Ate o Mel mais Puro em um Recipiente

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..UFA!... Cá estou eu a fazer mais um aninho e a ficar mais jeitoso, hoje mais feliz que ontem! é ter o sonho de ontem realizado hoje!.

Uma explosão de cores. Um carnaval, em forma de homem, desfilando na imensa Sapucaí da vida! E o sorriso tá lá!

Um dia vou contar aos meus netos a pessoa incrível que eu conheci, caso você não seja vó deles. Não custa nada te lembrar do futuro que quero para nós.

Eu posso viver sem você. Só vai ser um pouco mais chato, mas nada que eu não possa aguentar.

No homem só não mais existirá esperanças, quando nele não mais existir um ideal.

EU SOU MAIS EU...

A camada ficou por um triz
um fio, uma pena, um incolor verniz
A fina camada de gelo trincou
o fio era invisível 'quase' arrebentou
e só após três dias o gelo esquentou.
Esperei tanto.
Por que você não chegou?
O bafejo de um novo dia
provocou-me náusea, azia...
Até o espelho que tanto gosto
Sentiu dó de mim, depois desgosto...
Nem me venha com ladainhas,
parolas, enrolações ou orações.
Eu fui. E fui sozinha!
O que antes aceitava me deu asco
e o que poderia ser tudo - um fiasco
Não me conte nenhuma mentira
no crivo de minha mira; sátira vira.
Não me venha com seus problemas
Invente! Tente escrever poemas.
Tente aprender a conjugar como eu
eu fui, eu vou, eu sou mais eu.

Eu, no meu sentimento mais intimo guardado no fundo do meu coração, tenho um orgulho absurdo de ser quem eu sou. Não que isso me torne melhor que alguém, mas me fez diferente o que é o mais importante. Também não vou dizer que é fácil, e que nunca tive vontade de desistir, de largar tudo e ser só mais um, mas não! Vale muito mais a pena continuar. "Você é jovem, mas é obstinado e está focado em um sonho, isso fará toda a diferença para o seu futuro." Essa frase segue meus dias me inspirando diante das criticas, da inveja, da raiva, do rancoroso, essa frase resume quem eu sou... E tudo isso me inspirou a ser feliz, a respirar com calma, a pensar com tranquilidade, analisar as opções e manter-me focado nos meus sonhos, pois somente o futuro é capaz de me proporcionar o presente que realmente desejo.

Que ver um monte de gente se afastar de você, te achar chato e insuportável? Comece a falar a verdade. Apenas isso. Fale a verdade em todos os sentidos da vida. Nada cria mais inimigos, do que o simples fato de falar a verdade.

Incrivelmente me vejo em uma reviravolta, princípios tolos que tomei para mim em um momento que me parecia útil, mais agora percebo que todos aqueles princípios me fizeram chegar onde estou, mais que hoje já não me servem mais de nada,ou melhor apenas de experiência, percebo que o orgulho que adquiri em todo esse tempo mais me atrapalha do que me ajuda, orgulho tolo que me faz aprender machucando-me, assim encurralando-me em um túnel do qual não consigo sair, orgulho do qual não sinto lisonjeamento algum de me apossar dele, orgulho do qual alguns se vangloriam de ter consigo mais com o passar do tempo vêem percebe que tudo foi apenas uma mera ilusão.

Corvo

Pelo fúnebre âmago e mortiço, exalo pela língua bifurcada de um enfermo, resmungos amargos de um moribundo idiota... Apenas flagelos de uma mente turva e onusta de angústia e um olhar agourento, desprovido do alento que se diluiu em desalento, gotas mornas transbordam os umbrais de minhas janelas... deixando minhas pálpebras orvalhadas, apenas um momento, mórbido e melancólico, enuviado de alusão... o que foi embora... e olhar nefasto do corvo, tão sagaz e lúgubre, já me espreita sem demora, na ânsia de me libertar e no pesar me devora.

(Inspirado no poema de Poe; O Corvo)

⁠"Torne mais feliz o dia de alguém.
Uma mensagem, uma palavra, um abraço... gestos que farão que o Sol não queime, que a água da chuva não incomode, que a topada não libere aquele palavrão. Faça a diferença no dia de alguém. Receber gentileza faz bem para o espírito e gera um ciclo de paz e gratificação."

