Ate o Mel mais Puro em um Recipiente

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Não Me Conformo

Deve ser por isso que escrevo tanto.
Sou um ser que não se conforma,
mar que se agita e que descansa,
buscando coragem nas frestas do vento
para seguir navegando onde a alma pede.

O oceano sou eu, às vezes fúria, às vezes silêncio, ondas que guardam forças,
máscaras que caem como folhas cansadas,
revelando rostos frágeis no chão.

Fecho os olhos e tento não encarar a malícia
em sorrisos frios,
em olhares que ferem sem som,
o mundo parece um palco de teatro com sombras antigas, e eu, pequena, tento compreender devagar.

Até onde amar? Onde cabe o meu grito?
Sem exagero, sem falta , só o suficiente,
pra não passaar do ponto.
A vida é um roteiro marcado,
e sigo lendo suas linhas com cuidado.

Os monstros… são humanos escondidos,
amigos às vezes, outras vezes espelhos partidos.
Aperto minha intensidade com ternura,
e choro quando o peito precisa aliviar.

Mas tomo meu gole de coragem diária,
mesmo quando a armadura pesa demais pra usar,
mesmo quando machuca o que já estava sensível.
Ainda assim caminho, esperando gestos simples, pequenas delicadezas que o mundo deixa cair pelo caminho, como migalhas de pães.

Só tento continuar sem perder a esperança.
O simples me resgata a cada novo dia, o espontâneo me abraça forte, e a verdade da natureza sempre me deixa emocionada.
Sempre.

O silêncio é um lenço úmido no rosto,
um peso que escorre pela garganta,
como o inverno que se recusa a ir embora,
deixando os ossos doloridos.


A espera vira um copo vazio na mesa,
o barulho do nada ecoa nas paredes,
e os dedos, inquietos, desenham círculos
sobre a pele que já não lembra o teu toque.


O telefone dorme como um animal doente,
sem latidos, sem pulsação, sem calor,
e o coração aprende a bater devagar,
como quem conta os segundos de um adeus.


As horas se arrastam como remédio amargo,
cada minuto um grão de areia nos olhos,
e o peito guarda o frio das manhãs sem sol,
onde até a luz parece desbotada.


Quem diria que o vazio tem sabor de ferrugem,
que a ausência é um espinho na língua,
e que o amor, quando não responde,
vira uma cicatriz que nunca sara?


Mas um dia, talvez, o corpo desaprenda
essa dor que se aninha como gripe antiga,
e o silêncio deixe de ser uma casa vazia
onde só os ecos sabem o seu nome.

Passaria a eternidade na dança das nossas palavras, meu amor.
Tua poesia é sopro, um verso solto no vento,
um ritmo que meu peito aprendeu de cor.
Nossos silêncios são estrofes inteiras,
escritas na pele, em tinta de calor.


Os dedos traçam mapas de desejo,
cada toque, um nome novo pra paixão.
O tempo desfia-se em nosso abraço,
e o relógio vira pó, só resta o chão.


Dançamos em línguas desconhecidas,
o corpo inventa gramáticas de luz.
O espaço entre nós é um rio sem margens,
onde bebo teu nome e mergulho após.


A alquimia que acontece quando nossos
corpos se encontram, não tem verbo que explica, transforma o instante em eterno,
o ferro em flor.
Nossas bocas fundem metais raros,
cunhando moedas de grande valor.


Se o mundo acabar, ficará nossa fala,
o eco dos gestos, o sal do suor.
Passaria a eternidade nesse diálogo.
Quero te amar sempre e pra sempre,
e todos os dias.

Me perguntaram se ainda dói.


Não respondi na hora. Fiquei ali, por um instante, sentindo a pergunta atravessar um lugar que não tem nome. Meus olhos se encheram, como sempre acontece quando algo toca fundo demais.
Respirei. Não para me acalmar, mas para não desmoronar. E então, com uma sinceridade que pesa, eu disse: dói.
Acho que estou aprendendo a conviver com isso, embora conviver não seja exatamente a palavra. É mais como carregar. Às vezes mais leve, às vezes insuportável.
Quando a dor vem, eu paro. Fecho os olhos. Falo comigo em silêncio, como quem tenta se segurar por dentro. Digo que vai passar, digo que amanhã será diferente.
Eu digo, mesmo sabendo.
Porque há algo de cruel nisso tudo que não se resolve. Não passa. Apenas muda de lugar, de intensidade, de forma.
E ainda assim, eu continuo.
Sobrevivo a mais um dia.

