Ate o Mel mais Puro em um Recipiente

Cerca de 534938 frases e pensamentos: Ate o Mel mais Puro em um Recipiente

A dança mortal se inicia silenciosa, como um sussurro que fere.
Cada passo arranca pedaços de vida, cada giro desprende carnes do existir.
Lágrimas se congelam no ar, afiadas como lâminas que dilaceram a alma.
A vergonha, oculta nas sombras, apodrece devagar tudo o que ainda pulsa.
E o tempo tardio e veloz apaga o espaço, deixando apenas ecos perdidos entre palavrões que se perguntam:
“Por quê? Por quê?”

No horizonte, uma criança observa atenta a cena.
A estátua no alto do monte, outrora símbolo de glória, agora representa o fim dos tempos.
Ela cai não com estrondo, mas com um suspiro e arrasta consigo a elite.
No colapso, um novo tempo se abre.
Novos líderes nascem do caos, e até o extermínio se torna semente.
Porque ali, naquele mesmo monte, surge um vestígio…
Pequeno, quase imperceptível
Mas suficiente para lembrar que até a mais cruel das danças era, no fundo, apenas o recomeço.

Pela varanda o garoto enxergava o mundo
Parou por um instante, percebeu uma velha cadeira branca
O sol a aquecia, e ele, tonto, pensou por que precisava estar ali
No mesmo instante, um pássaro belo pousou na varanda
E de repente voou, então relembrou que ali se sentavam amigos
Amigos como pássaros voam, e os resquícios que ficam são a beleza
que o pássaro deixou, mas que o menino não esqueceu.

Um menino andava pelo quintal, em rápido pressentimento ao olhar para trás.
Imaginou sentir uma presença: era uma raposa.
Raposa com olhos fixados, toca em poça de lama marcando o caminho traiçoeiro.
O menino, paralisado não pelo medo, mas pela beleza da raposa, segue o caminho.
Ecoa um grito, depois um tiro, era o revólver que o menino segurava.
A raposa o removeu de sua mão e, ao remover, deu cor à sua pelagem branca, pois a raposa era albina.
O menino grita, pois a lua chegou, e desconhecia a morte.
O menino que andava, agora corria para sua casa, enquanto a raposa branca se sentia vermelha, como a raposa mãe que lhe trouxe o mundo.

Deus ama tanto os seus filhos. Criou um lar lindo e maravilhoso para acolher as suas criaturas.
E deixou em todo lugar demonstração do seu infinito amor.
A começar pelo ar que respiramos, nas belas flores perfumadas, na chuva que refresca, no alimento que cresce no campo, nas ervas que curam, nas belas cachoeiras e oceanos, nos animais, nas árvores frondosas.
Criou tudo de modo perfeito e essencial para a nossa sobrevivência.
Deu inteligência para que pudesse evoluir, um coração para amar, um cérebro para pensar, boca para falar.
No entanto, parte da humanidade não se da conta desses presentes, dessa riqueza toda.
Usam sua inteligência para praticar a maldade, corrupção, criar armas nucleares, praticar o roubo, causar a destruição em massa.
Destroem e ao mesmo tempo se autodestroem com bebidas, brigas, ganância, egocentrismo, drogas, etc.
Tentam ser autossuficiente, achando que podem cuidar de si próprio, isolam-se em seus mundos. Cada um por si, Deus por todos.
Insatisfeitos com o que tem, devastam o próprio lar (natureza) sem limites, maltratam e matam os animais, poluem o que é de mais precioso o ar, a água. E vai mais longe devasta a própria família.
Usam o coração para guardar ódio, rancor, o cérebro para cultivar pensamentos negativos e pensar no que é mal.
Usam a boca para ofender, discriminar e para maldizer.
O ser humano sem Deus vai se esvaziando de sua humanidade, ele nem se da conta, mas vai aos poucos se transformando num carrasco.
Corre o mundo procurando satisfação em lugares errados, vai até os confins da terra, mas não encontra a tão sonhada paz e felicidade. Não consegue descobrir que paz e felicidade virão do seu interior, da sua comunhão com Deus.
Deus entristece, ao ver que o lar que Ele criou para nós, esta sendo destruído de modo tão cruel.
Entristece ainda mais, ao ver a maior de sua criação se autodestruindo e destruindo ao próximo. Contudo o Seu amor pelo ser humano é tão infinito que foge ao nosso entendimento.
Cheio de compaixão cede-nos a oportunidade de restauração e transformação a quem lhe pedir.

Numa relação, erro não é destino nem acaso. É escolha. E toda escolha carrega um responsável.

A perfeição não é um cúmulo, mas sim um sonho

⁠A vida é um livro, então, vire você mesmo as páginas.

