Ate o Mel mais Puro em um Recipiente
O Inferno dos Inquietos
O ser é livre em sua inquietação de desabrochar uma flor
De ser um simples amador contemporâneo do seu cotidiano
Que expõe as suas noites mal adormecidas em pinturas e escrituras
Que destrancam pássaros de prisões e corações trancados dentro de porões
Que condena as suas aflições
O ser humano que não és humano, és apenas ser de sua espécie
Um humano incompleto do mundo e de todo o universo
Que condena a mente para a prisão perpétua do inferno
Rasgando a alma e purificando a áurea desconhecida
Que se esgota de lágrimas e gritos de melancolia de uma jovem menina
O ser deslocado-se de cada espaço do mundo
Traído pelo silêncio de um infinito sem fim
Apodado com padrões e estenótipos dos homens não pensantes
Caminhando-se na estrada do universo dos pobres homens e mulheres
Que pensam em riqueza sem serem nobres e fiéis a sua raiz
Que vomitam esnobações e aberrações de si mesmos
Porém, esquecem que a alma grita depois de rir
A inquietação aflige depois de sorrir como simples apagão
Depois de subir mais um degrau da escada de pensamentos
Que lhes condenam na prisão da inquietação do espírito
Em cada último suspiro saído de dentro de cada indivíduo.
Um sonho não se realiza sem existir um coração para sonhá-lo e fazê-lo acontecer em sua vida, transformar, aos poucos é ajudar a construir vidas, areias que futuramente serão castelos.
Todo homem que permita-se conhecer e ensinar é um professor de uma sala de aula, de uma ou várias vidas ao mesmo tempo.
Ser professor é transformar a sala de aula em um cenário de ideias e percursos permitindo os alunos serem protagonistas de suas histórias e o professor o único mestre que dá vida aos espetáculos, docente que sempre fará parte da construção de cada cena de aprendizagem e ensinamento.
Criar não é buscar palavras novas para dar vida a um texto, mas sim, o homem escritor dar vida ao seu texto com o seu próprio talento sem precisar utilizar de outros.
As formas de avaliar o aluno faz do(a) pedagogo(a) se auto avaliar como ele está sendo como um mestre de suas aulas.
O Silêncio dos Gritos
O silêncio nem sempre é calmo e quieto
Ele grita como um homem apanhando, levando chicotadas
E sendo o réu dos chicoteadores
Que silencia a voz do homem que grita
Gritos inquietantes, perturbadores do réu daquela noite
Que lagrima-se ao silêncio da meia noite
És mais um inocente sendo morto pelos cafetões delinquentes
Que tira do homem ser, a sua vida, e leva-se consigo um parabéns
Porém, na próxima noite tem, mais um que gritará
Não irá ser salvo por ninguém, apenas pela inquietude
Do silêncio das cordas vocais que fará daquela noite
Uma meia noite, única para aquele réu
Mas, mais uma para os cafetões comprimem as suas missões.
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