe
na harmonia das imperfeições.


Imperfeitos tornam-se harmônicos
não por se completarem,
mas por se respeitarem
numa coexistência
de saberes e vivências
compartilhadas...


🍎🍏


Desconfie do que chega polido demais,
liso demais, perfeitamente desenhado
para encaixar na sua falta...


O que promete completude
geralmente deseja posse...


O detalhe imperfeito,
aquele que incomoda,
que arranha,
que não se disfarça,
é onde, talvez...
more a verdade...


A perfeição não existe no espelho,
nem no encaixe,
nem na fantasia da metade perdida...


Ela nasce
na fricção das falhas,
na convivência das diferenças,
na coragem de permanecer inteiro
ao lado de outro inteiro...


Imperfeitos não se completam:
coexistem.


E é nessa miscelânea de cicatrizes,
saberes, limites e vivências
que a harmonia, quando acontece,
finalmente respira e inspira.
✍©️ @MiriamDaCos

Entre o Príncipe e o Cavalo Branco


Se aparecesse um príncipe
montado num cavalo branco ...
sem sombra de dúvida,
eu escolheria o segundo.


Diria ao príncipe que descesse
do exemplar equino,
montaria no cavalo
e sairia cavalgando 🐎
livre, leve e dona do meu galopar.


Não por desprezo ao conto,
mas por lucidez.
Não nasci para ser resgatada,
nasci para desbravar os desertos,
os mares e os montes
com as rédeas nas próprias mãos
e o vento reconhecendo meu âmago
nas galopadas
dos meus versos e poemas.
✍©️ @MiriamDaCosta

Tem gosto pra tudo
e desgosto pra todos..
O problema começa
quando o gosto se acha lei
e o desgosto, virtude...
✍©️@MiriamDaCosta

Não há criminoso
que durma sonos tranquilos.
A consciência, essa faca afiada,
sempre encontra
o ponto exato
onde cutucar.
Deita, mas não descansa.
Fecha os olhos,
mas o escuro conhece seu nome.
E no silêncio da madrugada,
o próprio sangue
cobra o preço
das sombras que escolheu.
@MiriamDaCosta

A coragem de praticar a legalidade,
o bom senso, a honestidade intelectual
e a justiça (tanto no exercício da política quanto na vida pública)


é incompatível com uma sociedade que normalizou a astúcia, a cumplicidade
e a degradação moral e cívica como regra consolidada da qual muitos ainda se orgulham.


No Brasil, esses valores são realidades irreconciliáveis!
Não se combate crimes cometidos por parlamentares tentando favorecê-los, protegê-los ou blindá-los.
Isso não é governabilidade,
é conivência institucionalizada.


Que exemplo moral, cívico e penal
está sendo legado por esses representantes?!


Quais precedentes deixam para uma sociedade
já exaurida de injustiças e descrente
da própria democracia?!
✍©️@MiriamDaCosta

Sou feita de coragem tímida
e de timidez corajosa.


A minha coragem
não sabe, e tampouco necessita,
gritar, espernear, brigar, atacar...
Ela dispensa o espetáculo,
rejeita o barraco,
não se alimenta de plateias
nem de aplausos ruidosos.
A minha coragem
age em silêncio,
sustenta-se de coerência,
permanece inteira
mesmo quando ninguém vê.


E a minha timidez
não conhece o medo
nem a insegurança.
Ela desconhece o exibicionismo,
não precisa se expor para existir.
A minha timidez é escolha,
é recuo consciente,
é abrigo do essencial,
é a dignidade de quem sabe
que nem toda força
precisa ser anunciada.


Sou essa contradição harmônica,
quem caminha baixo
mas não se curva
e paira alto,
quem fala pouco
mas não se omite
e diz o necessário,
quem escolhe emudecer
quando dialogar
não tem valor,
quem é silêncio por fora
e convicção por dentro.
✍©️@MiriamDaCosta

Deixo ao mundo a incubência
de entender à si mesmo
e de gritar ao vento
a sua ignorância...
enquanto isso ,
vou escrevendo com a alma
e com a minha ignorância
do viver,
do amar,
do pensar
e do sonhar
que o tempo
ainda me concede...
✍©️@MiriamDaCosta

Da arte, da poesia e da música


Bálsamos para o ser,
virtudes em harmonia
a ungir a vida tão efêmera,
nos alicerces profundos do âmago.


