Ate o Mel mais Puro em um Recipiente
É um grande suicídio quando: um aluno, um estudante, um académico, um professor, um filósofo, um instrutor, um formador, um guia, um revolucionário, um patriota, um artista, e um profissional, o ano termina sem ler nenhuma obra literária.
Nós povo angolano, continuaremos a ser um povo especial, enquanto formos ignorantes e conformados com a má governação implementada no país por políticos sem escrúpulos.
CONVERSA DE UM POLÍTICO COM UM FILOSOFO JAKURISTA
Certa vez um político conversando com um filósofo disse: transformei revolucionários em comediantes, críticos em bajus, opositores em seguidores e políticos em marionetes. Usando apenas a manipulação e retorica persuasiva nos meus discursos.
O FILÓSOFO perguntou-lhe: como conseguiste fazer isto?
O POLÍTICO, respondeu: eles ficaram excitado pela soma do valor da proposta, por isso acabaram por se renderem, porque a moral não satisfaz a fome e muito menos consegue oferecer casa e carro naqueles que a possuem. Dei a eles o que a moral nunca lhes deu... Risossssssssss.
O FILÓSOFO, retrucou dizendo: a moral não pode ser comparada com béns materiais e financeiros e muito menos com riquezas alcançadas neste mundo. Porque a moral ela faz parte da essência espíritual que liga o homem com o Divino. Ninguém pode julgar ninguém, mas estes homens acabaram por se corromperem, por não terem integridade e muito menos prestígio no que concerne ser: homens que não se vendem e nem se compram e nem se corromperem.
O POLÍTICO, disse outra vez: A vida é feita de escolha e oportunidades.
O FILÓSOFO, respondeu-lhe refutando da seguinte forma: Eu acredito em escolha e oportunidades, mas não aceito atitudes, escolhas e oportunidades que vêm para corromper os bons valores e a moral em prol de homens que não têm compromisso com a Pátria e a Nação. Apesar das dificuldades que passamos neste mundo.
Eu enquanto FILÓSOFO, acredito ainda que existem pessoas honestas e verdadeiras, que nunca aceitarão se venderem e muito menos se corromperem ou serem compradas o seu silêncio, porque continuarão a serem verdadeiras e leais com aqueles que lhes apoiam e acima de tudo com o povo que representam e a nação que defendem. Apesar de hoje o dinheiro comprar tudo a sua volta...
Jack Indelével Wistaffyna, se define como um filósofo e não como um revolucionário, pelo facto de ele usar a palavra, a escrita, a reflexão e a sapiência para:
Despertar a consciência crítica, social e analítica.
Questionar a legitimidade dos dirigentes.
Estimular o amor ao próximo isto é: amor a Nação e o povo.
Respeitar e preservar a nossa identidade cultural.
Trabalharmos unanime em prol do País e do bem comum...
COMO DESCOBRIR UM GOVERNO GENOCIDA?
1º Todo sistema que é baseado na ditadura e na opressão transforma o país numa prisão e campo de concentração. É perseguido e odiado todo aquele que pensa e critica o sistema e aqueles que governam. Todos devem ser fiéis e obedientes a um só senhor, que tem o garfo e a faca do país na mão. Ser militante é mais importante do que ser cidadão. A arte é amputada em todas as áreas. Os interesses do partido são mais importantes do que os interesses nacionais.
2º Só é permitido a um determinado grupo ascender e progredir no país. Todo aquele que é próspero e fausto, mas que não faz parte do sistema e do grupo que controla a economia, a política e a cultura, é conspirado contra e eliminado. Quanto ao povo, só lhe resta crer nas falácias dos chefes, que vêm com mel nos lábios dizendo: “as coisas vão mudar, vão melhorar”, “devagar se vai longe”, e os anos vão passando.
3º Todo intelectual é conotado e censurado. Não são bem-vindos nos assuntos de caráter cultural e nacional. São obrigados a compartilhar o seu conhecimento com o povo, através de obras literárias que publicam. São vistos como rebeldes e taxados de revolucionários e arruaceiros. Por esta razão, muitos recorrem ao mercado exterior e internacional. Mas, mesmo assim, não escapam das conspirações que são tramadas contra eles. Apesar das perseguições sem tréguas, muitos conseguem escapar pela intervenção divina. Neste tipo de governo, é mais perigoso o cidadão que lê do que o cidadão fora da lei.
4º A concorrência não é permitida, para que não haja crescimento e progresso dentro da nação e na vida dos cidadãos. Os estrangeiros são os mais privilegiados e bem mimados, sob a condição de que serão cúmplices e marionetes do sistema para oprimir o povo, tanto na política, quanto na economia e na cultura. Porque eles agirão na segunda pessoa, enquanto o patrono nunca precisará dar a cara nem ser combatido pelo povo. Isso ocorre de forma muito camuflada, e quase nunca se vê ou se nota, porque eles baralham o povo a partir das leis que são promulgadas pelos políticos detratores.
5º A juventude é impedida de crescer e evoluir de duas formas:
1º - Prioriza-se mais a construção de fábricas de cerveja do que a construção de novas escolas e campos universitários.