Teus olhos são um segredo
que o tempo não desvenda,
um véu de sombra e luz
onde a alma fica suspensa.

De longe, são abismos,
noite sem lua ou estrelas,
mas de perto, claridade
que a meu poema inspira.

Não são negros, nem azuis,
nem cor que o mundo nomeia,
parece-me verdes em tons
que não existe em lugar nenhum.
Têm a cor do que se perde
e nunca mais se encontra,
são ecos de um silêncio.

Se a mágoa fosse visível,
teria esse olhar profundo,
um mar de ausência e desejo,
um céu sem chão, sem fundo.

E assim, entre sombras e luzes,
teus olhos me confundem:
ora são fogo, ora frio,
ora lembrança, ora esquecimento.

Mas se a mágoa tivesse cor,
seria da cor do teu olhar, amor
um mistério que não se decifra,
um verso que não tem fim.

O medo cresce na distância, mas a presença de Deus está a um centímetro do seu coração.

Faço vigília todas as noites,
presa à janela como uma condenada,
olhando um céu que nunca responde,
esperando que uma estrela caia
mas nenhuma tem coragem de despencar.


Meus sonhos são ilusões perdidas,
a esperança já apodreceu no leito.
Não sei se corro contra o tempo
ou se o tempo já riu de mim e partiu.
Os milagres? Covardes!
Dormem como deuses embriagados
enquanto eu grito no escuro.


Do quintal, vejo o firmamento,
e quando uma estrela ousa riscar a noite,
tenho apenas cinco míseros segundos
para vomitar um pedido desesperado.
Cinco segundos!
E depois?
O nada. O mesmo nada de sempre.


Fechei os olhos, menti para mim:
imaginei sonhos voltando à vida,
milagres despertando,
a esperança batendo à minha porta.
Mas era só delírio
a estrela caiu no mar
e afogou minha prece junto.


Agora, só me resta esperar,
presa à vigília de todos os dias,
olhando um céu de silêncio.
E eu, sozinha, amaldiçoo essa esperança,
essa mentira maldita que me mantém viva
apenas para perder mais tempo.

O amor é um dedo que desenha
o contorno do teu ombro descalço,
é o sol que se esconde na tua nuca
antes de se perder no abraço.


O resto são cartas sem remetente,
palavras que o vento leva embora,
promessas de gelo, derretidas
no calor da tua boca agora.


Há quem fale de amor como de números,
como se coubesse em fórmulas exatas,
mas o amor é o silêncio que habita
entre duas pálpebras fechadas.


O que vem sem pele, sem cheiro,
sem o tremor de um fio de cabelo,
é só um eco de outros amores,
um fantasma vestido de anelo.


Eu não quero o amor que se escreve,
que se diz, que se guarda em gavetas,
quero o que arde sem explicação,
o que nasce da tua carne inquieta.


Porque o frio até parece ternura,
mas é só a sombra do que importa:
o amor vive onde os corpos se encontram,
e o resto é história mal contada.

A cidade se torna um cisco
Quando você olha pra dentro de você
Quantos céus você tem para correr
Poesia que nasceu para sonhar
Sobrevoar rima mais que sobreviver
Um novo despertar, um novo amanhecer
Todos os céus sempre existiram em você.

Cabocla carrega a tribo no sangue; pedir pra largar isso por um amor terreno é pedir pra ela rasgar a própria raiz. Não se escolhe o que já te escolheu antes do nome.🏹🏹

Manhã de sonhos...

Parei para pensar por um momento...
São tantos os caminhos que me trouxeram até aqui...
Fecho os olhos para lembrar com perfeição a paixão...

E um Anjo sorriu-me e eras tu...
Um passarinho falou-me dos sentimentos que ainda
Habitam em mim...e eu sorri...!

