Ate o Mel mais Puro em um Recipiente

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A maior prova de amor, é aprender a ter paciência e entender a pessoa amada. É estar ao lado um do outro mesmo que tudo se desmorone, é esperar o tempo certo pra todas as coisas, e saber suportar a estrada mais escura... Pois Ele jamais acaba!

Sem dúvida foi um sonho curioso, minha querida; agora vá correndo tomar o se chá, está ficando tarde.

Dedicatória

Cruz
Que este livro galante,
ante
Teus olhos, lembre um dia,
Quem to oferece nesta
Festa
De anos e de alegria.

Pequeno ele é e modesto.
Mesto
Quase sempre e tristonho;
Não roubará, no entanto,
Quanto
Tens de ilusão e sonho.

Aquela, que hás de agora,
Hora
Tirar (sem percebê-lo),
Das que em teus anos verdes
Perdes;
Não perderás ao lê-lo.

Lê com vagar. Repara
Para
A beleza do verso;
Vê como o vate ardente
Sente
O mundo tão diverso!...

Mas, que não te entristeças;
Nessas
Linhas, não há verdade.
Vive sempre a florida
Vida
Entre a felicidade.

Mário de Andrade
ANDRADE, M. Poesias completas: Volume 2, Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2014

Entre o medo de agir e a coragem de enfrentá‑lo existe um abismo assustador, e é nessa travessia que não apenas descobrimos quem realmente somos, mas também revelamos nossa determinação diante daquilo que desejamos.

"O que o outro pensa é um imposto que eu decidi parar de pagar."

um "adeus" inesperado(╯︵╰,)


Eu só quero pedir desculpa por não ter sido suficiente o bastante para ter você.

O único pré-requisito para a autoconfiança é um sentimento de autocrença (acreditar em si mesmo).

Não existe apenas um caminho.
Escolhas nos esperam em cada amanhecer.
Há quem sabe decidir o que buscar.
Há quem prefira o tanto faz.
É aí que os homens se separam dos meninos: há meninos maiores de idade e homens na adolescência; a razão é que quem sabe o que quer não teme ao que vier, e quem não sabe o que quer, culpa o destino por não ver acontecer o que espera.

Um cristão perde a essência do cristianismo quando julga e condena.

Um governo deve sair do povo como a fumaça de uma fogueira.

Para a art pop, de uma maneira simbólica, eu me coloquei em frente a um espelho, tirei minhas roupas, depois minha maquiagem, depois minha peruca, vesti um macacão preto e disse a mim mesma: "Agora você tem que provar que pode ser brilhante sem tudo isso".

Essa nova geração de jovens se sente depressiva por não ter tido sucesso em uma paquera, um jogo, um obstáculo. Hoje em dia tudo é motivo pra suicídio e muito mais. Mas vale ressaltar que dramatizar tua vida, não vai te fazer ficar forte ou fazer com que as pessoas tenham pena de você. O mundo todo é egoísta, se tu morre hoje - Amanhã já não ligam mais. Então viva, mesmo que for pra encher o saco de quem não te tolera, mas viva. Viva pra deixar uma história e não pra perder uma vida inteira.

Há pessoas que não merecem nem um minuto do seu tempo, portanto não perca tempo, em um minuto tudo pode acontecer !

Não sou espelho, não reflito, não repito. Sou um bom livro, páginas envelhecidas e uma boa história.

O Recreio

Na minha Alma há um balouço
Que está sempre a balouçar ---
Balouço à beira dum poço,
Bem difícil de montar...

--- E um menino de bibe
Sobre ele sempre a brincar...

Se a corda se parte um dia
(E já vai estando esgarçada),
Era uma vez a folia:
Morre a criança afogada...

--- Cá por mim não mudo a corda,
Seria grande estopada...

Se o indez morre, deixá-lo...
Mais vale morrer de bibe
Que de casaca... Deixá-lo
Balouçar-se enquanto vive...

--- Mudar a corda era fácil...
Tal ideia nunca tive...

Eu cansei. Mas olha, podemos combinar o seguinte: Eu descanso um pouquinho, depois você volta para terminar de quebrar os poucos pedaços que sobraram da minha consciência e do meu coração, certo?

um amor que não se quebre
com o peso de uma discussão
é o que desejo, é o que eu mereço

A FORÇA DE UMA GOTA .......

Tudo começou no ano de 1973, precisamente no dia 05 de maio, um sábado de outono, naquela época as estações eram bem definidas, sabíamos exatamente em qual delas estávamos, verão fazia calor, inverno fazia frio, primavera florida com temperatura amena e as folhas caiam das arvores por causa do vento do outono...

Naquele sábado como em todas as tardes, eu uma garota de quase dez anos de idade, saia no alpendre da minha casa com a minha bicicleta vermelha Caloi, isto mesmo naquela época a maioria das casas não tinha garagem, então o espaço coberto entre a casa e a calçada chamava-se alpendre, com muro baixo e portão pequeno.