⁠A vitória, nada mais é que uma parte de um todo, de vários fatores que nos leva à conquista!

"" A paixão é a química de uma imagem em um cérebro pronto para se viciar, o amor é um vício que o coração insiste em cultivar...""

Não quero entrar em longos devaneios, e nem romancear demais, acabando por desenvolver aqueles sintomas tradicionais de quem acha que deve fazer um telefonema, mas não lembra direito do rosto da pessoa com quem quer falar. Muito porque sou um ás em colocar rostos fictícios em corpos de pessoas reais, em repassar na lembrança imagens violentas de um amor inventado, e sempre acabo vivendo todo o romance e sua sequência de fatos dentro da minha cabeça, sem conseguir ver que lá fora tudo ocorre como num desastre em decomposição.

Inserida por thaucamargo

Confiar demais, me entregar demais e acreditar demais...
...os mesmos e inevitáveis defeitos, sempre.

Inserida por FernandaTR

Há uma confusão dentro de mim, até por não saber o que está acontecendo, talvez nem queira saber..

Inserida por MelLived

Se cair a gente levanta
Mulher sim,
Negra sou,
Punhos serrados até o fim
Meu tempo é agora.

Inserida por pensador

"Eu até gostaria que fosse menos, mas o fato é que já faz seis anos. Na época, eu cursava jornalismo na UCPel, e tinha um mundo inteiro para descobrir (sempre se tem, não é mesmo?). Minha vontade era clara: queria trabalhar com jornalismo escrito e fugia do assunto quando me diziam que eu tinha que ir para a televisão, como âncora de algum telejornal. Sempre gostei das palavras e de como elas informam com liberdade. Acho que ler para saber é sempre mais livre e rico do que ouvir ou do que ver. E talvez essa ideia venha desde o tempo da escola, quando a professora chegava, escrevia um fatídico primeiro parágrafo no quadro e terminava com insuportáveis reticências. E a turma ainda tinha que ouvir: - “Sejam o mais criativos possível!”. Eu sentia uma frustração terrível quando percebia que a minha criação só começava depois dos três pontinhos. Hoje escolho as palavras com a cerimônia de quem escolhe feijões na mesa da cozinha. Liberdade caça jeito, já dizia o poeta.
Mas agora é totalmente diferente. Não estou na faculdade, muito menos na escola, estou pedindo licença para retornar, para retomar o que eu deixei quando parti de Pelotas.
Enquanto cursava a faculdade, mandava textos para este jornal e, para a minha surpresa, depois de um tempo insistindo, eles foram publicados. E era uma felicidade imensa poder "me ler" no jornal da cidade. Era uma sensação de ganhar outros que compartilhassem ideias, um anonimato da imagem. Ser esmiuçada em palavras sempre me envaideceu mais do que comprar um vestido de festa.
Na adolescência, tive a oportunidade de deixar o Sul para desbravar outras fronteiras. E como nessa época, geralmente, a gente acredita que precisa sair do lugar para ir mais longe, eu aceitei.
Fui me despedindo aos poucos de cada pessoa que era importante para mim. Quando partimos, nunca sabemos quando (e se) um dia voltaremos. Faz parte da poesia de ir embora, fantasiar um voo sem trégua.
E nunca esqueço quando o jornalista Clayr Rochefort, então diretor de redação deste periódico, me desejando tudo de melhor, mas quase como quem exige uma promessa, recomendou: “Só não deixe de escrever!”
Noite dessas, no meio de um aniversário, recebo a ligação da minha mãe. Achei um canto onde eu pudesse ouvi-la e ela disse que seria breve. Queria apenas me contar que, reformando a casa, teve que desmontar um armário e, numa caixinha, encontrou meus primeiros brinquedos de infância, a roupinha que eu usei com apenas 24 horas de vida, ao sair do hospital, o primeiro lençol da minha cama de “adulto”. Quando minha voz falhou, coloquei a culpa na telefonia. Não seria fácil justificar algumas lágrimas de saudade numa noite de festa. Mais difícil ainda seria conseguir estancá-las. Saudade das origens é um tipo que não tem cura.
Mesmo que algum tempo tenha passado, eu continuei a escrever e hoje, com grande alegria, anuncio a minha frequência a ser debulhada nessas páginas tão familiares.
É que mesmo que a gente voe pelo mundo, encontre outras línguas, outras culturas, outros cheiros e amores, sempre fica num armário guardado, na cidade que nos embalou a meninice, bastante do que fomos. E, principalmente, aqueles que continuam nos vendo com os mesmos olhos de antes. Raízes, rio que sempre corre, mesmo quando a chuva estia, obrigada por terem me deixado ir e, sobretudo, por terem me lembrado de voltar."
Publicado pelo Diário Popular de Pelotas.

