Ate o Mel mais Puro em um Recipiente

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Moniquinha é Moniquinha é sem vice-versa.

Moniquinha é um furacão silencioso no olhar e serenidade ao falar.

Moniquinha é a forma mais pura feita em ouro, é delicada como a flor do jasmim.

Moniquinha dobra o vento, seca o mar e, num toque de deusa, faz tempestade virar calmaria.

Moniquinha, suas reminiscências são gráficos que marcam as lutas travadas e vencidas, quietinha e tranquila.

Moniquinha é cultura, é arte, é história a ser escrita.

Moniquinha é passado, é futuro, é o presente.

Moniquinha é charmosa e marcante, é beleza em pessoa, é divina de alma.

Moniquinha é flor do jardim, é brisa do mar, é luz do luar...

Moniquinha é única e singular, exclusiva, sem igual, é rara e excepcional.

Moniquinha é o começo, é meio e não tem fim…

Provocações são como tinta em um tinteiro; nela mergulho minha pena para escrever uma frase ou um verso inteiro.
Portanto, o meu silêncio não é sinal de fraqueza; é a perfeita beleza, personificada em páginas do conhecimento que registram cada um de meus pensamentos.

Às vezes, para ter sucesso na vida, é preciso sair da cidade natal — um lugar onde ninguém conhece de verdade tudo o que você já passou. Para alguns, sair facilita o recomeço, mas o verdadeiro sucesso começa dentro da própria pessoa.

É triste quando se senti um incômodo da pessoa que gosta, que à ama.

Se eu fosse um poeta, escreveria versos infinitos sobre a sua beleza. Se eu fosse um pintor, criaria obras de arte inspiradas em seus traços perfeitos. Mas como sou apenas alguém admirador, digo com sinceridade: você é a mais bela princesa que Deus já criou.

Chega um tempo da vida em que percebemos que já não dá para viver de brincadeiras. A vida está cada vez mais difícil e agressiva. Percebe-se que desistir daquilo que provocamos não é solução, porque a vida não espera por ninguém.

A única coisa que muitas vezes não entendemos é que não estamos em competição com outras pessoas, mas sim com o tempo. E o tempo não pára, não recua e não espera.

Se você cometeu um erro e já reconheceu, disse que vai mudar ou que já mudou e não pretende repetir, não fique tentando aprovação o tempo todo. Isso desgasta a mente.


Porque, no fundo, às vezes a pessoa não quer realmente te ajudar. Ela volta a falar do mesmo problema do passado só para te provocar, esperando que você responda mal. Depois usa isso como argumento para dizer: “Está vendo? Você não mudou, por isso não vou ajudar.”


Muitas vezes, essas pessoas procuram apenas motivos para se justificar, para “tapar a cara”, mas a verdade é que nunca tiveram a intenção de ajudar.


Infelizmente, essa situação acontece em muitas famílias.⁠

Quando a vida te derrubar, levanta e dê um sorriso, porque você tem o poder de transformar qualquer desafio em oportunidade.

A vida é uma constante perda.


Nascemos como um grão de areia… envolto em amor e placenta, aquecido… amado. nove meses depois, por motivos biológicos, nossa mãe nos joga em um mundo frio e colorido, tanta coisa nova, tanta sensação intrigante, não mais a placenta, mas somos encobertos pelo amor e segurança de nossos pais.


Anos mais tarde, agora em um mundo estranho e cinza, estamos confusos sobre para onde ir, com quem ir… Temos muitas dúvidas sobre como fazer, o que fazer e com quem fazer.


Agora, anos no futuro, estamos em um mundo solitário e frio. Sabemos quem somos, e sentimos muito longe de todo amor, muito distantes de tudo… Não conseguimos sentir o calor, não conseguimos sentir o amor.


Com o passar dos dias, nosso corpo fica frio e logo perde todo o calor, deixando para trás apenas a memória de quem esteve conosco… E nos instantes finais se percebe que nunca mais voltará a sentir o calor de sua mãe… e ao completo frio… você se entrega.

Muitos vão te odiar, não porque você é um homem mau, mas porque a luz que habita em você incomoda as trevas que habitam nelas.

ESTRUTURA DE LIVRO



Eu não sigo estrutura

Eu sigo o coração

Você prefere um sumário

Ou amor na conclusão

ESTILO



Cada um tem o seu estilo

Cada um tem a sua missão

Mas o importante é ser verdadeiro

E ter amor no coração

Saímos do amor
como de um acidente aéreo
Tínhamos perdido a roupa
os documentos
a mim me faltava um dente
a você a noção do tempo
Era um ano longo como um século
ou um século curto como um dia
Pelos móveis,
pela casa,
restos partidos
copos,
fotos,
livros desfolhados
Éramos os sobreviventes de um
desmorronamento
de um vulcão
das águas arrebatadas
E nos despedimos com
a vaga sensação
de ter sobrevivido
embora não soubéssemos pra quê.




