Ausencia William Shakespeare Amor
O único remédio que faço uso é laxante vez ou outra. E olha que interessante: quem mente sobre a minha vida evacua até pela boca.
Pela Essência
Pode existir um mundo diferente
Que só depende de cada um
Para descobrir em frente
No qual nenhum senso comum
É capaz de revelar
Mas onde é meu lugar.
Ontem chegaram mensagens suas
Já nem quis saber
Estou interessado por novas orbitas
Daquelas que intolerantes não podem compreender
Sem antes se libertarem
Das amarras em que crêem.
Vivi tanto tempo
Controlando o incontrolável
Que será improvável
Impedir tal momento.
Quando esse chegar
Nada irá me segurar.
Não ficarei aqui parado
Mantendo apenas a aparência,
Quero viver noutro estado
O da minha essência.
E caso achem errado
Lamento, não nesta consciência.
Agora, vou partir
Naquele disco colorido,
Ele sempre esteve ali
Esperando ser mais nítido.
Querendo ir me visitar
Uma nave virá
Basta você se libertar.
Querendo você também viverá
Uma existência real
Onde a sua essência prevalecerá.
Deus me livre saber que gente hipócrita simpatiza comigo. Eu quero que os hipócritas sigam me odiando.
O que temos de concreto é a vida nesse plano. Todo resto é especulação. Milhares delas. Certas ou não, mas nada além de especulações.
O espaço utilizado nos pensamentos para refletir e produzir algum conteúdo é muito grande. Não restam cômodos para a solidão habitar.
Sou sobrevivente
Não só de um acidente,
mas sobrevivente de mãos criminosas, de serpentes ardilosas na sequência.
Sobrevivente de incontáveis tipos de violência
dessa mesma gente prepotente que de elegante
só busca a aparência.
