Ana carla gomes de campos

Encontrados 3 pensamentos de Ana carla gomes de campos

amanhecer me persegue ,o dia me aprisiona, sufoca...
O vai e vem de pessoas atreladas e apressadas deprime...onde está a vida nessacorreria?
Pregamos a preservação do meio ambiente , do espaço mais quantas vezes no dia paramos para apreciar a natureza ou se quer levantamos o olhar para o infinito ?
E a vida ,ondeestá?..A cidade me engole, tenho que fugir, me reencontrar ,quero viver ...
Mais o dia me aprisiona e como um zumbi sigo a massa nacizentacidade ...
Me perdi ,me tornei mais um ...triste

Silêncio, grito preso, choro preso, silêncio.
Tranca, cadeado, cofre. Onde está a dor? Em qual lugar desse corpo vazio se esconde?
Onde está o sangue, o calor? Por que as veias estão vazias?
A pressão enlouquece ao mesmo tempo que anestesia. A mente engana, sai em desvaneio e de repente foca no ponto, e aí, aí vagueia de novo em um ciclo sem fim...
Só um buraco, oco, vazio.
As cores se foram, o cinza chegou.
Me tornei um dia comum, nublado, sem sol, mas também sem chuva, sem calor ou vento.
Só nublado, cinza, eterno.
O ponto de virada dramático
O eco do vazio preenche cada espaço. Não há nada. Não há sequer a dor, apenas a ausência. O sangue e o calor se foram, e a memória de quando estavam lá é o único fardo que o vazio não consegue apagar. A lembrança de um tempo colorido, de uma pulsação, é a tortura final, o sussurro de uma mentira que a mente insiste em reviver antes de se calar.
A tranca se dissolve, não por quebra, mas por corrosão. O cadeado enferruja até virar pó, porque não há mais nada a ser protegido. O cofre se abre, revelando nada além do ar rarefeito.
O cinza não é uma espera, é a resposta final. A mente já não vagueia, ela flutua, um grão de poeira insignificante em um espaço infinito e desprovido de qualquer coisa. E o drama maior é a constatação de que não há drama. Não há tragédia, não há reviravolta. Apenas o nada, perfeito, completo e eterno, que se instalou e a memória do que existiuecoa para sempre no que restou de minha vida.
a.c.g.c

Caio num buraco sem fundo, onde não há mundo, onde nada habita, nada se cria, a não ser a saudade de você.
Caio, filha, não consigo subir. O buraco não é no vazio do nada, caio no oceano de minhas lágrimas, lágrimas de saudade de ti.
Caio, princesa. Aqui, quando não sufoco na agonia de entender, me percebo inerte, olhando para o nada, tentando reencontrar você.
Caio, amor, mas não por sua culpa. Não permito que se entristeça por mim. Caio porque amo demais e, mesmo aqui, nesse buraco cheio de lágrimas, prefiro estar aqui. Prefiro a eternidade da dor de não a ter mais, do que a possibilidade de nunca a ter.
Cada dor, cada lágrima, cada intensidade desesperada de saudade vale a pena, pelo presente de ter todo você no meu ventre, de tê-la alimentado em meus seios e de ter todo você por trinta anos em meus abraços.
Por você, princesa, tudo vale a pena, até essa eterna dor.
Te amo sempre, até a eternidade do nosso amor.
A. C., sua mamys"