Cristina Peri Rossi

⁠Basta um famoso qualquer — apaixonado e cheio de razão — tropeçar na arrogância do próprio salto, para as nossas cabeças alugadas se envaidecerem.


Especialmente se isso retroalimentar nosso viés de confirmação.


Mas o que quase sempre nos passa despercebido, é o fato de muitos famosos serem comprados para auxiliar na locação das nossas cabeças.


⁠⁠Seria muito difícil — ou até impossível — alugar a cabeça de todo um povo, ou parte dele, sem antes comprar algumas.⁠⁠


Todos — absolutamente todos — têm pleno direito de discordar da opinião contrária, que parece por vezes não mais alicerçar, oportunizar e preceder todo e qualquer debate.


Mas desde que saibam discordar sem desumanizar.

⁠Quem sabe a dimensão do barulho de um diagnóstico é só quem o vive, os que fazem disso um espetáculo, só imaginam.


Os que atravessam o instante em que um diagnóstico cai sobre a própria vida, sabem: não é apenas uma palavra, é um estrondo que reverbera por dentro.


O barulho não vem do som, mas do silêncio que se instala depois — aquele em que o futuro precisa ser reaprendido, os planos se recolocam em caixas frágeis e o coração passa a ouvir demais.


Para quem vive, o diagnóstico não é manchete nem assunto de corredor.


É matéria de oração, de medo contido, de coragem silenciosa.


E é o peso de ter que continuar respirando enquanto a alma tenta entender o que mudou sem pedir permissão.


Já os que transformam isso em espetáculo ou comentário ligeiro escutam apenas o eco distante.


Imaginam o impacto, mas não conhecem o abalo.


Confundem curiosidade com empatia, opinião com presença e ruídos com cuidado.


Talvez por isso, diante do diagnóstico alheio, o gesto mais humano não seja perguntar, expor ou explicar — mas silenciar, respeitar e permanecer.


Porque há dores que não pedem palco, mas abrigo.


E há barulhos que só quem os escuta por dentro sabe o quanto ensurdecem.

⁠Não é fácil entender como um mundo tão abarrotado de santos consegue fabricar tantos problemas.


Talvez porque santos demais, quando empilhados, deixam de ser testemunho e passam a ser ornamentos e julgamentos


Um mundo abarrotado de “santos” costuma falar mais alto sobre virtude do que praticá-la.


Há muita canonização apressada do próprio ego e pouca disposição para carregar até a própria cruz, quiçá a do outro.


Quando a santidade vira rótulo, ela já não transforma — apenas separa, acusa e justifica.


Os problemas não nascem da falta de discursos corretos, mas da hipocrisia, da ausência de mãos estendidas, de escuta sincera e de misericórdia silenciosa.


Afinal, se todos fossem realmente santos como acreditam, talvez o mundo fosse menos barulhento… e muito mais habitável.


Assusta-me muito menos o pecador assumido do que o santo fabricado.

⁠Cá por essas bandas de um sol para cada um, que cada qual tenha a hombridade de não se descuidar do seu.


Nem superaquecer o outro.


Bom e abençoado dia de verão embalado nos 40.


Cá por essas bandas, onde há um sol para cada um, não nos falta luz — falta, às vezes, hombridade.


Hombridade para cuidar do próprio astro, regular o próprio calor e vigiar as próprias sombras.


Porque há quem, descuidado de si, tente aquecer a própria falta queimando o outro.


O verão ensina sem levantar a voz: o sol que amadurece também pode ferir.


Tudo depende da distância, do respeito, do tempo de exposição.


Há calores que nutrem e há calores que adoecem.


Que cada qual carregue o seu sol com responsabilidade,
sem invejar o brilho alheio,
sem projetar suas secas sobre jardins que não lhe pertencem.


Num dia abençoado, embalado nos quarenta,
que saibamos ser verão sem incêndio,
luz sem arrogância,
calor sem invasão.


Bom e abençoado dia, ainda que embalado nos 40.

Quando a descuidada Vale do Rio Doce conseguiu tornar imbebível as águas de um rio, do qual quem bebeu jamais esqueceu, eu já suspeitei que ela era muito mal seletiva.