Inserida por Naynayzinha

Eu até gostaria que fosse menos, mas o fato é que já faz seis anos. Na época, eu cursava jornalismo na UCPel, e tinha um mundo inteiro para descobrir (sempre se tem, não é mesmo?). Minha vontade era clara: queria trabalhar com jornalismo escrito e fugia do assunto quando me diziam que eu tinha que ir para a televisão, como âncora de algum telejornal. Sempre gostei das palavras e de como elas informam com liberdade. Acho que ler para saber é sempre mais livre e rico do que ouvir ou do que ver. E talvez essa ideia venha desde o tempo da escola, quando a professora chegava, escrevia um fatídico primeiro parágrafo no quadro e terminava com insuportáveis reticências. E a turma ainda tinha que ouvir: - “Sejam o mais criativos possível!”. Eu sentia uma frustração terrível quando percebia que a minha criação só começava depois dos três pontinhos. Hoje escolho as palavras com a cerimônia de quem escolhe feijões na mesa da cozinha. Liberdade caça jeito, já dizia o poeta.
Mas agora é totalmente diferente. Não estou na faculdade, muito menos na escola, estou pedindo licença para retornar, para retomar o que eu deixei quando parti de Pelotas.
Enquanto cursava a faculdade, mandava textos para este jornal e, para a minha surpresa, depois de um tempo insistindo, eles foram publicados. E era uma felicidade imensa poder "me ler" no jornal da cidade. Era uma sensação de ganhar outros que compartilhassem ideias, um anonimato da imagem. Ser esmiuçada em palavras sempre me envaideceu mais do que comprar um vestido de festa.
Na adolescência, tive a oportunidade de deixar o Sul para desbravar outras fronteiras. E como nessa época, geralmente, a gente acredita que precisa sair do lugar para ir mais longe, eu aceitei.
Fui me despedindo aos poucos de cada pessoa que era importante para mim. Quando partimos, nunca sabemos quando (e se) um dia voltaremos. Faz parte da poesia de ir embora, fantasiar um voo sem trégua.
E nunca esqueço quando o jornalista Clayr Rochefort, então diretor de redação deste periódico, me desejando tudo de melhor, mas quase como quem exige uma promessa, recomendou: “Só não deixe de escrever!”
Noite dessas, no meio de um aniversário, recebo a ligação da minha mãe. Achei um canto onde eu pudesse ouvi-la e ela disse que seria breve. Queria apenas me contar que, reformando a casa, teve que desmontar um armário e, numa caixinha, encontrou meus primeiros brinquedos de infância, a roupinha que eu usei com apenas 24 horas de vida, ao sair do hospital, o primeiro lençol da minha cama de “adulto”. Quando minha voz falhou, coloquei a culpa na telefonia. Não seria fácil justificar algumas lágrimas de saudade numa noite de festa. Mais difícil ainda seria conseguir estancá-las. Saudade das origens é um tipo que não tem cura.
Mesmo que algum tempo tenha passado, eu continuei a escrever e hoje, com grande alegria, anuncio a minha frequência a ser debulhada nessas páginas tão familiares.
É que mesmo que a gente voe pelo mundo, encontre outras línguas, outras culturas, outros cheiros e amores, sempre fica num armário guardado, na cidade que nos embalou a meninice, bastante do que fomos. E, principalmente, aqueles que continuam nos vendo com os mesmos olhos de antes. Raízes, rio que sempre corre, mesmo quando a chuva estia, obrigada por terem me deixado ir e, sobretudo, por terem me lembrado de voltar.

Publicado pelo Diário Popular de Pelotas.

Inserida por melfronckowiak

A gente percorre vários caminhos até achar o nosso.

Inserida por JPFroncker