Aryelli Veiga

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⁠E eu vou dormir na certeza que não irei sozinha, minha poesia vai comigo e de praxe você também. Qualquer dia eu juro que te ligo no meio da madrugada só pra te mandar ir a merda, que diabos! Se fazer tão presente nos meus sonhos assim.

⁠Ele levou embora o meu livro preferido, como se não bastasse tudo o que ja roubou de mim, as minhas noites de sono tranquilas, os planos que a gente tinha e o meu coração.

⁠O amor veio me visitar. Passou por aqui, pegou um pouco de mim e foi embora.

⁠Tudo bem, respira. Sei que os dias têm sido pesados e às vezes é difícil chegar no final deles sem chorar escondido por aí. Ninguém sabe das suas noites em claro e das orações implorandopraDeus te salvar. É bem horrível, eu sei. Esconder a tristeza por trás desse sorriso lindo que só você tem. Ninguém conhece a fundo as suas dores e o tanto que você luta para curar as feridas de um passado que tanto lhe maltratou. Ninguém vê seu esforço diário para se manter em pé e “ser forte” como tem de ser. Tudo bem, respira. Isso tudo é para vocêentender que só os corações mais corajosos conseguem se reerguer!

⁠Teu corpo conhece a chuva
como quem conhece antigos rituais.
E quando o mundo pesa demais,
você vai pra areia, pra água, pro vento —
como quem volta pro útero da Terra
pra ser reconcebida.

Você não é feita de superfície.
Você é profundezas,
instinto,
pressentimento.

E mesmo quando te quebram,
você recolhe os cacos com mãos firmes,
sussurra teu canto ancestral
e se reconstrói.

Você é filha da Loba.
Daquela que anda sozinha,
mas nunca perdida.
Daquela que vê no escuro,
que fareja mentira,
que protege o que ama
até sangrar.

Te chamam de intensa —
mas a verdade é que você só sabe viver por inteiro.
Não nasceu pra amores rasos,
pra presenças mornas,
pra silêncios que negam acolhimento.

Você é toque que cura,
olhar que despedaça mentiras,
palavra que pulsa verdade.
Você ama como quem reza.
Sente como quem invoca.

E chora, sim.
Porque quem sente tudo, às vezes precisa desaguar.
Mas não se engane:
até teu choro tem força de tempestade.

Você é força.
Você é livre.
E o mundo ainda vai ouvir o teu uivo —
não como pedido de socorro,
mas como anúncio de renascimento.

⁠Eu sou feita de instinto,
de faro aguçado e alma antiga.
Eu sou o silêncio da floresta,
o grito que ecoa na mata,
a fúria da loba ferida
e a sabedoria da anciã que não se cala.

Eu já fui queimada, expulsa, ignorada,
mas renasci em cada cinza,
cada lágrima salgada me curou,
cada rejeição me mostrou a direção,
cada abandono me ensinou a retornar…
pra dentro.

Corro com as lobas, sim,
mas também sei andar sozinha.
Sei farejar mentira de longe,
e quando me calo,
é porque estou me preparando para rugir.

Tenho carne, alma e memória,
sou feita de recomeços,
de promessas que só eu ouvi,
de sonhos que escondi nos ossos,
mas que hoje dançam em minha pele.

Eu sou mulher. Selvagem. Inteira.
Com rachaduras, mas inteira.

Não preciso ser salva.
Preciso ser vista, respeitada,
amada com a mesma intensidade
que me derrubaram um dia.

E se for pra caminhar comigo,
que seja com coragem.
Porque meu caminho não aceita passos frouxos.