Ate o Mel mais Puro em um Recipiente

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Atravessei o silêncio do cosmos como um objeto errante, só para encontrar em você o meu ponto de colisão. O impacto foi a minha loucura; o resto é o infinito que a gente ainda não escreveu...


DeBrunoParaCarla

A solidão nunca chega fazendo barulho, ela espera, observa cada decepção arrancar um pedaço de quem eu sou, espera o último abraço partir, o último sorriso desaparecer, a última esperança se apagar, então entra sem pedir licença e faz do vazio a sua morada, passei a vida tentando ser o melhor para todos, tentando proteger quem eu amava, carregar dores que não eram minhas, impedir que as pessoas se machucassem, mesmo que, para isso, eu precisasse me despedaçar em silêncio, acreditei que suportar todo o peso sozinho era uma forma de amor, mas cada tentativa de salvar alguém me afundava um pouco mais, até que um dia percebi que havia me tornado exatamente aquilo que mais temia, aquilo que prometi nunca ser, um erro, um peso, uma cicatriz viva, uma lembrança amarga, uma ausência que machuca mais do que qualquer presença, os adeuses vieram um após o outro, e cada despedida levou consigo um pedaço da minha alma, restaram apenas o silêncio, a culpa e uma dor que o tempo nunca conseguiu apagar, descobri que a escuridão não é apenas a falta de luz, ela é um lugar onde meus arrependimentos respiram, onde minhas lembranças sangram e onde a minha culpa aprende a chamar o meu nome, quando a noite cai e o mundo inteiro se cala, eu sinto aquela presença voltar, o ar fica pesado, o frio atravessa a minha pele como se alcançasse a minha própria alma, então uma mão gelada toca o meu rosto com uma delicadeza cruel, como quem reencontra alguém que nunca deixou de esperar, não existe ódio naquele toque, não existe violência, apenas uma ternura inquietante, como se a própria escuridão estivesse me acolhendo em seus braços, ela se aproxima do meu ouvido e sussurra com uma calma que me assusta, eu sabia que você voltaria, você tentou fugir de mim, tentou salvar todos, menos a si mesmo, carregou culpas que não eram suas, destruiu a si mesmo tentando impedir que os outros sofressem, lutou para ser alguém melhor, mas acabou se tornando tudo aquilo que mais temia, agora pare de lutar, pare de fugir, ninguém mais vai carregar essa dor com você, ninguém mais vai voltar para buscá-lo, eu sou a única que permaneceu, eu nunca fui embora, apenas esperei você se cansar, eu voltei para você, e desta vez não vou abandoná-lo, porque, no fim de toda culpa, de toda dor, de toda despedida, quando todos se vão e até a esperança desiste de você, restamos apenas eu e a escuridão, caminhando lado a lado, como se sempre tivéssemos pertencido um ao outro

eu me sinto como um pássaro que não só teve as asas cortadas… mas como se tivessem arrancado pela raiz, deixando feridas abertas que nunca cicatrizam, como se cada batida do coração fosse um lembrete de que algo essencial foi perdido, algo que nunca deveria ter sido tirado e isso dói de um jeito que não cabe em palavras, dói como se o ar pesasse, como se respirar fosse um esforço, como se existir tivesse se tornado um castigo lento, porque não é só sobre não poder mais voar é sobre olhar pro céu e sentir ele distante, frio, inalcançável, é sobre lembrar, e ao mesmo tempo começar a esquecer, como era ser livre, como era sentir o vento, como era subir cada vez mais alto sem medo, sem limites, sem essa dor cravada no peito e o pior… o pior é sentir que isso está escapando, que aos poucos a memória vai se apagando, que um dia talvez eu nem lembre mais como era voar
e então nem a dor vai fazer sentido, só vai sobrar esse vazio estranho, esse silêncio pesado, essa existência quebrada, é como se eu estivesse preso em um corpo que ainda vive, mas tudo que fazia ele ter sentido já não está mais aqui, e agora não resta escolha eu preciso aprender a viver assim com essa dor que não grita, mas corrói, que não sangra por fora, mas dilacera por dentro, que maltrata, desgasta, consome… devagar, todos os dias, como um pássaro que ainda olha pro céu…mesmo sabendo que nunca mais vai voltar pra lá.

O bem e o mal são interconectados, um não pode existir sem o outro, faz parte do mecanismo universal do funcionamento da Vida. E apesar do aparente domínio do mal em certos contextos, o bem sempre se impõe como força predominante na trajetória da humanidade. O mal gera o bem e vice-versa. Essa conexão é evidente em muitos aspectos da vida, como a forma como doenças impulsionam a busca por curas e erros que abrem caminhos para o bem.