2º - A venda de bebidas alcoólicas chega a ser 10 vezes mais barata do que a venda de manuais escolares, e livros são mais raros e caros do que bilhetes para festas noturnas, farras e maratonas.
Essa política tem como finalidade destruir a camada juvenil, para que um determinado grupo continue a governar o país, e o povo permaneça na pobreza e na miséria. Nas instituições acadêmicas, não é permitido o ensino da Filosofia, Química e Física como carreiras, para que essas áreas não venham a ser uma pedra no sapato daqueles que governam a seu bel-prazer...
Sorte é apenas um substantivo que erroneamente nomeamos os frutos da dedicação a algo que desejamos e trabalhamos pôr.
A vida é como a dança de um chama em ardor, radiante e colorida pelos elementos que se queimam. Prefiro assim, algumas coisas ardem, mas no final me afagam e me aquecem com os ensinamentos.
Sou eu um vaso. Retrato do que às vezes está cheio, derrama ou encontra-se vazio. De barro, frágil e nascido da terra.
Tenho um carretel de memórias afetivas e sempre que possível, solto a linha para que elas possam voar livremente no céu como uma dança, inspirando-me. Ainda sou o menino que fazia pipas.
A importância do umbigo não é para se olhar; ele está lá para nos lembrar que existe um laço entre nós e nossa mãe e, por fim, entre todos os seres humanos.
Assim te desejo, com todo o frescor dos dias quentes, como um líquido refrescante que acalma a alma nos dias frios de inverno. Que seja uma explosão de sabor ao estalar entre meus dentes e um toque teu que me relaxa suavemente, como se me transportasse para um estado de tranquilidade profunda.
Sou eu um vaso, moldado pela mão divina,
À espera de ser preenchido pela vida.
A cada dia, sou preenchido de esperança,
E em mim, as razões da vida são depositadas.
Assim como a terra que me gerou,
Eu sou também um produto do amor e dedicação,
De cada gota de chuva que cai,
E do sol que aquece e me faz firme e me molda.
Sou um recipiente de sonhos e desejos,
De momentos bons e maus, de risos e ensejos,
E a cada fase da vida, sou reinventado,
Pois em mim, um novo destino é traçado.
Às vezes, me sinto cheio de alegria,
E transbordo de felicidade a cada dia,
Em outros momentos, sinto-me vazio,
E busco em mim mesmo o meu alívio.
Mas, como um vaso, sempre encontro um jeito
De me encher, renovar e seguir em frente, sem receio,
Pois a vida é um ciclo que não para.
Sou eu um vaso,
Retrato do que às vezes está cheio, derrama ou encontra-se vazio.
Sou de barro, frágil e nascido da terra.
Navegar, às vezes, é um ato interno. Como florescer: um ato solitário, mas nunca silencioso. Ela fala em cores, em luz, em vida. Nasce para lembrar ao mundo que a beleza é breve, mas poderosa.
Cada sopro da vida carrega um instante que se despede. Momentos que voam leves como sementes ao vento, frágeis, mas cheios de significados. O que parece partir, na verdade, semeia. Porque a vida, mesmo quando vai, deixa raízes em algum lugar.
É uma despedida
Sim... Foi um adeus....
Há alguns anos, eu me apaixonei.
Não por alguém… mas por um instante.
Foi um sorriso.
E nele, algo em mim acendeu como se sempre tivesse estado ali, adormecido.
Houve um abraço.
E, por um breve momento, eu me senti em casa… como se pertencesse a algo que nunca foi meu.
E talvez esse seja o problema.
Às vezes, a gente não se apaixona pela pessoa. A gente se apaixona pelo que sente perto dela.
E eu senti.
Senti muito.
Foram instantes que se prolongaram por mil…
Eu revivi. Eu me encontrei. Eu me perdi.
Sabe aquelas histórias que a gente acha que consegue controlar?
Eu não consegui.
Mas hoje eu entendo…
ele talvez nunca tenha estado nela.
E, mesmo assim, eu fiquei.
Não ao lado dele… mas na sensação.
Porque há encontros que não acontecem no mundo, acontecem dentro da gente.
Mas, ao vê-lo, eu soube. O adeus já existia… antes mesmo de qualquer começo.
E ainda assim, eu quis me enganar.
Ah, como eu queria só mais alguns instantes…
para congelar aquele sorriso que, por um segundo, pareceu meu.
Teve um quase.
Um quase beijo.
Um quase nós.
Mas nunca foi.
E ali, no silêncio entre o que sentimos e o que não aconteceu…
eu vi morrer o que nunca viveu além dos meus mais remotos pensamentos.
Não houve história.
Não houve nós.
Só um sentir grande demais…
para caber na realidade.
E mesmo assim… doeu.
Porque foi real pra mim.
Porque, por um instante,
eu vi em você algo além de mim.
E talvez seja isso…
Algumas pessoas não entram na nossa vida para ficar. Entram só para despertar algo dentro da gente.
E depois… vão embora....
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