AllamTorvic

Encontrados 19 pensamentos de AllamTorvic

⁠Ouvindo a voz da chuva

(...)
Ouves a voz da chuva ao amanhecer
Voz de chuva que vem do mar
Chuva que hoje parece
vento que faz uma prece
chuva que vem des[agua]r

(...)
Chuva que toca na arreia, Am[águas]
Chuva que choram, as ondas Des[água]
chuva que enche os poros
e antecede a solidão

(...)
Chuva que traz a dúvida, sem saber
versos que molham a planta, ao dizer
vozes que vem do vento
remindo o tempo, irá chover

§

In: TORVÍC, Allam. Poemas de conversações. 2023. São Paulo.

Inserida por AllamTorvic

Na beleza de Cristo, reside amplas dimensões que ilumina não apenas
o nosso ser, mas direciona e equilibra a nossa existência.

No muito barulho, há silêncio de coração. Nos ruídos do mundo, há vazios de escuta. Não há relação nos ruídos, o que há são desencontros entre humanidades e algoritmos.

Ao fim de tarde,
uma árvore, um sol sobre as casas
uma esperança do amanhã

Embaixo da árvore
um carro, um pássaro
gente indo e vindo
e o pôr do sol

Deixo-me fluir
ao findar da tarde
sem ruídos ao tempo
apenas contemplando
a beleza do horizonte

Esses prédios um dia foram árvores
a tarde relembram essas histórias
trocaram as janelas
essas casas não estavam aqui

As folhas verdes
da árvore,
o pôr do sol dourado
da tarde,
é um retrato,
um espelho
do nordeste.

A sociedade atual está tão distante de seu propósito que o coaching diz: venham, venham! Sei ensinar a vocês a serem egoístas, porque sou egoísta. E ser egoísta é uma riqueza. Ué, não há ninguém que levante a mão e pergunte: mas em que momento o ser humano foi criado para ser egoísta?

A verdadeira beleza
Em todas as estações é Cristo.
Jesus menino era belo, peregrino
Nasceu da viagem; fez-se caminho.


Da experiência de nascer.
Brilhou o mundo.
Da experiência de morrer
Nasceu a vida!

Quanto mais verdadeiro e mais poético, mais essa beleza se parece com Cristo.

Contemplar a beleza
do fim de tarde
o sol no horizonte
é ser tocado pela eternidade
de Cristo que há em nós.

Um Jesus humano.
Deus-homem
Que viveu a beleza
Do ordinário
-
A eternidade
de menino
a vontade do pai
foi seu alimento


o vento lírico
e as folhas de orvalho
o seu poema


fez dos lírios
canção
e do chão
história
ele é
Cristo

O sol da tarde entre a janela
À árvore lá fora
À rua silenciosa
Repleta de amanhã

O sol se pôs atrás dos prédios
Passou uma moça com tristeza nos olhos
Será que é o medo do futuro?
Ou será que é a esperança do presente?

A tarde é feita de janelas
O sol brilhou no amanhã

Muros e nuvens
mergulhadas de tardes
Escrevia no livro do chão
a história do futuro

Esses aforismos são para Peregrinos
Caminhantes
e tradutores de estrada.

Pelo perfume tão belo
de tuas flores
a tarde se despediu
de um sol