“Altrove” - Um Lugar Que Abriga O Essencial, Onde Até A Alma Se Sente Bem-vinda

“Altrove”. Felizmente, eu descobri há pouco a existência dessa palavra, de origem italiana, que significa “em outro lugar”. Mas o que mais conseguiu chamar a minha atenção de poeta foi a interpretação poética e profunda que pode cair sobre ela: a idealização pessoal a respeito de algo utópico ou possível, para não ser alguém estagnado; que supra, de alguma forma, a necessidade de ir para lugares reais ou fictícios, que tragam a vitalidade que causa um efeito contínuo em cima da normalidade.

Finalmente, o véu do impossível será afastado e o bom senso do Autocuidado será usufruído de um jeito mágico, capaz de transformar o vazio em quietude, um caminho de aparente solidão em uma oportunidade de desfrutar da própria solitude e qualquer outra transformação que for sensata; seguindo com passos, imaginação, sonhos e sentimentos nostálgicos — cada meio estará voltado para uma direção necessária que deixará o coração avivado, em um breve equilíbrio, onde a realidade e o imaginário se abraçam.

Faz chegar até um portal que pode levar para o desconhecido, que exige o ímpeto de se aventurar, de enxergar além de um olhar superficial, percebendo os sentidos, aquilo que é essencial, nada previsível; uma rota de fuga da mesmice do cotidiano; um destino para a alma descansar; um momento acolhedor e seguro como um abrigo; mais do que satisfazer uma grande vontade de viajar; que ultrapassa os limites de um espaço físico — “em outro lugar”. Que aquela “Altrove” permaneça existindo, inclusive na cena que uma foto consegue registrar.

Por trás de cada criança agitada ou chorosa, existe um incômodo que ela não sabe explicar.

TRAÇOS


As rugas que hoje trago
são marcas do tempo vivido.
Não vejo nelas o fim,
mas um caminho percorrido.
O tempo voa ligeiro,
não para um só momento.


E cada ruga que nasce
é um capítulo do tempo.
São marcas de experiência,
de coragem e superação.
Cada uma guarda lembranças
gravadas no coração.


Não escondo minhas rugas,
nem desejo apagá-las.
Elas são minhas medalhas,
meu orgulho, minha canção.
Quero ter muitas marcas,
sem medo do que virá.


Pois cada ruga que chega
é uma nova experiência
Cada uma conta uma história,
nenhuma é igual à outra.
São versos escritos pelo tempo
na beleza de uma longa jornada.

O trabalho enobrece o ser humano, nos dá asas, coragem e destino. Sem ele, vagamos em vão, um vazio no meio do caminho. Sentimo-nos como o zero à esquerda, invisíveis no mar de gente, ignorados na própria incerteza, sem valor para quem não nos sente. Somos vistos só como um número, quando o mercado nos dá o valor; mas sem ele, caímos na sombra, no meio da multidão sem amor. Perdidos, carentes, distantes, como alguém que ninguém quer notar. Somos vidas, não meros instantes, que precisam do mundo abraçar.

Não dá pra ficar em um lugar onde o seu ciclo já acabou.

No meio do cansaço que o meu peito carrega, ainda existe um fio de luz me chamando.
Mesmo em silêncio, a minha alma não se entrega, ela resiste... devagar, mas caminhando.


O sentimento não morreu, só se escondeu,
cansado de lutar sem descanso.
Mas dentro de mim ele não se perdeu,
apenas espera um novo passo.


E quando tudo parece sem direção, eu me lembro: até a noite mais fria termina.
Porque Deus não abandona um coração
que ainda, em dor… continua pulsando.

Sofri um golpe que partiu algo dentro de mim que eu nem sabia que podia se quebrar. A maior decepção da minha vida, vinda justamente da pessoa que eu jurava ser incapaz de ferir, da última de quem eu esperaria uma facada. Foi o tipo de dor que não atravessa… rasga...esmaga.

Esse dia marcou o fim de uma inocência, de uma confiança que eu jamais recuperarei do mesmo jeito. Ali, naquele instante, eu descobri que até o “impossível” pode acontecer, que até o “nunca” pode ruir, que o mundo vira ao avesso quando a facada vem de mãos que antes me acolhiam.

E mesmo assim, aqui estou.
Carregado de cicatrizes, sim, mas de pé.
Não por ter superado tudo… mas por ter aprendido a sobreviver dentro da própria tempestade.