Ou...
Bálsamos rasgando o ser,
virtudes em combustão harmônica
contra a aspereza do mundo.


Sustentam a vida,
breve, frágil e exposta,
quando tudo range e ameaça ruir,
fincadas no âmago
como estacas de salvação
no chão instável da existência.
✍©️@MiriamDaCosta

Serviços essenciais não são mercadoria.
São direitos, vendê-los
é vender a própria dignidade coletiva.


Serviços essenciais
não devem ser privatizados.
Água, saúde, educação, luz e vida
não cabem em planilhas de lucro.
Quando viram negócio...
o povo vira moeda de troca
com juros, correção monetária
e dívida constante...
privado de direitos, dos consumos
e da dignidade ...
✍©️@MiriamDaCosta

E então
homizio a caneta e as teclas
porque escrever, às vezes… exulcera.
Dilacera como a saudade
do que não me foi concedido,
porque exterioriza mágoas
que eu oculto até de mim.


Mas há dores que latejam exigindo brecha,
e se não as deixo sangrar na página,
elas me corrompem por dentro,
como alguma febre antiga
que insiste em voltar
quando o corpo distrai.


Escrever, para mim,
é abrir a porta do quarto
onde tranco meus fantasmas
e deixá-los respirar por alguns instantes,
antes que morram sufocados
e me arrastem junto.


Por isso às vezes paro,
me escondo das palavras
que me conhecem demais,
que me desnudam
sem pedir licença,
que me recordam daquilo
que tento esquecer
mas que permanece,
faminto,
em meu silêncio.
✍©️@MiriamDaCosta

Quem não tem
sólidos argumentos...
tenta com sórdidos intentos.


✍©️@MiriamDaCosta

Os versos dos poetas
são unguentos sagrados
derramados em silêncio
sobre corações cansados
de atravessar o tempo.


Tocam onde as palavras comuns
não alcançam,
curam fendas invisíveis,
acendem pequenas luzes
nos templos da memória.


Ah! As palavras poéticas
das almas aladas
( sacerdotes do indizível )
são sopros de eternidade
emprestados às almas humanas
que ainda creem
no milagre do sentir.
✍©️@MiriamDaCosta

Sem equilíbrio,
a realidade nos embrutece.


Mergulhar demais no cotidiano cruel
nos faz emergir desumanizados:
cínicos, debochados, frios,
calculistas e perigosamente cruéis.


Toda imersão profunda
cobra um contrapeso.
A arte não é luxo,
é sobrevivência.


A poesia, a música,
ler, escrever,
silenciar junto à natureza,
conviver com os animais
sem arrogância
são pequenas doses de sanidade
num mundo que insiste
em nos adoecer.


✍©️@MiriamDaCosta

É preciso equilíbrio.
Sem ele, a realidade, dura e crua,
nos afoga em suas correntes
e nos devolve à superfície
endurecidos, cínicos,
friamente calculados,
distantes do que pulsa.

Toda imersão exige cuidado.

Até o mergulho na verdade
precisa de ar.
A arte é esse respiro.
A poesia, a música,
o gesto silencioso de ler e escrever,
o encontro mudo com a natureza,
o respeito na convivência
com os outros animais
nos lembram
que viver não é apenas suportar,
mas também sentir.
✍©️@MiriamDaCosta

A minha promessa para o Ano Novo (2026)


Odeio promessas!
Promessas são pactos frágeis
assinados com o medo do futuro.


Não prometo nada
a mim mesma,
eu me conheço.


Não prometo nada
aos outros,
eu os conheço também.


A única coisa que não negocio,
depois da liberdade,
é a escrita.


Enquanto houver pulso
me bombardeando,
eu escrevo.


