Ateu
O ateísmo sem humanismo é apenas um deserto vazio; o verdadeiro ateu não nega a Deus para ficar sozinho, mas para finalmente encontrar o HUMANO.
Ateísmo implica materialismo; materialismo implica humanismo; logo, a ideia de um ateu de direita é uma contradição em termos.
Dizer que o ateu nega a deus para pecar é o mesmo que dizer que o crente aceita a deus para não pensar; a descrença não nasce da vontade de errar, mas da recusa em fingir que sabe o que ninguém provou.
O religioso que invade um grupo ateu para pregar revela mais do que imagina: um enorme vazio existencial, dúvidas profundas e desespero. Quem de fato tem fé não precisa gritar, o silêncio lhe basta.
Se alguém se declara "ex-ateu" e não apresenta nenhuma prova de que já defendeu o ateísmo, isso pode ser apenas uma mentira, e uma forma de chamar atenção!
Quando o crente declara que o ateu só é coerente quando está calado, isso não é argumento, mas uma tentativa de coerção psicológica por meio da raiva. A religião é uma ideologia política, o ateísmo também é uma ideologia política; portanto, ambos têm o direito de discutir e se expressar.
O fanático chama o diabo de primeiro ateu e vê em cada ateu moderno uma desculpa para ampliar sua intolerância e sua cegueira intelectual.
O fanático vê no ateu a prova de que precisa ser ainda mais fanático. Na mente extremista, o ateísmo apenas reforça a loucura que chamam de fé.
O ateu não luta contra deus, mas contra aqueles que se escondem atrás dele para dominar e oprimir a sociedade.
Se todos somos simulações da mente divina, o ateu é a consciência crítica que sussurra para deus: "Você errou feio nisso".