Hoje eu olho para trás e não sinto só dor. Sinto fúria, sinto força, sinto a certeza de que aquilo que tentou me destruir acabou me transformando. Aquele foi o dia em que algo em mim morreu, mas também foi o dia em que outra versão minha começou a nascer, mais consciente, mais dura, mais forte, mais fria, realista e difícil de derrubar.

Às vezes o coração transborda, mas a alma não encontra linguagem.
É como carregar um universo inteiro dentro de si e ainda assim não saber por onde começar.
Não é falta de palavras.
É excesso de sentir.
É quando o olhar pesa mais que qualquer discurso, quando o peito aperta sem aviso e o que existe dentro de você simplesmente não cabe no mundo.
Um milhão de sentimentos… e talvez, no fundo, nem precise de palavras, porque quem sente de verdade, entende.

Às vezes, uma palavra muda um dia.
Um gesto muda uma esperança.
Uma oportunidade muda um destino.


Nem sempre vamos lembrar exatamente do que dissemos, mas as pessoas quase sempre lembram de como se sentiram quando estiveram perto de nós.


Por isso, acredito que devemos procurar deixar marcas boas por onde passamos.
Levar incentivo onde existe dúvida.
Leveza onde existe peso.
Força onde alguém já está cansado de lutar sozinho.


Porque a vida já é difícil demais para que nossa presença seja apenas mais uma indiferença.


No fim, talvez o verdadeiro valor de uma vida não esteja apenas no que conquistamos, mas no quanto conseguimos melhorar, mesmo que um pouco, a vida de quem cruzou o nosso caminho.”

Minha alegria se foi.
Restaram apenas as lembranças de um tempo que não volta e uma dor que insiste em permanecer.
Os dias passam, as pessoas seguem seus caminhos, mas certas feridas parecem desconhecer o tempo.

Eu tenho um coração triste e quebrado, marcado por dores que o tempo ainda não conseguiu apagar.
Carrego cicatrizes de batalhas silenciosas, de decepções que eu não queria viver e de sonhos que ficaram pelo caminho.
Mas, mesmo ferido, ele continua batendo.
Talvez mais cauteloso, mas ainda encontra forças para seguir.
Porque um coração quebrado não deixa de bater; apenas aprende que algumas dores se tornam parte da história que carregamos para sempre.

O sorriso é o disfarce que o coração aprendeu a usar —
um véu de serenidade sobre o caos silencioso da alma.
Por dentro, a dor consome em silêncio, paciente e invisível,
mas o mundo não precisa saber.
Então, sorria...
pois há batalhas que se travam no íntimo,
e o riso, ainda que frágil, é a última forma de resistência.

Natureza de uma Venustidade - Além da Superfície

O vigor e o encanto de um espírito livre; o paraíso sublime de uma vida abundante, que não se limita à superfície; as curvas e formas de uma natureza incrível, com emoções intensas que transbordam — uma grande cachoeira a partir de uma nascente no íntimo da sua alma, com uma força evidente.

A sua essencialidade é impetuosa, vívida e perseverante como as águas de um rio; possui a vitalidade de uma flora verdejante. A sua intensidade está em constante movimento, aproveita o impulso da sua liberdade — a sua movimentação, dos ventos até a imersão em novos ares.

Admirá-la, certamente, inevitável, não seria nada sensato subestimá-la, pois além da sua venustidade, existe uma certa audácia e muita esperteza na sua personalidade, para a sua sobrevivência, para que ela possa ficar à vontade sem nenhuma presença indesejada. A profundidade peculiar de uma poesia naturalmente sem palavras.

⁠Na tristeza, Deus ajude minha mente;
Na alegria, Deus perpetue meu gozo;
Há apenas um capaz de me compreender inteiramente.

⁠Um a um, eu tive que deixá-los, e eles foram.
Como puderam ser tão bons nisso?
Eu me senti quase imperceptível muitas vezes, quantas dualidades.
Haviam castelos caindo em ruínas quase sempre
Castelos em ruínas, são o preço, em troca de continuar sendo livre

O futuro de um povo, depende também em grande forma, da cultura e qualidade das músicas que existem e se produzem sobre eles.


Os gregos perceberam desde o princípio e o Governo sabe usar disso muito bem (pão e circo).


Um mal governo, valerá de usar esse saber contra o povo, em favor de sí mesmos. E então, aí saberás diferenciar dignamente a qualidade de quem te governa!


Seja sábio, eduque sua família e sua mente com qualidade cultural e, principalmente, boas músicas.
Os efeitos e repercussões valerão por gerações infinitas, sem precedentes.