Ate o Mel mais Puro em um Recipiente

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⁠Você é apenas um instante na vida das pessoas.
Como quer ser lembrado/a?

Inserida por Paulogabriel

⁠Um povo, do bem, completamente dominado...
Terá um caminhar vagaroso e desesperado...
Seu destino será, sempre, incerto e malfadado...
Pois, os estragos feitos pelo sistema alucinado...
O levará, certamente, para um campo minado!!!
Pedro Marcos

Inserida por PMarcos

⁠Uma boa escrita; é um bom laboratório de filosofia.

Inserida por alan_almeida

⁠Eu serei um eterno mosaico de todos aqueles que um dia amei.

Inserida por alan_almeida

⁠A capacidade humana é uma semente fertil, que um dia foi plantada por alguém.

Quando estiver diante de um problema, lembre-se que diante dele tem uma platéia te esperando...⁠

Se eu soubesse aonde está a virtude de um amnhã, me prepararia hoje para ir ao encontro dela.⁠

Os pais são a moldura ⁠que rodeiam a imagem que é sua criança.
Se é um quadro bonito ou não, depende do prego que sustentou essa moldura.

Inserida por Dimensoes

⁠Esses seus olhos castanhos
Como luas de caramelo,
Que fazem piruetas no meu céu.
Tal qual um caleidoscópio,
rodopiando na minha mente
Como fogos de artifício.
Ah essa saudade que explode
E me rasga o peito como cor viva.

⁠O ser humano é um belo artista, pois Deus o criou a sua imagem e semelhança

Inserida por kise_tetsuya_kise

⁠Não troque a mulher que passou um inferno com você por outra pra passar a fase boa.
Se passou a fase ruim contigo, merece a fase boa também.

Inserida por Darlysson7

⁠vitoria


talvez seja só um reflexo do que nunca alcancei.
se um dia te encontrar —
te reconhecerei?

havia algo insaciável,
a fome me corroía.
me entreguei a camas rasas,
onde o calor de corpos alheios
me deixou de barriga vazia.

(será que sua gengiva é mel?
ou é puro piche?)

procurei no asfalto cinza,
nos vidros pretos
dos carros brancos.
encontrei vestígios dela
em lençóis úmidos,
bordados em amarelo.

segui por caminhos
que não prometiam chegadas.
repetiam-se em silêncio:
cicatrizes que voltam.

e o nome permaneceu —
nas sombras do tempo,
na hipoderme:
gravou.
sangrou.
escorreu.

(meu estômago morreu.
de fome.)

Inserida por rodriguesnutshell

ringue redondo

quero brigar.
te nocautear com um abraço,
te cobrir de porradas de amor,
quebrar tuas costelas com cócegas,
rasgar tua pele com carinhos,
te asfixiar com um beijo,
e te matar de afeto.

odiando você
enquanto beijo

essa boca

que me devora.

Inserida por rodriguesnutshell

⁠provocação II
(um rascunho de pele)


es pa ço
entre nós:
meu
s
u
s
s
u
r
r
o

(quero te machucar de tão bonita que você é)

risca o ar —
seco —
(risco
risos
risco
risos
risco)


---


toque?
(mentira.
só o ar
que você roubou
do meu pulmão.)

(a alça do seu sutiã escapou do ombro por descuido?)


---


sumiço?
(mentira.
só o eco
do meu hálito
na sua boca fantasma.)

(apaguei quatro metáforas aqui: todas mentiam)


---


vontade?
(verdade e,
contra minha vontade,
te xingando
sem maldade
encerro a escrita
te deixando na...)
reticência.

Inserida por rodriguesnutshell

⁠floresta


tal qual um herbívoro
pastaria, lento,
nessa relva úmida —
beberia orvalho
(um doce noturno)
até que a floresta
toda se desmanchasse em chuva.

(e eu, fitófago)

ao morder teu broto
e inundar-me dela,
jamais secarei:
porque após a chuva
fica entre as folhas
o brilho da falta —
água que não evapora.

mas não há fim
para quem bebeu
de tua fonte:
o gosto que
a boca guarda
(não se perde)
— é eterno
como sede.

e teu rio,
que em mim virava mar
brotava até o que não era semente,
na boca de outro herbívoro —
secou.
antes que ele pudesse beber.

(risos)

Inserida por rodriguesnutshell

⁠" Todo cadáver no Monte Everest foi um dia alguém motivado, proativo e fora da sua zona de conforto."

Inserida por guilherme_schmeing

⁠"Não aceites um amor que te prenda, só porque nunca aprendeu a voar."

Inserida por patricia_rodrigues_10

⁠Soneto de Divórcio:

Algo que não estava nos planos
Começou a entrar em pensamentos, um looping qualquer
Parecia que o pálido voltava ao corpo
De tanto desespero que foi as reações

De repente, o amor virou uma poça de lágrimas
O divórcio chegou, a chuva ácida de um relacionamento
A paixão acabou desaparecendo, o amor ficou numa areia movediça
E o divórcio chegou, dominando o centro

Algo que não se esperava aconteceu
Eu realmente não tinha ideia
Do livro que o futuro preparava

O amor ficou pálido, ficou abandonado
Do prédio que se desmoronou, restou apenas pedaços
Pedaços de memórias e recordações do passado

Inserida por danilo_tavares

⁠Certa vez, vi uma mulher sentada sobre um trono feito de espelhos estilhaçados. Ela vestia branco, mas suas mãos estavam manchadas de tinta dourada, e sua boca proclamava nomes que não eram o dela. Ela se dizia noiva, mas já havia se deitado com reis demais, cada um deixando nela uma semente, e de cada semente, nascia um novo nome, um novo credo, um novo dogma, todos clamando por serem filhos legítimos de um mesmo Pai. Mas quanto mais filhos ela gerava,mais distante parecia daquele que lhe prometera o altar. Alguns desses filhos ergueram templos de ouro, outros, púlpitos de ódio. Uns gritavam "graça", outros sussurravam "poder", e muitos aprenderam a vender milagres como se fossem especiarias. Os mandamentos foram escritos em rolos de marketing. As virtudes cardeais tornaram-se decorações de vitral. A caridade tornou-se performance. A temperança, um texto esquecido. A prudência, uma ameaça. A justiça… silenciada. E o Pai? O Pai foi reduzido a slogan. Um nome jogado em guerras políticas, um refém de interpretações convenientes, um pretexto para se construir impérios sobre a fragilidade do rebanho. Quem era a mulher que dizia gerar o sagrado, mas paria o profano? Quem multiplicava em nome do Uno, mas diluía sua essência a cada parto? Quem prostituiu as virtudes e quebrou os mandamentos sem sequer corar?

Inserida por sula_borba

⁠⁠O Eremita

Com lentes tingidas de um brilho sombrio,
Meus olhos, embotados de dor e lágrimas,
Veem o que outros não percebem, no silêncio confinado.
Com olhos que ultrapassam o véu da realidade,
Sou um estranho em minha terra, sem lugar para pertencer,
Amei com a quietude de estrelas esquecidas,
Sonhei com a vastidão de galáxias perdidas,
Mas meu coração é um relicário de esperanças defuntas,
Um navio sem ancoradouro, perdido em um oceano de solitária penúria.
Sou um homem que, em suas próprias marés, se consome e se afoga
E, nas profundezas da mente, se perdeu.

Inserida por GabrieldeArruda