Alessandro Macena

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Não somos o erro da criação, mas a cura do Criador: somos a anomalia necessária que impede a perfeição de morrer de tédio.

Nós, e tudo o que em nós habita, não somos uma construção que se ergue, mas uma morada que sempre existiu; resta-nos apenas habitá-la. Não é sobre tornar-se algo, mas sobre ser o que se é; contudo, para manifestar essa essência, o autoconhecimento é indispensável.

Nós, e todas as coisas que existem em nosso âmago, não somos uma casa que se constrói; somos uma casa que sempre existiu. A nossa jornada, portanto, não é de aquisição, mas de remoção. Conhecer essa morada é o ato de retirar os entulhos, as lonas e as densas camadas de poeira — dogmas, medos e expectativas alheias — que o mundo jogou sobre nós.
​Não existe a necessidade de "se tornar" alguém, pois já somos. O desafio real é parar de tentar ser quem não somos. Para manifestar a verdade que já habita em nós, o autoconhecimento é a chave que abre as portas: ao desconstruir o que nos foi imposto, finalmente passamos a habitar a casa que sempre nos pertenceu.

A verdadeira realização não nasce apenas do ato de acreditar ou de repetir afirmações positivas, pois a palavra dita apenas pela boca, sem o respaldo do espírito, é um som vazio. O universo não opera por desejos intelectuais, mas sim por meio de leis fundamentais de energia, frequência e vibração. Para que algo extraordinário se manifeste, é preciso haver uma sintonização profunda e absoluta, onde o que você faz, o que você diz e, principalmente, o que você sente, ocupem o mesmo espaço vibracional. Muitos se perdem ao tentar projetar uma imagem de riqueza, beleza ou sucesso, mas permanecem desconectados internamente da frequência dessas realidades; eles acreditam com a mente, mas não ressoam com o coração. O alinhamento real exige que você pare de apenas "tentar" acreditar e passe a ser a própria frequência do seu objetivo. É essa congruência total que elimina as interferências e transforma o indivíduo em um ímã vibracional, pois o universo não responde ao que pedimos, mas sim à exata medida da energia que sustentamos e emitimos de dentro para fora.

Estar certo o tempo todo, para uma pessoa que busca o saber, é uma das piores coisas que pode acontecer a essa pessoa.

Interessante para mim é o conhecimento; a ignorância alheia também é um conhecimento que eu não pretendo praticar. Por isso procuro entender, para não correr o risco.

Enquanto você não entende o jogo, você é parte dele; e não pode ganhar, moldar, transformar e nem se encontrar.

O que eu vivo não é para muitos; é para poucos. Sou a parte do universo que não se encontra em nenhum outro lugar, até que eu reprograme o jogo.


Não falo de luxo, falo de uma paz que poucos alcançam. Sou o fragmento único do universo que se recusa a ser apenas parte do jogo.

Enquanto o mundo terceiriza a alma, eu sigo reprogramando o jogo: prefiro a dor de ser, à paz de não existir.

A minha luz não pode ser apagada. Ela não é a luz de uma lâmpada; é a luz que já existia antes do 'haja luz'. Não é uma condição que se alcança, é a própria natureza do ser.

Seja o mistério que a lógica não resolve e a definição não alcança.

O mundo é um mapa de nomes; para não ser colonizado, habite o espaço entre as palavras.

A vida é incrível porque é difícil. O caos é o que dá valor à beleza.

Quem diz que a vida não tem sentido, nunca a viveu.

A morte é uma ilusão; eu já existia muito antes de nascer. O grande equívoco do homem é temer a morte e esquecer-se de viver, ignorando que o fim alcança a todos, indiferente ao medo. Meu único temor é abdicar de mim mesmo. Prefiro o fim do corpo a essa renúncia, pois deixar de ser quem sou é a única e verdadeira morte.

Eu acredito que sou bom, mas não porque existe um Deus olhando os meus atos, e sim porque é o correto a se fazer. Não acredito que Deus seja um ditador ou um julgador das nossas ações, mas sim que Ele seja a nossa própria consciência. Nós mesmos nos julgamos como bons ou ruins, conforme os nossos atos.Por isso Jesus disse que seremos julgados da mesma forma que julgamos.


NAMASTÊ!"

O maior obstáculo para a ignorância não é a falta de luz, é a recusa absoluta em abrir os olhos.