Meu cinema é um "espelho da alma do povo"

Um menino, enquanto brinca na sala, ouve a porta abrir, sua mãe chega.
Com a mãe uma cesta, o menino ao olhar a cesta, percebe-a vazia.
Estranho, olha ao alto e no alto contém uma teia, uma teia de aranha, que incomum desloca o seu sentido.
Sua mãe chama: "Filho, por que te espantas?".
Ele diz: "É uma teia, essa teia é vazia igual à cesta".
A mãe, pensativa, lembra que ele... que um dia aquilo foi ela e sua mãe.
O menino fala: "Essa cesta é vazia porque precisamos enchê-la para levar para alguém".
A mãe, atônita, percebe o incomum, nunca falou isso em voz alta, e abraça o menino.

"Quem diria que uma simples mensagem levaria a um lugar tão longe, sim o infinito, pois é lá que sinto quando falo com você, quando recebo uma mensagem ou um ligação de vídeo, Deus caprichou quando te escolheu para mim, judiou com a distância, mas se ele quer ele faz. No tempo de Deus conheci a mulher da minha vida, no tempo de Deus estarei nos braços dela"


Nanda ❤️

Quando Deus decidiu se revelar à humanidade, o que foi que Ele usou? Um livro? Uma igreja? Um código moral? Não. Limitar a revelação de Deus a uma lista fria de “faça” e “não-faça”.
Quando Deus decidiu se revelar, ele o fez por meio de um corpo humano. A mão que tocou o leproso tinha sujeira embaixo das unhas. E suas lágrimas – não perca de vista as lágrimas – vieram de um coração tão quebrado quanto o seu ou o meu tenha sido. Pessoas foram até ele. Tocaram nele. Seguiram ele. Ele se recusou a ser uma estátua numa catedral ou um pastor num púlpito elevado. Invés disso ele escolheu ser Jesus.
Lembre-se disso a próxima vez que você se surpreenda com suas próprias derrotas. É o homem que cria a distância. É Jesus que constrói as pontes!

Se um dia me encontrarem embriagado na rua ou numa barraca, peço para que não me levem para casa. Não bebo por excesso, bebo por ausência. O álcool não entra em mim: instala-se, ocupa-me, vive-me. Por isso, perco-me em cada gota e ressuscito em cada decepção. Furucuto, 2026

O dom da masculinidade é severo. Ser um homem e ter o coração de um, é tanto um fardo quando um dom. As vezes, é muito bom, as vezes é doloroso. Ser homem é demonstrar força e virilidade, mesmo quando se é apenas um menino que precisa de carinho. Ser homem é ter de aprender a remar com todas as forças contra a correnteza da vida, contra os desejos sem freio, os hormônios incontroláveis, as ambições desmedidas. Ser homem é amar com desespero justamente a mulher que nunca se terá nos braços, é ser a companhia que nunca será perfeita, o amigo que nunca será compreendido, o amante que nunca será acolhido. Ser homem é uma das tarefas mais complexas, perigosas e deliciosas que existem. Ser homem é padecer de feridas invisíveis e encontrar a cura nos lábios alheios. Ser homem cansa, mas enaltece. Enfraquece, mas fortifica, corrompe, mas glorifica. Ser homem é maravilhoso, mesmo quando aquele homem aparenta ser o mais insignificante na multidão. Não se aprende a ser um, se nasce como tal. Depois disso, tudo o que vier é experiência. Não julguem os homens. Somente nós sabemos o peso e a dificuldade de carregar o título. Mas se me pedissem, eu diria que não me imagino de outra forma. Sou quem devo ser, e viverei sendo quem sempre fui. Homem entre os homens, mortal entre os mortais. Apenas mais um rosto nu, no baile de máscaras das emoções humanas.

Agora vou correr atrás do futuro, o passado é só um livro velho de páginas amareladas. Não vale a pena chorar por quem ficou para trás, uma vez que quem permanece caminhando é quem tem as mãos limpas e o coração puro. É tempo de acender luzes, luzes que iluminem o meu caminho, e o caminho daqueles que andarem comigo. A história não acabou, ela recomeçou, com novas cores, nova vida e novo brilho, assim como vivo e brilhante é o novo amanhecer.

Existem muitos infinitos no breve instante de um beijo ardente.

Um dia ofendi-me com as minhas próprias palavras.
Escrevi-as movido por uma satisfação aparente da vida, mas aquilo que foi dito não se casou com o ouvido que escutou, nem, muito menos, com o sentido que foi interpretado.
As palavras saíram, mas perderam-se no caminho entre a intenção e a compreensão.
Furucuto, 2026

