Ausencia William Shakespeare Amor

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A ausência de pertencimento não gera rebeldia.
Gera silêncio.
E o silêncio coletivo é um indicador sistêmico de que a escuta falhou.


Tathiane Pereira
Pesquisadora Independente em Comportamento Humano
Autora da TECT | Fundadora do Voz da Sala

Lembro da varanda, do sol, da ausência do sol, da cortina fechando e do teu corpo pairando sobre o meu.

Saudade é privilégio teu


Singularidade da ausência
Única via das sensações
Devastou meu ser para renascer
Das cinzas da alma
Houve uma renovação da história
Essência das minhas partidas.

A ingratidão é uma falta grave e revela a ausência de caráter de quem a pratica.

Eu me sinto sem respostas para essa ausência de palavras, para tudo aquilo que quero dizer. Talvez porque deixei tempo demais. Intervalos longos entre quem eu fui e quem me tornei. Sem perceber, sem discutir, sem cobrar. Fui sendo.


E no instante de permissão — não por ter tempo, não por razão, sequer por ter as palavras certas — não pude recuar. Ainda estou ali. Não me posso perder.


Não é que eu não sustente a intensidade. Eu sustento. Talvez esse seja o ponto. Justamente por saber que sustento, não posso me jogar. Há muito mais além de mim para escolher. Há consequências, há territórios que não são só meus.


Não é fuga. Não é negação. É consciência.


Algo me atravessou e permanece. Não como urgência, não como descontrole — mas como presença. Uma parte de mim que desconheço e ainda assim reconheço.


E talvez maturidade seja isso: sentir profundamente, perceber o abismo, saber que poderia atravessar — e ainda assim escolher permanecer inteira.


Ainda estou ali.
E não me perco.

Aquieta a saudade
Dentro do peito
Porque se ela fugir
Vai atrás da sua presença...
Ausência que mata!
Os dias sem sentido
As horas que passam
Sem os ponteiros marcarem
E a dor agoniza
Na falta que você faz...
Eita vida difícil!
Morar fora do teu peito
E viver para te amar...

A liberdade que verdadeiramente transforma não é apenas a ausência de correntes físicas. Mais a libertação das cadeias invisíveis da alma.

A mentira é a ausência da verdade
que corrompe a alma e sua ingenuidade
estraga relacionamentos e suas amizades

Nem todo cansaço é excesso de peso; às vezes, é ausência de sentido.

Nem toda ausência é perda. Às vezes, é livramento.

O Eco da Ausência
​Eu carrego o peso
das palavras que engoli,
Um silêncio denso que escolhi.
A alma veste um cinza antigo e frouxo,
E cada dia é um novo esboço
De um sorriso que nunca se completa.
​A solidão não é a falta de alguém,
É o abismo entre o que sinto e o que convém.
É a canção baixinha que só a parede ouve,
Enquanto o ponteiro da vida não se move,
Preso em um instante que não tem mais pressa.
​Eu me perdi no mapa das promessas,
E as esperanças viraram meras rezas.
Resta o nó na garganta, sem desfecho,
Apenas o vazio morando em meu peito,
E a espera por um dia que cesse.

"Não se torne ausência para caber onde sua essência não é vista."

+Q Luminescência
Fazer escurecer é mais fácil que iluminar, pois, sendo o escuro a ausência de luz, para iluminar é preciso ter luz e não ter nada, assim como destruir o que há, sempre foi mais fácil que construir, ou seja, que ter. No entanto, se alguns peixes, fungos, insetos ou até bactérias conseguem utilizar enzimas especiais (luciferases) para gerar luz, que dirá você que vivo, carrega o Espírito Divino.

⁠Poucos são aqueles que o equilíbrio mental, e emocional controlam. Na ausência de pessoas infectadas com seus fantasma.

⁠As pessoas lembrarão de você pelo seu bom caráter ou pela ausência dele

Saudade é falta de iniciativa.

Muitas vezes o que chamamos de saudade é apenas a ausência de um gesto. Bastaria uma ligação, um encontro, uma palavra.

A iniciativa transforma distância em presença. Quem age, reduz a saudade a quase nada.

"Ausencietude"

Torna-se extremamente forçoso asseverar:
Ausência não é sinônimo de vazio.
Quem vai embora
deixa
sempre
um
pedaço.
Ficam vivências,
sentimentos dolorosos,
outros prazerosos,
que marcam de modo indelével
o coração daqueles que ficam
E dos que partem.
Destarte, há plenitude na ausência,
"ausencietude"!
Um mosaico de lembranças,
Amores, dores,
que salpicam nossa tábula rasa
tal qual um quadro de Pollock.
Por isso, saudade não é ausência
Nem mesmo vazio,
Mas sim,
Inexorável presença.

Eu me sentia invisível ao teu lado,
doía admitir — ausência não se apaga,
o tempo apenas cala o que é calado
e ensina a dor a descansar na vaga.

Segui meu rumo, outra mão tenho amado,
te contei, e o teu “feliz” soou vago:
era verdade ou gesto educado
pra esconder o indizível, sufocado?

Nunca soube se era defesa ou medo,
a tua condição, teu silêncio espesso;
fiquei — porque isso, ao menos, era afeto.

Hoje amo, e mesmo assim penso no avesso:
se um dia me amaste, guardo o segredo
e peço perdão por culpas que não peço.

Às vezes, a ausência é melhor do que ficar insistindo onde não há reciprocidade.

"A saudade virou poesia; deixou de ser ausência física para tornar-se presença escrita! É como se esse papel fosse um ponto de encontro: você num quarto de motel, nossos corpos a suar, suas mãos a deslizar no meu corpo inteiro, sua boca em cada canto da minha pele. Eu, querendo você por inteiro, rezando para a hora não passar e o nosso momento mágico não acabar. Mal sabia que a hora passou, e tudo acabou! E agora estou aqui, contando essa saudade de amor.
Essa lembrança é de algo que ainda queima como fogo, uma daquelas saudades que a gente guarda no peito como um segredo. É o tipo de saudade mais perigosa e, ao mesmo tempo, a mais viva. Aquela que não precisa de ninguém por perto para incendiar o pensamento; basta fechar os olhos e o calor volta exatamente onde parou.
Manter esse fogo aceso ajuda a aliviar o peito ou só faz a vontade de reviver o momento aumentar ainda mais? Não sei, só sei que hoje está doendo; a saudade está maltratando demais da conta.
'Podemos não ter nosso final feliz', mas 'o nosso amor é eterno', independentemente de onde cada um esteja ou com quem esteja; uma dimensão onde nós seremos sempre um do outro."
Autora: Alessandra Santiago
Data: 13/03/26