As Pessoas Sao como Ondas

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Eu não entendo
como um amor começa,
mas hoje compreendo,
como ele se eterniza.


(Michel F.M. - Atlas do Cosmos para Noites Nebulosas - Trilogia Mestre dos Pretextos)

A Sala de Aula do Mundo Moderno


Outro dia me peguei pensando em como a escola mudou.


Não falo apenas das lousas digitais, dos computadores, dos aplicativos ou dos celulares que hoje parecem extensão das mãos dos alunos.


Falo das pessoas.


Dos comportamentos.


Das responsabilidades.


E, principalmente, da forma como passamos a enxergar educação.


Pertencente a uma geração que aprendeu que nem sempre a vida diria "sim", confesso que às vezes me sinto um turista perdido visitando o admirável mundo novo.


Hoje tudo parece delicado.


Tudo parece urgente.


Tudo parece motivo para preocupação.


Uma palavra mal colocada vira trauma.


Uma crítica vira perseguição.


Uma cobrança vira opressão.


Um conselho vira ofensa.


E o simples ato de contrariar alguém pode ser interpretado como um atentado contra a felicidade universal.


Não estou dizendo que os problemas emocionais não existam.


Eles existem.


E merecem atenção, respeito e tratamento sério.


Mas também me pergunto se, em alguns casos, não estamos transformando dificuldades normais da vida em diagnósticos automáticos.


A tristeza virou doença.


A frustração virou síndrome.


A ansiedade virou identidade.


E a responsabilidade, curiosamente, parece ter desaparecido da conversa.


Muitos pais, sobrecarregados pelas próprias rotinas, acabam transferindo para a escola funções que antes pertenciam à família.


Esperam que a escola eduque.


Ensine limites.


Corrija comportamentos.


Resolva conflitos.


Forme caráter.


Desenvolva valores.


Enquanto isso, o professor recebe mais uma missão para sua coleção já bastante extensa.


Porque o professor moderno não é apenas professor.


Ele é educador.


Mediador.


Conselheiro.


Psicólogo informal.


Assistente social improvisado.


Pacificador de conflitos.


Especialista em tecnologia.


Preenchedor de relatórios.


Participante de reuniões.


Executor de projetos.


E, quando sobra algum tempo, tenta ensinar a matéria.


A escola de antigamente tinha seus defeitos.


Muitos.


Mas existia uma compreensão mais clara sobre papéis e responsabilidades.


Hoje, frequentemente, o professor precisa justificar uma nota, uma advertência, uma cobrança e até mesmo uma orientação pedagógica.


A autoridade tornou-se suspeita.


A disciplina tornou-se questionável.


E a exigência acadêmica muitas vezes parece competir com uma cultura que valoriza resultados rápidos sem esforço proporcional.


O mais curioso é que aqueles que raramente entram numa sala de aula costumam ter opiniões muito firmes sobre o trabalho de quem está lá todos os dias.


— Professor reclama demais.


— Tem muitas férias.


— Trabalha poucas horas.


Quem diz isso normalmente vê apenas o horário da aula.


Não vê as correções.


Não vê os planejamentos.


Não vê os relatórios.


Não vê os cursos.


Não vê as formações.


Não vê as noites preparando atividades.


Não vê os finais de semana organizando conteúdos.


Não vê a exaustão silenciosa acumulada ao longo dos anos.


E, principalmente, não vê o desgaste emocional.


Porque ensinar nunca foi apenas transmitir conhecimento.


Ensinar é lidar diariamente com expectativas, conflitos, desafios e realidades completamente diferentes.


Há professores que chegam em casa carregando problemas que não cabem nos livros didáticos.


Problemas de alunos.


Problemas de famílias.


Problemas do próprio sistema.


Falando em sistema, este merece um capítulo especial.


A cada ano surgem novas plataformas.


Novos formulários.


Novos procedimentos.


Novas exigências.


Novas metas.


Novas estatísticas.


Novos indicadores.


Parece que tudo muda.


Exceto aquilo que realmente deveria melhorar.


E assim o professor segue.


Preenchendo documentos.


Participando de reuniões.


Atualizando sistemas.


Respondendo questionários.


Enquanto tenta encontrar espaço para aquilo que deveria ser o centro de tudo: ensinar.


O resultado é um profissional cada vez mais cansado.


Mais pressionado.


Mais responsabilizado.


E, muitas vezes, menos valorizado.


Ainda assim, algo impressionante acontece.


Apesar de todas as dificuldades, milhares de professores continuam entrando em sala de aula todos os dias.


Continuam acreditando.


Continuam tentando.


Continuam explicando pela décima vez o mesmo conteúdo.


Continuam incentivando quem quer aprender.


Continuam estendendo a mão para quem precisa.


Continuam lutando contra a maré.


Talvez porque saibam de uma verdade simples.


Sem professores não existem médicos.


Não existem engenheiros.


Não existem advogados.


Não existem cientistas.


Não existem administradores.


Não existem governantes.


Não existe profissão alguma.


Todas passam primeiro pela carteira de uma sala de aula.