Ah! Eu quero ouvir tuas palavras
O suntuoso de teus rubores
Quero beber a magia deste sol
Que te queima a pele...
Voar nas asas de uma ilusão presente...
...o sol brilha não importa o tempo...

Abraça-me anjo nesta manhã de sonhos!

Versos de um poema...



Escuridão não é a ausência de luz... É a ausência de você...
Minha alma viaja sem fantasias... A visão marejada
E carente de ti... E o tempo não se detém nem retorna
Prossegue sempre inexorável...

Longe no horizonte… onde o vento toca
nos cumes entorpecidos ouvem-se
sussurros de um poema perdido...

“...mas trazem os versos
De um poema que te escrevi... Faz tempo...!”

Entre lavandas... !

Amanheceu um dia cintilante...
Eu cantarolava canções que me vinham da alma...
O horizonte de um azul inebriante... A brisa tépida da primavera...
E caminhei entre campos de lavandas perfumadas...
Vagando a procura de curtir esta paz... Achei a paixão...
A beleza... O sentir profundo... A sensibilidade da alma...
O grande amor...
Encanto-me por ser este um momento único... E fico em êxtase
E qual uma alucinação... Num privilégio...
Escuto quartetos de cordas com piano...
Música que me invade e me convida a sair dançando...
Em completo e profundo fascínio!

“No mundo, existe apenas um único lugar onde nos sentimos melhor, mesmo quando as nossas lágrimas insistem em cair: é nos braços de uma mãe que elas secam.”
Furucuto, 2026.

“A única certeza que tenho é que, um dia, irei embora. E sei que me vão culpar, como se vivessem o que eu vivo hoje.” Furucuto, 2026.

"A autorresponsabilidade é o leme que impede seu navio de ser apenas um passageiro do acaso."

"A inteligência sem empatia é um motor potente correndo sozinho em direção ao vazio."

a guerra espiritual parece uma tormenta cujo que para muito é um sofrimento insuportável. mas Deus sabe o que faz, e nos redime de cada tristeza e angústia de coração e de espírito. nesse momento é que entra fé no Senhor sabemos que a falsidade é muito injusta no mundo e a verdade sumiu. mas Deus e sua palavra é verdade luz para nossos caminhos nas trevas e consolo e abrigo nas tempestades. para onde nós ir? o que fazer? quando passamos de descobrir a verdade de todas as coisas e essa é Deus e passamos pelo batismo nas águas nos tornamos nova criatura. então aí andamos nos caminhos do Senhor. o socorro vem de Deus sobre todos nós. ele prepara seus escolhidos para os exaltar, tudo a seu tempo Deus é bom.

⁠A CORRIDA DO TEMPO

O tempo tem corrido de uma maneira que eu não imaginaria que um dia correria.
E olha que eu corro hein , corro contra o tempo,
mas ele continua sendo mais veloz que minha penosa passada.

Vejo que até meus sonhos precisam estar acompanhando o passo do tempo.
O que ontem era revolucionário e desafiador, hoje está atrasado, defasado, precisando se reinventar para se enquadrar na vitrine pseudo-virtual.

E o que há de mau em ainda querer sonhos tão antigos?
E o que de bom traz estar sincronizado com os quereres do nosso tempo?

O passo do tempo exige de mim prontidão, atenção e ação.
Mas ninguém explica pro tempo que o ritmo do coração é o que dá paz ao ser que diariamente corre.
E é um ritmo tão intimidador e avassalador que rompe a linha do tempo.
Tanto faz se foi pra ontem, hoje ou amanhã.
O essencial é que estou aqui presente e não faltei nenhum dia.

E o tempo corre, ultrapassa os limites que nossos pés podem desenhar .
Mas o coração, já ultrapassado, nos envolvendo em sua grande dança de roda, nos mostra que não há necessecidade de ganhar, mas sim aprender (dentro do próprio tempo) o valor de esperar.

Só o amor de Deus, por cada um de seus filhos poderia nos dar presentes tão preciosos. Um dia abençoado!
BOM DIA!!!🙌❤️
Ery santanna