Embaixo de uma árvore, um menino acariciava um cachorro,
cachorro de pelos dourados com o sol que esverdeava folhas
folhas amassadas e quebradas pela bola arremessada que atingiu a árvore,
árvore que continha folhas, e ao redor do menino
um adulto que, obeso, reluta em levantar
o menino observa o adulto, homem que toca, que acaricia a própria barriga
o menino, em veloz movimento, toca o braço do homem
o homem, em espanto, escuta do menino: "Por que não está feliz nesse belo dia? Se levante."
o homem, com uma lágrima tímida, recita: "Não posso, não sou belo."
o menino acaricia o seu cachorro e diz: "Sabia que tem dias que é difícil acariciá-lo assim? Pois, se não remove o excesso de pelo, torna-se espesso e sufocante."
o homem mais uma vez acaricia a própria barriga, apertando como se quisesse arrancá-la, e recita: "Não é a mesma coisa, jovem menino."
o menino, em um belo sorriso, recita: "Eu nunca pude fazer sozinho, mas hoje cortei um pouco, somente um pouco. Você também consegue."
o menino se levanta, ao segurar o braço do senhor, o cachorro o auxilia e o senhor se levanta
a árvore que confrontava, agora brincava com a sombra, o homem que acariciava a barriga surgia magro, estendendo a mão ao menino, que em sombra era um belo rapaz.

Essa eu fiz diante de um ciclo de uma amizade que foi importante pra mim, usei Camus para entender tudo que aconteceu e tudo que permaneceu. Me inspirei na musica Crochê de Jovem Dionísio.

___________________________________


"Crochê de Amizade: pontos que seguram o mundo"



Há amizades que não chegam de repente; elas se constroem devagar, como crochê.
Um ponto hoje, outro amanhã, um fio que se enrosca no outro, uma conversa que vira apoio, um silêncio que vira confiança. Nada grandioso, nada teatral. Apenas presença. Apenas verdade.


“Crochê” tem essa atmosfera de afeto discreto, quase tímido, que lembra muito o jeito como algumas amizades profundas nascem: sem anúncio, sem expectativa, sem garantia — mas com uma sinceridade que toca onde a vida geralmente não alcança.
Camus diria que é exatamente nesses vínculos que o Absurdo da existência ganha uma pequena trégua.


Porque, num mundo que não responde,
não explica,
não abraça,
a amizade é esse gesto humano — quase rebelde — de dizer:


“eu estou aqui com você, e isso basta.”
A vida é desalinhada.


Nós somos desalinhados.
As dores que carregamos nos fazem tropeçar em nós mesmos.
A lucidez nos mostra que nada é garantido, que a solidão é inevitável, que o universo é indiferente às nossas angústias.


E, ainda assim, existe esse outro ser humano que decide dividir o tempo, o riso, o cansaço, a bagunça, o silêncio.
Isso, por si só, já contraria o absurdo.
É quase um milagre sem misticismo.
Amizade verdadeira não exige perfeição — apenas presença honesta.


É alguém que te vê fora do tom e, ao invés de tentar te ajustar, senta ao seu lado e ouve a melodia torta como ela é.
É quem te passa um fio novo quando o seu arrebenta.


Quem ajuda a desfazer o nó quando você mesmo não consegue enxergar onde começou.


A amizade não te salva do mundo —
mas te lembra que você não precisa enfrentá-lo sozinho.


E essa lembrança muda tudo.
Porque é fácil compartilhar os dias bons; o desafio está nos dias que parecem cinza por dentro.


Nos dias em que você questiona o próprio valor,
em que o mundo parece grande demais,
em que a alma parece pequena demais.
E é justamente nesses dias que um amigo — verdadeiro — transforma o absurdo em algo suportável.


Não com respostas.
Não com soluções.
Mas com a coragem silenciosa de simplesmente estar.


Camus acreditava que continuamos vivendo não porque encontramos sentido,
mas porque inventamos pequenos motivos para seguir.


A amizade é um desses motivos.
Um dos mais fortes, talvez o mais humano.
E, no fim, o crochê da amizade é isso:
um tecido feito de confissões e risos,
de ombros e demoras,
de pequenos gestos que ninguém vê,
mas que seguram o mundo inteiro do lado de dentro.


Não precisa ser perfeito.
Não precisa ser constante.
Só precisa ser verdadeiro.
Porque, quando o resto desaba,
são essas linhas simples —
essas linhas feitas à mão —
que impedem nossa alma de se desfazer.
E, nesse desalinho tão humano,
há uma beleza que Camus entenderia:
a amizade é uma revolta contra o vazio.


E cada ponto dado juntos
é uma pequena vitória silenciosa contra o Absurdo.

Y.C

Seja como um GPS:
Se o caminho travar, não mude o destino, apenas recalcule a rota.

🌷Alma em flor

Entre cicatrizes e primavera existe um território silencioso, onde a dor se transforma em sabedoria e o tempo, com sua paciência antiga, ensina a florir de novo.
É ali, nesse espaço que vive entre o que feriu e o que renasce,

Entre as feridas que o tempo deixou,
nasce um sopro de luz que insiste em ficar.

E mesmo onde dói, a alma aprende a florescer.
lembrando que até as marcas mais profundas guardam sementes de recomeço.