Ausencia William Shakespeare Amor
Labirinto de Espelhos
Traga-me amor e eu te mostrarei a ausência; traga-me ódio e eu te entregarei o desprezo. Mostre-me quem você acredita ser e eu te revelarei a infinidade de versões que posso assumir para te confundir. Enquanto você se ancora em definições estáticas, eu habito a variável. Eu me transmuto conforme a conveniência do nome pelo qual desejo ser invocado, um camaleão de intenções ocultas sob a superfície do óbvio.
Sou o ruído branco que preenche os vácuos da conversa. Você ouve o necessário, aquilo que sua mente consegue digerir, mas jamais decifra o que foi silenciado entre as sílabas. Minhas palavras são iscas, nunca o banquete.
Como um oceano que desconhece a paz, não ofereço margens seguras. Sou a inquietude das águas profundas, onde as ondas não obedecem ao vento, mas brotam e fornecem ao comando do meu próprio caos interno. Não há um lado certo para o impacto; a maré sobe onde eu decido que o solo deve ser submerso.
Sou o espelho que não reflete a imagem, mas a distorce até que você não reconheça o que projetou. Minha essência é o movimento perpétuo de quem aprendeu que ser qualquer coisa é a única forma de não ser ninguém. No final, você encontrará apenas o rastro da espuma na areia — o sinal de que estive lá, sem nunca ter se deixado capturar.
Silvio Jr.
“Nada permanece sem equilíbrio. Até o amor, quando demais, pode sufocar e precisar de ausência para continuar.”
O amor verdadeiro não cobra presença, entende ausência.
Não exige explicação, oferece oração.
Quando aprendemos a acolher, em vez de julgar, o coração encontra descanso.
Não há nada de errado na saudade, na flor, no silêncio e na dor. O erro está na ausência do meu amor.
NA AUSÊNCIA DO AMOR:
BY: Harley Kernner
Neste Dia dos Namorados, para quem ainda não tem um amor ao lado,
resta a certeza de que o que a alma mais precisa
é um abraço que fala sem palavras.
Um abraço onde não há a pergunta:
“Por que nos amamos tanto assim?”
Não há pressa de ir embora,
nem cobrança por chegar tarde,
nem por ter amado de um jeito diferente no passado.
É um abraço que envolve por inteiro,
onde se escuta o sussurro dos corações
num desejo que dispensa explicações.
Sentimo-nos inteiros em nós mesmos,
mas ainda assim vazios do amor que nos completa.
A ausência desse amor o ÉROS deixa um vazio que pode ser medido por dez essências fundamentais:
ESSÊNCIA: aquilo que dá sentido, cor e vida aos seus dias.
INSPIRAÇÃO: quem desperta o melhor de você para escrever, sonhar e crescer.
REFÚGIO: o lugar onde o coração encontra paz, segurança e carinho.
PARCEIRA: quem caminha ao seu lado, nos momentos bons e difíceis.
LUZ: que ilumina os dias escuros e traz alegria até nas coisas mais simples.
METADE: não no sentido de ser incompleto sem ela, mas de formar um todo mais bonito juntos.
SONHO REAL: aquilo que parecia distante e se torna presença viva e verdadeira.
TESOURO: algo raro, valioso e que merece ser cuidado com todo o carinho.
PAZ: mesmo em meio ao caos, a sua presença traz tranquilidade para a alma.
MOTIVO: uma das razões para sorrir, para acreditar e para querer ser uma pessoa melhor.
Harley Kernner
Arquitetura de Poesias e Crônicas
A morte é uma despedida física, mas o amor é um laço que nem o tempo, nem a ausência conseguem romper.
Não chore porque acabou, sorria porque aconteceu e porque a luz dessa pessoa agora brilha dentro de você.
Onde o corpo não pode mais estar, a lembrança faz morada eterna.
SerLucia Reflexoes
"O amor não é a ausência de falhas dentro da família; é a decisão de permanecer unido apesar delas. E quando Cristo está no centro, a graça sempre será maior que as feridas."
O choro que só nasce na perda não prova o amor, mas confessa a ausência dele; quem não cultiva a presença, apenas lamenta o vazio.
Desapego não é ausência de amor.
É a decisão de não se diminuir para mantê-lo.
Amadurecer emocionalmente é aceitar três coisas duras:
Nem todo sentimento vira reciprocidade.
Nem toda conexão vira permanência.
Nem todo valor é reconhecido por quem o recebe.
O erro comum é tentar “ensinar” o outro a perceber.
Mas percepção não se força. Ou a pessoa alcança, ou não.
A carência veste a saudade de amor. A esperança veste a ausência de interesse de paciência. E o coração, teimoso como só ele sabe ser, completa sozinho as partes da história que nunca aconteceram.
Em cada verso que escrevo,
Penso em você.
Tudo o que faço
Me lembra o teu amor.
Sua ausência agora dói,
E já não há retorno...
Entre nós,
Não existiu um “felizes para sempre”,
Apenas um sincero:
“Foi bom enquanto durou.”
Talvez o amor divino não esteja na ausência da liberdade, mas justamente na sua existência. Porque um amor verdadeiro não controla, não escraviza e não obriga. Ele permite a escolha. E é exatamente por isso que podemos praticar a bondade, mas também podemos praticar a crueldade.
Amadurecer também é compreender que o amor não exige a ausência de limites.
É possível amar sem apressar compromissos. É possível cuidar sem assumir a responsabilidade pela vida do outro. É possível perdoar sem devolver o mesmo acesso ao coração. E é possível sentir carinho, gratidão e respeito por alguém, mas ainda assim dizer: “Até aqui.”
Durante muito tempo, essas atitudes podem parecer contraditórias, como se estabelecer limites fosse incompatível com o amor. Mas não é. Na verdade, essa é uma das maiores expressões de maturidade emocional: entender que o afeto não elimina a necessidade de preservar a própria paz.
Há pessoas que possuem um dom precioso: enxergam o melhor nos outros. Isso revela sensibilidade, esperança e generosidade. No entanto, essa mesma qualidade pode se tornar um risco quando faz com que idealizemos quem alguém pode ser e deixemos de observar quem essa pessoa realmente escolhe ser.
Os sentimentos revelam aquilo que o nosso coração deseja.
Mas é o tempo que revela o caráter, as intenções e a constância de alguém. São os fatos, as escolhas e os comportamentos repetidos que mostram quem uma pessoa verdadeiramente é.
Por isso, não permita que a intensidade dos seus sentimentos silencie a sabedoria da realidade.
O coração pode indicar o caminho que deseja seguir.
Mas é o tempo que confirma se vale a pena permanecer nele.
Alexsándra Duárte
O ser humano consegue suportar
quase todas as dificuldades da vida.
Mas a ausência do amor
não apenas o faz sofrer.
Ela também o afasta daquilo
que o torna verdadeiramente humano.
... E a solidão interior faz morada.
“Amar não significa ausência de esforços. Pelo contrário, o amor verdadeiro nos ensina que aquilo que vale a pena construir também vale a pena cuidar, ajustar e reconstruir quando necessário.”