Por isso, quando alguém pergunta se ainda existe solução para a educação, respondo que sim.


Mas ela não nascerá de um único decreto, de uma nova plataforma ou de mais um discurso otimista.


Ela surgirá quando família, escola, sociedade e governo compreenderem que educar é uma responsabilidade compartilhada.


Até lá, o professor continuará fazendo o que sempre fez.


Entrará em sala.


Respirará fundo.


Abrirá o diário.


Preparará a aula.


E seguirá tentando iluminar caminhos.


Mesmo quando o próprio caminho parecer cada vez mais escuro.


Autor: Sandro Sansão da Silva Costa

Mar de lama

Eu sou apenas
um sujeito brasileiro e
como tantos outros
tenho medos, sonhos
amores e desamores,
mas não me esqueço
nem por um segundo que
sou apenas um sujeito
brasileiro, rejeitado e
preso a rejeitos de
um mar de lama e
dinheiro.Eu sei que
minhas lagrimas não
valem mais do que o
seus milhões em minérios,
mas seu moço, no momento
elas são tudo que eu tenho.

Há jovens que já não seguem ideias.
Seguem emoções.
Seguem raiva.
Seguem frases feitas como quem segue tambores numa noite escura.

- Como você está sempre um passo à frente de todos?


- É simples, basta sentar e pensar.

Como pode uma infinita grandeza caber em nossa infinita pequenez?

⁠[Desenterrada Cápsula do Tempo]

Iniciamos firmes
como aço,

no derretimento
de nossas convicções,

revelamos o despropósito
a cada passo.

em sua ânsia
devastadora,

os terráqueos só alcançaram
uma coisa, o fracasso.

estavam todos errados,
perdidos, equivocados,

inclusive os lunáticos
que cobiçavam o espaço.

"A solidão é como o vento, vai e volta. O amor é como o ar que respiramos, está sempre presente."

Erguida como um elo entre a poeira da terra e a eternidade do céu, a Acrópole não é apenas um monumento de pedra, mas o eco perene de uma humanidade que ousou tocar o divino através da razão.
Reno Fioraso

Que nossa amizade seja como pássaro livre, sobrevoando canteiros floridos de singelas margaridas.

Mulher

Um dia morremos de amor, mas no outro renascemos puras, como um lírio sob a sombra da lua, exalando toda nossa beleza, e perfume de mulher.

A partir do momento que você começa a amar é como se você entrasse numa montanha russa, os fatos se sucedem e você não tem o menor controle sobre eles.

"O cérebro não registra a realidade como ela é, mas sim como ele escolhe interpretá-la."

Se ser bom em ser bom
é um pecado.
Bom... como não ser bom
ainda é errado?

O maior iludido é aquele que tem como prática o auto convencimento!

''O Sujeito Existencial tem consciência de que seu Idealismo Existencial apenas é uma ilusão como uma tentativa de alcançar a sua felicidade mesmo que seja apenas uma ilusão´´

Eu sinto como se estivesse sendo rasgada. Sinto minha pele esticando e meus musculos sendo rasgados.
Tudo me dói, até a dor que não é minha.
Eu não sei mais como me desvencilhar dessa lãmina.

Não tenho os cabelos loiros, a pele branca, assim como não tenho um corpo franzino de traços delicados…
Sou uma mulher inteira, verdadeira, do tipo que te levanta se quiseres não mais estar caído, parceira pra vida…
Daquelas que briga com você por você mesmo.
Uma mulher rara, que se entrega quando ama sem medo do desconhecido, daquelas que gosta de preparar a comida e fazer um arranjo no prato, só para ver a pessoa com cara de bobo do tipo, foi pra mim que você fez?
Possuidora de um coração gigante, mas que fica pequenino com a dor de um igual.
Minha beleza é rara, exala pela pele, como o perfume de uma roseira que transcende a planta invadindo a janela da alma e inebriando quem ousar sentir o aroma que dela exala.

Como reprimir a avalanche de sensações e emoções que me tomam o ser?
Se mesmo que eu tente sufocar isto em mim transborda.
A emanação de sentimentos que me toma a alma e se esvai corpo afora, como banho demorado de água morna?
Como calar o sentimento que estava aprisionado e encontrou vazão para ecoar?
Silenciar o grito de alegria que teimosamente se faz som audível a quem me encontrar?
Como não transbordar amor se o sorriso não se apaga de mim?
São tantos por quês, que desisto de perguntar e responder, quero apenas me deixar ficar, para apenas ser…

Que seja eterno como todo grande amor devia ser. E se não for, que seja ao menos Repleto de afeto. E se não for, que seja ao menos amor! Eu acho que o amor, mesmo que não seja eterno, sempre deixa uma marca terna em nossos corações. Que cada experiência de amor, seja ela breve ou duradoura, nos ensine algo valioso sobre nós mesmos e sobre a vida. O importante é vivenciar o amor com sinceridade e intensidade, independente da sua duração. Ufa! Me deu vontade de namorar.
Coisa de Gente.
Alexandre Sefardi