Mas quando ela fingiu indenizar uma parte da população valadarense, fingindo não ter aniquilado o Doce do Rio que também era da outra parte, ela aniquilou também a suspeição.


Há indignações que não nascem apenas do que vemos, mas daquilo que sentimos ser arrancado de todos nós.


Quando a lama tornou imbebível as águas de um rio cuja doçura acompanhou gerações, não foi só o sabor que se perdeu — foi a memória líquida de um povo, sua identidade, sua história escrita em correnteza.


Naquele instante, já não era preciso grande esforço para desconfiar da seletividade de quem, por dever, deveria zelar e reparar.


Mas o espanto maior veio depois, quando o teatro das indenizações começou a escolher rostos e CPFs, a dividir dores, a parcelar perdas como se um rio pudesse ser fatiado em zonas de sofrimento e leiloado por migalhas.


E ali, naquele gesto que soou mais como cálculo do que como cuidado, não foi apenas o Rio Doce que se viu diminuído — foi a própria confiança que secou…


Que foi para a lama.


Porque quando uma parte é acolhida apenas para que a outra seja silenciada, deixa de existir dúvida: o que se aniquila não é só o rio, mas o respeito que deveria correr com e como ele.


No fim, a indignação que sobra é também a que educa.


Ela nos obriga a olhar para além da superfície barrenta e perguntar: que tipo de sociedade permitimos construir?


E que tipo de humanidade ainda queremos salvar do fundo dessa lama contaminada que insiste em não decantar?⁠

⁠E eu que, vez em quando, deito um travessão na mensagem — só para ser confundido com um “Chatbot”.


Mas um travessão é muito mais do que sinal gráfico — é um gesto.


Um pequeno ato de ousadia que só pratica quem não teme ser percebido.


Quem escreve com consciência do que carrega, e com a leveza de quem não precisa provar nada além da própria honestidade com as palavras.


Porque, no fundo, escrever é isso:
um jogo silencioso entre coragem e sensibilidade.


Coragem para tocar onde dói —
Sensibilidade para não machucar lugar nenhum.


E um travessão, bem deitado, talvez seja o símbolo mais humilde dessa bela dança.


Ele separa, sim, mas também aproxima...


Às vezes, pausa… mas empurra adiante.


Ele corta… mas também convoca.


Às vezes parece apenas um traço, mas é um traço que fala:
"Ei, aqui entra algo que só os atentos percebem."


E quem ousa usá-lo não o faz por frescura gramatical —
mas por afeto estético, intuição narrativa,
e essa espécie de maturidade que só têm os bem resolvidos:
bem resolvidos consigo, com o que dizem,
e até com o que deixam de dizer.


No fim, o travessão é como o pincel que se deixa cair de propósito:
não é descuido, é assinatura.


Não é desatenção, é presença.


E se alguém confunde isso com um “Chatbot”…
ah! — que continue confundindo.


Porque a arte, quando bem feita, normalmente já confundiu até quem a criou.


E aqui para nós — risos — às vezes um travessão bem deitado é mesmo isso: um pincel que se joga, de caso pensado, sobre a tela.


Um atrevimento sereno, cheio dessa sinergia rara entre arte, responsabilidade e sensibilidade — um trio que costuma morar apenas nos que já fizeram as pazes consigo e com a própria forma de criar.


A intenção, claro, era fornecer lenha para queimar.


E o fogo aceitou.


Porque, é preciso muita coragem para se aventurar na arte de escrever.


É preciso alguma loucura mansa para deixar palavras escaparem sabendo que podem ferir, curar, provocar ou até acalmar.


E é preciso ainda mais sensibilidade para permitir que elas se entendam com as imagens — porque, quando elas resolvem brincar juntas, quem escreve vira mero coadjuvante.


A palavra abre caminho.


A imagem acende.


O travessão risca.


E o gesto final surge sozinho —
como se a chama tivesse vontade própria.


Talvez não haja atrevimento mais bonito e charmoso do que o dos que se aventuraram e se aventuram no ofício de escrever.


Porque escrever é primeiro se arriscar —
e só depois se revelar.


E haja atrevimento pra tocar quem se atreve a ler!


Pois, quem escreve, abre portas, mas quem lê, precisa ter coragem
de entrar.


No fim, talvez seja assim que a arte realmente nasce:
do encontro entre um risco, uma intenção e a ousadia de se deixar queimar.


E nós apenas sopramos o fogo —
porque a Lenha, a Faísca e o Incêndio Poético
já estavam ali — todos —
pedindo pra brincar.

⁠Para destituir o STF, nem comprando um cabo e um soldado, mas para instituir prisão impressa basta comprar um ferro de solda.