Enquanto houver ferida
me cutucando por dentro,
eu escrevo.


Enquanto houver silêncio
me gritando nos ossos,
eu escrevo.


Enquanto houver sangue,
suor e lágrimas
me derramando,
eu escrevo.


Não faço promessas!
Eu cumpro.


Escrever não é escolha.
É instinto.
É reflexo.
É sobrevivência.


Eu escrevo
quando falta ar.
Eu escrevo
quando sobra silêncio.
Eu escrevo
para não morrer por dentro.


Promessas nascem fracas,
já pedindo desculpa
por não sobreviverem ao tempo.


Eu não prometo!
Eu persisto.


Escrevo
como quem se mantém viva
num mundo
que golpeia para matar.


Escrevo nas entrelinhas
dos pontos onde sangro
e não coagulo.


✍ ©️ Miriam Da Costa

A visão e a indignação seletivas dizem muito menos sobre o mundo
e muito mais sobre quem olha para ele.


Pensar isso é reconhecer que, muitas vezes,
a indignação não nasce da injustiça em si,
mas da conveniência.


Indigna-se quando dói no próprio território,
silencia-se quando o dano beneficia, protege ou confirma crenças.


A visão seletiva é uma forma sofisticada
de cegueira:
olha, mas não vê;
vê, mas escolhe esquecer.


E o que dizer?


Que a indignação seletiva não é ética,
é estratégia.
Não é consciência,
é cálculo moral.
Não é empatia,
é espelho.


Ela grita contra certos absurdos
enquanto cochicha cumplicidades
diante de outros.


Aponta o dedo com uma mão
e tapa os próprios olhos com a outra.


Talvez a frase mais honesta seja esta:


Quem escolhe quando se indignar
já escolheu de que lado não está.


✍©️@MiriamDaCosta

A indignação seletiva
não nasce da justiça,
mas do interesse
bem vestido de virtude.


Quem se indigna por conveniência
não defende valores,
defende posições.
✍©️@MiriamDaCosta

O agente secreto , Golden Globes 2026, Globo de Ouro...


Wagner Moura, como outros representantes da arte em geral no Brasil, superou ele mesmo!
Superou a política anti cultura que imperou na nossa Nação.
Superou a cultura do viralatismo.
✍©️@MiriamDaCosta

Mistério e Loucura


Ignoro minha origem,
me escapa o meu destino,
sabe-se lá, qual...


Caminho entre mistérios,
habitante do enigma,


tentando compreender,
com mãos trêmulas de sentido,
de versos e de interrogações
este mundo estranho
e muito louco
em que respiro, escrevo e
sou vida.
✍©️ @MiriamDaCosta

Critica-se a Lei Rouanet em nome de uma suposta “indignação ética”, sem sequer compreender que ela não é esmola,
não é “dinheiro dado a artistas”,
mas um mecanismo de renúncia fiscal , dinheiro que já sairia do bolso público e que passa a ser direcionado, com regras, para cultura, educação simbólica, memória e pensamento crítico.


Os mesmos que se arvoram como “cidadãos do bem”:


receberam auxílio emergencial indevidamente,
vivem de benefícios estatais históricos,
defendem privilégios corporativos (militares e suas viúvas e filhas eternamente pensionistas),


e jamais questionam isenções fiscais bilionárias concedidas a bancos, igrejas e grandes empresas.


A indignação, portanto, não é moral , é seletiva.


Ela escolhe alvos simbólicos fáceis: artistas, intelectuais, escritores e produtores culturais vários.


Porque cultura incomoda, questiona, expõe contradições, desorganiza certezas e encenam a história que tentam apagar.


Não se trata de repúdio ao uso do dinheiro público.
Trata-se de repúdio àquilo que pensa, cria e revela.


Em resumo:
Não odeiam o Estado beneficiador,
odeiam o Estado quando ele não os beneficia diretamente; e odeiam ainda mais quando ele financia ideias, sensibilidade e pensamento crítico que são contrários às próprias ideologias politicas, religiosas e culturais.
✍©️@MiriamDaCosta