Aquele sábado foi diferente de todos os outros dias, alguém ,ou melhor, um garoto havia invadido meu espaço para andar de bicicleta, isto mesmo invadiu porque aquela calçada com um pequeno trajeto de uns 15 metros até a árvore era minha por direito, afinal eu morava ali desde os 3 anos de idade, como ele ousava andar com sua bicicleta azul no meu espaço sem me pedir permissão..., fiquei com cara de boba, frustrada, entrei com a minha bicicleta pra dentro de casa porque alguém que eu nem sabia o nome tinha roubado a minha rotina de todas as tardes..., fazer o que, o jeito foi brincar de boneca.

No domingo novamente, o mesmo invasor estava lá pedalando, se deliciando usando aquilo que era meu, a calçada!!

Durante aquele final de semana ouvi minha mãe comentar com meu pai que tínhamos novos vizinhos, conclusão o invasor era meu vizinho!!

A surpresa maior foi na 2ª.feira já de manhã, precisamente as 7hs, 4ª.série do primário, primeiro ano de um projeto pedagógico onde as 4ª.séries teriam 03 professores para que assim fossemos preparados para o ano seguinte (5ª.série) onde teríamos cerca de 07 professores. Formávamos duas filas no pátio, uma de meninas e outra de meninos, uma ao lado da outra, eu como uma das mais altas ficava no final da fila, e quando olho para o lado quem eu vejo na fila dos meninos da minha classe, ele o invasor de calçada, que me deu um sorriso meio encabulado (hoje sei que ele sempre está sorrindo..) e eu mais encabulada ainda, mesmo morrendo de vergonha e sentindo corar o meu rosto retribui. Toca o sinal no final da aula, hora da saída da escola, como éramos vizinhos o caminho que era curtíssimo até as nossas casas seria o mesmo, bastava atravessar a praça e já estávamos em nossos lares. Não me lembro direito de como ocorreu, só sei que daquele dia em diante e durante os próximos 16 meses nos tornamos inseparáveis, nos estudos, nas brincadeiras, dividindo até a calçada...., éramos cúmplices, amigos, enamorados, apaixonados e qualquer outra palavra que possa descrever um encontro de almas, estávamos juntos todos os dias das 7horas da manhã até a hora de dormir. Brincávamos de tudo, brincadeiras de meninos e meninas, havia um consenso silencioso e nato entre nós... tínhamos nossas filhas que eram duas galinhas a Pipa e a Dita quando brincávamos de casinha, inclusive a Pipa foi dada a ele por mim... e o mais interessante que tínhamos a conivência de nossos pais que gostavam de nos ver sempre juntos, eu até comecei a comer feijão que eu detestava e não fazia parte do meu cardápio por causa dele, o invasor.

Hoje mesmo forçando minha memória que não é das piores, não consigo me lembrar a data correta destes 16 meses que literalmente nos misturamos, nos tornando um só. Lembro-me apenas que assistimos a um filme, à tarde na TV e que o casal de garotos da história fazia um pacto de sangue, furando o dedo e colocando um dedo sobre o outro para que o sangue se misturasse. Comentamos o fato no dia seguinte com o meu irmão, ah o maluco do meu irmão que não pensou duas vezes e nos perguntou se queríamos fazer o pacto igual ao do filme, acho que nem tivemos tempo de responder e lá estava meu irmão com uma faca de cozinha com a ponta bem fininha furando o meu dedo e o dedo do “invasor” que naquela altura já era o meu melhor amigo, namorado e tudo que descreva querer estar junto com alguém todo o tempo, dizendo as palavras “eu os uno em pacto de sangue”!

Passaram-se 39 anos deste fato e tenho plena certeza de que aquela pequena gota de sangue entrou em nossas veias, percorrendo nossas artérias e vasos, indo direto aos nossos corações, oxigenando nossos cérebros e todo o nosso corpo como se fosse um “veneno” do bem..., uma pequena gota que se misturou com todo o sangue de nossos corpos e que passou a fazer parte do nosso organismo como um todo.

A força dela fez com que apesar de tanto tempo longe um do outro, sem noticias, vivendo de hipóteses e apesar de todas as condições e situações que vivemos durante esses anos sem nos ver, se apagassem, pois sempre fizemos parte um do outro, nunca esquecendo do que vivemos lá em 1973 e tendo a certeza e a esperança lá no fundo do coração que um dia a vida nos resgataria e faria que nos reencontrássemos para continuar a nossa história juntos até o final dos tempos, pois apesar de SER APENAS UMA GOTA DELE QUE ENTROU EM MIM E UMA GOTA DE MIM QUE ENTROU NELE, EXISTE MUITO, MAS MUITO MESMO DELE EM MIM E MUITO DE MIM NELE.

Em um automóvel, a vida é menor que o carro, já em uma bicicleta, a vida é maior que o veículo.

⁠Você não pode olhar só o que vai mal. Sempre tem como dar um jeito. É só fazer uma força.
(Alegria)